Outros Nomes Comuns: Misto, Botão de ouro, Canário de cabeça dourada, Canário-dourado, Pardal Amarelo.
Subespécies:
Sicalis flaveola flaveola: (Linnaeus, 1766). Subespécie nominal. Presente na Colômbia e na Venezuela.
Sicalis flaveola pelzelni: (Sclater, 1872). É a subespécie que habita o Uruguai e quase toda a Argentina, com exceção da zona andina, Santa Cruz e das Ilhas Malvinas.
Sicalis flaveola valida: (Bangs e Penard, T. 1921). Presente no Equador e no norte do Peru.
Sicalis flaveola koenigi: (Hoy, 1978). Presente na Argentina (Oeste de Salta e Jujuy).
Sicalis flaveola brasiliensis: (Gmelin, J. 1789). Presente no norte da Argentina (Misiones) e no Brasil.
Descrição: 12 cm, o macho é amarelo, com asas, dorso e cauda negras com leves tons oliváceos. A espécie apresenta matizes alaranjados na frente e no rosto, o que ajuda a distingui-la de outras espécies do mesmo gênero. A fêmea é de cor cinza mais clara no ventre, com estrias escuras no peito e dorso, e os juvenis são semelhantes às fêmeas.
Dimorfismo Sexual: Muito marcado e facilmente distinguível pela cor amarela dourada do macho. Os machos jovens tendem a ter pequenas manchas amarelas no peito, mas é difícil sexá-los quando são muito jovens.
Habitat: Florestas, áreas rurais e assentamentos (comum em praças e reservas urbanas).
Distribuição Geográfica: Amplamente distribuído na Argentina, Uruguai, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Brasil e Paraguai.
Comportamento: Os machos têm um canto melodioso (o que torna a espécie muito capturada para o comércio de animais de estimação). Fora da época reprodutiva, formam bandos numerosos, às vezes com outras espécies como os Chingolos (Z. capensis) e os Mistos (S. luteola). São bastante arborícolas, mas frequentemente são vistos no solo se alimentando.
Construção do Ninho: Constrói seu ninho com capim seco e penas, que molda em cavidades como buracos em troncos de árvores, postes e até mesmo usa ninhos abandonados de horneros (F. rufus). Costuma aninhar duas vezes por ano, e os juvenis formam casais antes do primeiro ano para criar uma nova ninhada de filhotes (Costa et al., 2011).
Alimentação: Grãos, sementes de gramíneas selvagens, pequenos frutos, larvas e brotos.
Autor desta descrição: Diego Oscar
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