Formigueiro-escamoso ou pintadinho (Drymophila squamata) é uma espécie de ave da família Thamnophilidae.
É endémica do Brasil.
Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais húmidas de baixa altitude e florestas secundárias altamente degradadas.
Taxonomia e sistemática: A formigueiro-escamada possui duas subespécies: a subespécie nominal Dysithamnus squamata squamata (Lichtenstein, MHC, 1823) e D. s. stictocorypha (Boucard & Berlepsch, 1892).
Resultados de análises genéticas sugerem que D. s. stictocorypha pode representar uma espécie distinta, embora ainda existam poucos dados sobre possíveis diferenças de vocalização e ecologia entre os dois táxons.
A formigueiro-escamada mede entre 12 e 14 cm de comprimento e pesa de 10,5 a 11 g.
Os machos adultos da subespécie nominal apresentam coroa preta com manchas brancas nas laterais, largo supercílio branco e uma faixa preta atravessando o olho sobre uma face branca marcada por pintas pretas.
As partes superiores são pretas com manchas brancas. As asas são pretas e as coberteiras alares possuem largas pontas brancas. A cauda é barrada em preto e branco.
A garganta e as partes inferiores são brancas com manchas pretas.
As fêmeas possuem o mesmo padrão geral, porém em cores diferentes. A coroa e a faixa ocular são marrom-escuras. As partes superiores são marrom-escuras com manchas creme, as coberteiras alares apresentam pontas creme e a cauda é barrada em marrom-escuro e creme. Os flancos e a região subcaudal possuem coloração canela-clara.
Os machos da subespécie D. s. stictocorypha são semelhantes aos da forma nominal, mas apresentam manchas brancas no centro da coroa e ventre cinza mais escuro. Parece haver alguma sobreposição entre as duas subespécies.
Distribuição e habitat: A formigueiro-escamada ocorre no leste e sudeste do Brasil.
A subespécie nominal habita as porções orientais de Pernambuco, Alagoas e Bahia. Já D. s. stictocorypha ocorre mais ao sul, desde o leste de Minas Gerais e Espírito Santo até o extremo nordeste de Santa Catarina.
A espécie habita o sub-bosque denso de florestas perenifólias e matas secundárias.
Em algumas áreas ocorre frequentemente em bambuzais, mas também é encontrada fora deles, sendo o único representante de seu gênero que não possui forte associação ecológica com bambus.
Ocorre desde o nível do mar até 1.100 metros de altitude, tendendo a ocupar áreas mais elevadas na porção norte de sua distribuição.
Movimentação: Acredita-se que a formigueiro-escamada seja residente ao longo de todo o ano em sua área de ocorrência.
Alimentação: Alimenta-se principalmente de diversos artrópodes. Forrageia geralmente sozinha, em pares ou em grupos familiares, normalmente até cerca de 4 metros acima do solo, embora ocasionalmente alcance 6 metros de altura.
Às vezes participa de bandos mistos de alimentação que atravessam seu território, e a subespécie nominal ocasionalmente segue correições de formigas-de-exército.
Procura alimento em vegetação densa, deslocando-se por troncos e cipós enquanto movimenta rapidamente as asas. Também forrageia em galhos caídos, folhiço e outros detritos no solo.
Captura presas principalmente ao alcançar ou investir a partir de poleiros, alimentando-se sobretudo em vegetação viva. Também obtém presas por meio de pequenos voos em direção ao substrato.
Reprodução: A estação reprodutiva da formigueiro-escamada ainda não está completamente definida, mas aparentemente ocorre ao menos entre outubro e dezembro.
Os ninhos conhecidos variam um pouco na forma, podendo ser cestos ou taças compostos de folhas, fibras vegetais, musgo e raízes. Os ninhos ficam suspensos entre dois galhos ou posicionados em forquilhas, sempre a menos de 2 metros do solo.
Uma postura registrada continha dois ovos. Ambos os pais alimentavam os filhotes, mas apenas a fêmea os aquecia durante a noite.
O período de incubação, o tempo até a saída do ninho e outros detalhes do cuidado parental permanecem desconhecidos.
Vocalização: O canto da formigueiro-escamada é descrito como uma “série extremamente aguda e calma de 4 a 7 notas descendentes, secas e enfatizadas”.
Seus chamados incluem um “pip” abrupto, que pode ser repetido de duas a quatro vezes, e um curto trinado agudo que diminui gradualmente em tom e volume.
Estado de conservação: A IUCN classifica a formigueiro-escamada como espécie “pouco preocupante”.
O tamanho populacional é desconhecido, mas acredita-se que esteja estável. Nenhuma ameaça imediata foi identificada.
A espécie é considerada relativamente comum a comum em sua área de distribuição e ocorre em diversas unidades de conservação.
Fonte: Wikipedia, artigo Drymophila squamata.
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Acessado em 16/07/2026.