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Stercorarius antarcticus

Stercorarius antarcticus lonnbergi


Mandrião-antártico
Salteador Subantártico
Brown Skua

Família: Stercorariidae
Ordem: Charadriiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Escúa Antártica.

Sinônimos: Stercorarius antarcticus, Lestris antarcticus, Catharacta antarctica.

Subespécies:





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Registros de Stercorarius antarcticus lonnbergi

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Esta é uma das aves marinhas mais robustas e agressivas do hemisfério sul, reconhecida por sua estrutura corporal maciça e comportamento altamente predatório. Pertencente à família Stercorariidae, caracteriza-se por apresentar uma plumagem predominantemente marrom-escura uniforme, entremeada por estrias claras de tom dourado ou palha, que se concentram principalmente na região do pescoço e do dorso. Apresenta fisionomia marcante com um bico preto muito forte e terminado em gancho afiado, além de patas negras e vigorosas providas de garras curvas, ideais para subjugar presas em movimento. Em voo, exibe uma marca diagnóstica proeminente: duas manchas brancas circulares localizadas na base das penas primárias de ambas as asas. A espécie possui dimorfismo sexual reverso sutil, sendo as fêmeas ligeiramente maiores e mais pesadas que os machos, com peso corporal variando entre 1.2 e 2.1 kg, comprimento total de 52 a 64 cm e envergadura de asas que atinge de 120 a 160 cm.

Distribuição geográfica: A distribuição geográfica deste táxon é circumpolar, cobrindo as águas temperadas frias, subantárticas e antárticas do Oceano Antártico. Suas populações reprodutivas estão concentradas em ilhas oceânicas e arquipélagos isolados do Atlântico Sul, Índico e Pacífico Sul, com destaque para as Ilhas Malvinas, as Ilhas Geórgia do Sul, o arquipélago de Tristão da Cunha, as Ilhas Kerguelen, a Ilha Macquarie e a porção setentrional da Península Antártica. Durante o inverno austral, a espécie realiza movimentos dispersivos para o norte ao longo das plataformas continentais, alcançando águas temperadas da América do Sul (ocorrendo regularmente na costa da Argentina e do Brasil), sul da África, Austrália e Nova Zelândia.

Ambiente: Habita tanto ecossistemas terrestres quanto marinhos de acordo com o seu ciclo de vida. No período reprodutivo, ocupa áreas costeiras livres de gelo em ilhas subantárticas e encostas continentais, selecionando terrenos planos de tundra de briófitas e liquens, praias de cascalho, planícies de morainas glaciais e áreas dominadas por gramíneas do tipo tussok. Durante o período não reprodutivo, assume hábitos estritamente pelágicos, vivendo sobre águas oceânicas abertas. Nesse período, correlaciona-se estreitamente com correntes marítimas frias e ricas em nutrientes, evitando as águas quentes das zonas equatoriais.

Alimentação: Apresenta uma dieta generalista e extremamente oportunista, atuando como predador de topo, carniceiro e cleptoparasita. Nas colônias reprodutivas de outras espécies, consome grandes quantidades de ovos e filhotes de pinguins e petréis, que caça de forma ativa e persistente. Também captura pequenos mamíferos introduzidos (como camundongos e coelhos) e peixes na superfície da água. Sua atividade de cleptoparasitismo é notável: persegue gaivotas, trinta-réis e cormorões em voos acrobáticos até forçá-los a regurgitar o alimento capturado. Consome ainda carcaças de mamíferos marinhos, placentas de focas e restos descartados por barcos de pesca comercial.

Comportamiento: Revela um comportamento extremamente audaz, inteligente e intensamente territorial. Durante a fase de reprodução, defende o entorno de seu ninho com grande agressividade, realizando voos rasantes e investidas físicas contra qualquer intruso, inclusive pesquisadores e visitantes humanos. É uma espécie socialmente monógama, estabelecendo parcerias reprodutivas que frequentemente duram por várias temporadas consecutivas. A comunicação interpessoal inclui uma exibição visual marcante, onde a ave estende parcialmente as asas e ergue a cabeça emitindo uma sequência de notas ásperas e potentes conhecida na biologia como "long call" (chamado longo territorial).

Nidificação: A nidificação inicia-se entre os meses de outubro e novembro. O ninho consiste em uma depressão rasa escavada no solo, por vezes forrada de maneira esparsa com pedaços de vegetação seca, musgos ou liquens coletados nos arredores. A fêmea realiza a postura de 1 ou 2 ovos de coloração oliva ou acastanhada com manchas escuras irregulares, padrão que oferece excelente camuflagem contra predadores aéreos. Ambos os pais revezam-se na incubação por um período que varia de 28 a 32 dias. Os filhotes são nidífugos e semiprecoces, deixando o ninho poucos dias após o nascimento para se esconder na vegetação ao redor, embora continuem dependendo dos pais para alimentação e proteção até completarem o empenamento e desenvolvimento de voo, o que ocorre entre 55 e 60 dias de vida.

Categoria de conservação: A espécie está atualmente classificada na categoria de Preocupação Menor (LC) de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Embora sua população global seja considerada estável e sua área de ocorrência seja extremamente vasta, algumas colônias sofrem pressões antrópicas locais decorrentes do aquecimento global, da redução de presas marinhas devido à pesca comercial, da presença de mamíferos invasores exóticos em ilhas de reprodução e da bioacumulação de lixo plástico e metais pesados.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 26/07/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
225269425/02/202508:41ArgentinaAntártida ArgentinaAntártida Argentina, Isla Elefante1Jorge La Grotteria
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Mandrião-antártico (Stercorarius antarcticus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 16/09/2026.