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Egretta garzetta

Egretta garzetta dimorpha


Garça-branca-pequena-europeia
Garceta Común
Little Egret

Família: Ardeidae
Ordem: Pelecaniformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Registros de Egretta garzetta dimorpha

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


É uma garça de médio porte que mede entre 55 e 65 centímetros de comprimento, com uma envergadura que varia de 88 a 106 centímetros e peso corporal entre 350 e 550 gramas. Apresenta uma plumagem inteiramente branca imaculada, que cria um contraste marcante com o seu bico longo, reto e de cor preta. Suas pernas compridas e esguias são também pretas, mas terminam em pés com dedos de um tom amarelo brilhante, uma característica diagnóstica crucial para a identificação da espécie em campo. Durante o período reprodutivo, os adultos desenvolvem ornamentações vistosas, incluindo duas longas penas nupciais na nuca, além de plumas filamentosas e desfiadas no peito e no dorso. Adicionalmente, a pele nua dos loros, que normalmente possui uma coloração cinza-esverdeada, torna-se temporariamente avermelhada ou amarela intensa.

Distribuição geográfica: Apresenta uma distribuição geográfica extremamente vasta que engloba o sul da Europa, a África, o sul e leste da Ásia e a Oceania. Nas últimas décadas, estendeu consideravelmente sua ocorrência para o norte da Europa e iniciou uma colonização natural do continente americano, com avistamentos constantes e registros de reprodução nas ilhas do Caribe e na costa norte da América do Sul. As populações que se reproduzem nas regiões temperadas do Paleártico são migratórias, deslocando-se para o sul para invernar na bacia do Médio Oriente, no norte e centro da África e no sul da Ásia, enquanto as populações de áreas tropicais são predominantemente residentes ou realizam movimentos dispersivos locais conforme o regime de chuvas.

Ambiente: Habita uma grande diversidade de áreas úmidas costeiras e de interior, demonstrando preferência por águas rasas, sejam doces, salobras ou salgadas. É frequentemente observada em estuários, lagunas costeiras, pântanos, manguezais, marismas, rios de correnteza lenta e planícies de maré. Demonstra grande plasticidade ecológica ao colonizar ambientes alterados pelo homem, como arrozais, salinas artificiais, canais de drenagem e tanques de piscicultura, desde que haja águas rasas para forrageamento e árvores ou arbustos próximos para abrigo e reprodução.

Alimentação: Possui hábitos alimentares carnívoros e altamente oportunistas, consumindo uma ampla variedade de pequenos organismos aquáticos que variam de acordo com a disponibilidade sazonal do habitat. Alimenta-se principalmente de pequenos peixes, crustáceos (como camarões e caranguejos), insetos aquáticos e terrestres, anfíbios (rãs e girinos), moluscos e anelídeos. Sua estratégia de caça é ágil e versátil, combinando diferentes técnicas físicas para capturar suas presas eficientemente em diversos corpos d´água.

Comportamento: Destaca-se por ser uma ave extremamente ativa, enérgica e gregária. Ao contrário de outras garças maiores que aguardam pacientemente pela presa em total imobilidade, este táxon adota uma postura de caça ativa, correndo rapidamente pelas águas rasas, mudando de direção abruptamente e abrindo as asas para assustar as presas ocultas. Um de seus comportamentos mais emblemáticos consiste em vibrar ou agitar os pés amarelos sob a lama para desalojar pequenos animais do substrato, capturando-os imediatamente com um golpe rápido de seu bico pontiagudo. É uma espécie social que se alimenta em bandos dispersos e se reúne em dormitórios coletivos nas copas das árvores no final do dia, frequentemente dividindo o espaço com outras aves aquáticas.

Nidificação: A reprodução ocorre de forma estritamente colonial, estabelecendo-se frequentemente em colônias mistas (denominadas garceiros) junto a outros ardeídeos. Constrói um ninho em formato de plataforma rudimentar feito de gravetos, ramos e juncos, situado em árvores, arbustos densos, bambuzais ou extensos canaviais próximos à água. A fêmea realiza a postura de três a cinco ovos de coloração azul-esverdeada clara. Ambos os pais participam da incubação durante 21 a 25 dias. Os filhotes nascem cobertos por uma penugem branca, são altriciais e recebem alimento por regurgitação de ambos os progenitores, alcançando a independência e a capacidade de voo por volta de 40 a 45 dias após a eclosão.

Categoria de conservação: Está classificada globalmente como Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Embora tenha enfrentado um declínio drástico no final do século XIX devido à caça predatória para o comércio de plumas nupciais na indústria da moda, as rígidas leis de proteção permitiram uma notável recuperação populacional e expansão de sua área de distribuição. Atualmente, as ameaças mais prementes incluem a perda e degradação das zonas úmidas, a poluição da água por efluentes agrícolas e industriais, e o distúrbio humano em suas colônias reprodutivas.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 12/09/2026




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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Garça-branca-pequena-europeia (Egretta garzetta) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 15/09/2026.