O
cágado-preto (nome científico:
Acanthochelys spixii), também chamado
cágado-de-canaleta,
cágado-de-espinhos,
cágado-de-pescoço-espinhudo e
cágado-do-cerrado, é uma espécie de quelônio da família dos quelídeos (
Chelidae), nativa do centro-sul da América do Sul. Sua distribuição compreende a Argentina, o Uruguai e o Brasil, onde ocorre nos estados da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Habita principalmente ambientes aquáticos lênticos, como lagoas, banhados, pântanos e charcos permanentes ou temporários, estando associado aos biomas da Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa. Embora seja predominantemente aquático e de hábitos noturnos, também realiza deslocamentos terrestres entre corpos d´água e apresenta relativa tolerância a ambientes modificados pela ação humana.
Trata-se de um quelônio de porte médio, que pode atingir cerca de 18 centímetros de comprimento de carapaça. Caracteriza-se pela carapaça achatada, geralmente escura, pelo pescoço provido de tubérculos espinhosos e pela coloração verde-olivácea a acinzentada das partes moles. A espécie possui dieta oportunista e predominantemente carnívora, alimentando-se principalmente de insetos aquáticos, anfíbios e, secundariamente, material vegetal. Sua reprodução ocorre sazonalmente, com acasalamentos concentrados entre novembro e janeiro e nidificação entre fevereiro e maio. Os ninhos são construídos em áreas abertas próximas a corpos d´água, onde as fêmeas depositam geralmente entre um e sete ovos.
Descrita originalmente no , a espécie passou por diversas revisões taxonômicas até ser incluída no gênero
Acanthochelys, cuja monofilia foi posteriormente corroborada por estudos morfológicos e moleculares. Apesar de ser considerada rara e apresentar baixa densidade em muitas localidades, possui ampla distribuição geográfica e populações aparentemente estáveis em algumas áreas estudadas. A União Internacional para a Conservação da Natureza classifica o cágado-preto como espécie pouco preocupante, embora a espécie esteja sujeita a ameaças relacionadas principalmente à degradação de habitats, expansão agrícola, poluição ambiental e captura ilegal de filhotes para o comércio de animais de estimação.
Etimologia: O epíteto específico
spixii é uma homenagem ao naturalista alemão Johann Baptist von Spix, que promoveu expedições ao Brasil entre os anos de 1817 a 1820. Seu nome popular
cágado, contudo, tem origem controversa. Antenor Nascentes propôs, citando Serafim da Silva Neto, que tenha se originado no português
cagado, com uma retração eufemística do acento. José Pedro Machado propôs derivar do latim
cacatus >
*cácatus por eufemismo. Joan Coromines propôs uma origem no hispânico pré-romano
*calappăcu (quiçá associado a
*calapaccĕa no sentido de ´cabaça, espécie de abóbora´ e
*carappaceu no sentido de ´carapaça de crustáceos´) >
*calápago >
caágado >
cágado.
Taxonomia e sistemática: A espécie foi descrita pela primeira vez no ano de 1824 por Spix, como
Emys depressa. Contudo, este nome já havia sido adotado para outra espécie de cágado, descrita por Blasius Merrem. Em 1830, o naturalista francês Georges Cuvier descreveu a espécie com o nome
Emys aspera, mas sua descrição ficou esquecida e este nome é hoje desconsiderado pelos zoólogos. Em 1835, o naturalista francês André Marie Constant Duméril e seu assistente Gabriel Bibron descreveram
Platemys spixii, a partir de um exemplar coletado no Brasil pelo também francês Auguste de Saint-Hilaire. Após sua descrição original,
Platemys spixii passou por mudanças taxonômicas, tendo sido renomeada
Hydraspis spixii e até mesmo considerada uma subespécie,
Platemys radiolata spixii. Durante grande parte do , as cinco espécies atualmente incluídas no complexo
Platemys–
Acanthochelys foram agrupadas no gênero
Platemys. Estudos morfológicos, cromossômicos, bioquímicos e moleculares demonstraram, contudo, que o jabuti-machado (
Platemys platycephala) representava uma linhagem profundamente divergente das demais espécies. Com base nessas evidências, foi proposto o reconhecimento de
Acanthochelys para as quatro espécies remanescentes, enquanto
Platemys passou a ser considerado um gênero monotípico, contendo apenas o jabuti-machado. Análises filogenéticas posteriores baseadas em DNA mitocondrial corroboraram a monofilia de
Acanthochelys e sua relação de grupo-irmão com
Platemys. Esses estudos também indicaram que o cágado-amarelo (
Acanthochelys radiolata) constitui a linhagem mais basal do gênero, enquanto as relações entre o cágado-preto (
A. spixii), a tartaruga-do-pantanal (
A. macrocephala) e
A. pallidipectoris permaneceram parcialmente irresolvidas, embora alguns trabalhos tenham sugerido uma afinidade mais próxima entre o cágado-preto e
A. pallidipectoris.
Morfologia: O cágado-preto tem porte médio, atingindo até 172 milímetros de comprimento da carapaça, sem dimorfismo sexual aparente no tamanho corporal (ou seja, machos e fêmeas têm dimensões semelhantes). O maior comprimento linear de carapaça registrado foi de 18,48 centímetros nas fêmeas e 17,95 centímetros nos machos. Na região do pescoço possui tubérculos pontiagudos e alongados, que se tornam menos numerosos e menores nas porções laterais. A cabeça é verde-olivácea a cinza, com focinho curto e pouco projetado, mandíbulas amareladas a córneas, íris branca e dois pequenos barbilhões no queixo. A superfície dorsal da cabeça é coberta por numerosas escamas de formato variável, organizadas em três ou quatro fileiras laterais acima do tímpano. O formato da carapaça é achatado, elíptico e mais largo na porção posterior. Entre o primeiro escudo vertebral e a porção anterior do quinto há um sulco dorsal superficial mediano. O escudo cervical é largo e os escudos marginais anteriores e posteriores são mais largos que os laterais, sendo os posteriores pouco ou nada serrilhados. Em indivíduos adultos, o primeiro e o quinto escudos vertebrais apresentam maior largura do que comprimento, sendo o primeiro o mais largo de todos. Do segundo ao quarto escudos vertebrais, o comprimento é igual ou superior à largura. Os indivíduos jovens não possuem o sulco dorsal mediano, podendo apresentar uma quilha mediana baixa. A carapaça costuma apresentar estrias de crescimento concêntricas e radiadas nos escudos, sendo mais alta pouco antes da sutura entre o segundo e o terceiro escudos vertebrais e mais larga ao nível do sétimo ou oitavo escudo marginal. Nos adultos, a carapaça é cinza-escura ou preta, ocasionalmente amarela na base dos escudos pleurais, provavelmente devido à pedomorfose, já que os neonatos apresentam manchas amarelas, alaranjadas ou vermelhas no plastrão. O plastrão e a ponte são geralmente uniformemente cinza-escuros ou pretos, embora alguns indivíduos possuam pequenas manchas amarelas ao longo da sutura mediana. O lobo anterior do plastrão é mais largo que o posterior e ligeiramente voltado para cima, enquanto o lobo posterior possui ampla reentrância terminal. O escudo intergular é longo, frequentemente excedendo metade do comprimento do lobo anterior do plastrão. Os dedos possuem membranas interdigitais, a superfície anterior dos membros é coberta por grandes escamas e as coxas apresentam diversas fileiras de tubérculos espinhosos. A cauda é relativamente curta e todas as partes moles do corpo apresentam coloração verde-olivácea a cinza. Os machos possuem plastrão côncavo, cauda mais longa e espessa, com a cloaca situada além da borda da carapaça; as fêmeas possuem plastrão plano, escudos anais recurvados para cima e cauda mais curta, com a cloaca localizada sob a carapaça.
Distribuição e habitat: A presença da espécie foi registrada na Argentina, Uruguai e Brasil. Neste último país, ocorre nos estados da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Sua distribuição abrange áreas dos biomas da Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa, estando associada às sub-bacias do rio Grande, Guaíba, Iguaçu, Itapecuru–Paraguaçu, Paranapanema, Paranaíba, Paraná, Alto e Médio São Francisco, Tietê, alto Tocantins e alto Uruguai, bem como dos litorais do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Estudos posteriores demonstraram que a distribuição da espécie é mais restrita do que sugeriam alguns trabalhos antigos. A espécie não ocorre nas drenagens costeiras brasileiras ao norte da Bahia nem na porção inferior da bacia do São Francisco. Sua presença é confirmada nas porções alta e média dessa bacia, enquanto registros históricos atribuídos ao Rio de Janeiro são atualmente considerados equivocados. Registros antigos para a bacia do Paraguai e para o Paraguai foram posteriormente reinterpretados como pertencentes a outras espécies do gênero
Acanthochelys, especialmente
A. pallidipectoris.
O cágado-preto pode ser encontrado principalmente em ambientes aquáticos lênticos, ou seja, com pouca ou nenhuma correnteza, como lagos, lagoas, ambientes lagunares, banhados e pântanos. Ocorre em charcos permanentes, sazonais e semipermanentes, cursos d´água temporários e até mesmo em ambientes artificiais, como cavas resultantes da extração de areia em áreas ribeirinhas. Habita ainda corpos d´água lênticos em ambientes florestais com abundante serrapilheira no solo, bem como corpos d´água pedregosos em áreas montanhosas. A espécie também é registrada em pequenos riachos e banhados próximos a áreas residenciais e industriais, demonstrando tolerância a ambientes modificados pela ação humana. Ocorre ainda em cursos d´água localizados em parques urbanizados e áreas de cultivo de arroz. Em diversas regiões ocupa ambientes aquáticos efêmeros, deslocando-se entre diferentes corpos d´água quando necessário.
Nos Campos Gerais do Paraná, é encontrada em terrenos encharcados com abundância de gramíneas e em áreas sujeitas a inundações temporárias durante o período chuvoso. Os ambientes adequados para a espécie incluem zonas de contato entre áreas abertas e formações florestais, sendo aparentemente mais frequente em áreas abertas. Possui hábitos predominantemente noturnos e aquáticos, saindo da água principalmente para a oviposição, deslocamentos entre ambientes ou em situações de enfermidade. Embora seja predominantemente aquática, apresenta hábitos terrestres relativamente frequentes. Indivíduos mantidos em cativeiro passam parte considerável do dia fora da água, em locais expostos à luz solar direta, e observações de campo indicam que, durante o verão, podem realizar deslocamentos noturnos entre corpos d´água distintos. A ocupação de ambientes temporários parece estar associada à maior disponibilidade de recursos alimentares, favorecendo o crescimento e a reprodução da espécie.
Ecologia: Os cágados-pretos são animais oportunistas e generalistas, possuindo uma dieta predominantemente carnívora. Utilizam sucção na captura de alimento e consomem principalmente insetos aquáticos, incluindo ninfas de odonatos, larvas aquáticas de insetos, ninfas de , hemípteros, coleópteros e dípteros. Também se alimentam de anuros, incluindo girinos e indivíduos adultos, além de material vegetal. Há indícios de diferenças no uso do hábitat entre machos e fêmeas refletidas na composição da dieta. Os machos tendem a utilizar com maior frequência as áreas marginais dos corpos d´água, onde capturam uma maior diversidade de presas e consomem mais anuros, enquanto as fêmeas ocupam predominantemente as regiões centrais das lagoas e apresentam maior ingestão de material vegetal. Apesar dessas diferenças, estudos indicam elevada sobreposição dos nichos alimentares entre os sexos, sem diferenças significativas em sua amplitude.
Reprodução: As fêmeas atingem a maturidade sexual com cerca de 16,2 centímetros de comprimento linear da carapaça, valor estimado a partir de fêmeas ovígeras registradas em campo. Em cativeiro, o período de acasalamento ocorre entre novembro e janeiro, enquanto a nidificação concentra-se entre fevereiro e maio. No Rio Grande do Sul, atividades reprodutivas foram registradas entre maio e dezembro, sugerindo variações regionais no ciclo reprodutivo da espécie. A desova ocorre uma vez por ano, geralmente durante a noite, embora comportamentos de cópula e nidificação também tenham sido observados durante o dia. O acasalamento ocorre dentro da água, geralmente em temperaturas entre 20 °C e 27 °C. Durante a corte, o macho aproxima-se da fêmea por trás e posiciona as narinas junto à região cloacal. Caso a fêmea não se afaste, ele monta imediatamente sobre ela, segurando os escudos marginais da carapaça com as quatro patas. Durante a cópula, o macho permanece sobre a fêmea, apoiando os membros posteriores sob os escudos marginais posteriores. Os ninhos são construídos em áreas abertas com vegetação rasteira, geralmente a cerca de 10 metros das margens de corpos d´água. Para selecionar o local de nidificação, a fêmea utiliza sinais olfativos e escava a cova alternadamente com os membros posteriores.
Os ninhos consistem em cavidades escavadas no solo, frequentemente localizadas sobre pequenas elevações arenosas próximas a vegetação herbácea ou arbustiva. Segundo Bujes, apresentam profundidade média de 34,4 milímetros e largura média de 89,6 milímetros, enquanto Souza descreveu ninhos compostos por um "pescoço" e uma câmara de incubação, com profundidade média de cerca de sete centímetros. Após a postura, a fêmea retorna imediatamente ao ambiente aquático. O tamanho da ninhada varia geralmente de um a sete ovos, embora alguns estudos tenham registrado posturas contendo de quatro a nove ovos. Em determinadas populações, foram observadas ninhadas contendo de um a quatro ovos. Os ovos são brancos, com casca calcária lisa, pesam aproximadamente nove gramas e medem cerca de 2,7 centímetros de comprimento. Os filhotes apresentam comprimento de carapaça entre 31 e 32 milímetros e massa corporal aproximada de cinco gramas ao nascer. A espécie apresenta comportamento escavador, particularmente em resposta à secagem de lagoas e outros ambientes aquáticos temporários. Também foram registradas migrações entre corpos d´água temporários durante noites de verão no Rio Grande do Sul.
Conservação: A União Internacional para a Conservação da Natureza classifica o cágado-preto como pouco preocupante, pois ocorre numa distribuição extremamente grande e não se aproxima dos limiares para vulnerável (VU) sob o critério de tamanho de distribuição (segundo a IUCN, extensão de ocorrência < 20 mil quilômetros quadrados combinada com um tamanho de distribuição decrescente ou flutuante, extensão/qualidade do habitat ou tamanho populacional e um pequeno número de locais ou fragmentação severa). Sabe-se que suas populações estão em tendência decrescente, mas o declínio não é suficientemente rápido para se aproximar dos limiares para vulnerável (> 30% de declínio ao longo de dez anos ou três gerações) e sua população é muito grande, o que igualmente descaracteriza a classificação como vulnerável (< 10 mil indivíduos maduros com um declínio contínuo estimado em > 10% em dez anos ou três gerações, ou com uma estrutura populacional especificada). Em 2010, foi classificado com a rubrica Dados Insuficientes (DD) na Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna do Estado de Minas Gerais (avaliação de 2007); em 2014, com a rubrica Dados Insuficientes (DD) no Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Estado de São Paulo (reclassificação da avaliação de 2008, que o considerou pouco preocupante (LC)) e como pouco preocupante (LC) na Lista das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção no Rio Grande do Sul; em 2018 como pouco preocupante (LC) na Lista Vermelha do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (IMCBio); e em 2024, como pouco preocupante (LC) no Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná.
Ameaças: As principais ameaças identificadas para o cágado-preto estão relacionadas à perda, degradação e alteração de seus habitats. No Rio Grande do Sul, áreas utilizadas para nidificação podem ser afetadas pela expansão do cultivo de arroz irrigado, frequentemente estabelecido nas margens de lagoas que constituem importantes locais de desova da espécie. Também foi sugerido que a utilização de agrotóxicos nessas lavouras possa afetar o sucesso reprodutivo da espécie, uma vez que compostos químicos empregados na agricultura podem ser incorporados ao vitelo dos ovos, fenômeno já documentado em outros quelônios. Em diferentes partes de sua distribuição, a espécie também está sujeita a alterações ambientais decorrentes da mineração, atividades agropecuárias, queimadas e implantação de empreendimentos hidrelétricos. Além disso, populações foram registradas em ambientes com presença de resíduos industriais e domésticos, como no município de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Outra ameaça registrada é a captura ilegal de filhotes para o comércio de animais de estimação. No Rio Grande do Sul, indivíduos jovens são ocasionalmente traficados devido à sua coloração mais vistosa e atrativa em comparação com os adultos. Apesar dessas pressões antrópicas, não existem evidências de que tais fatores estejam provocando declínios populacionais significativos em escala ampla. A espécie demonstra certa tolerância a ambientes modificados e tem sido registrada em áreas antropizadas ao longo de sua distribuição geográfica.
População: A tendência populacional do cágado-preto é desconhecida. Apesar de sua ampla distribuição geográfica, a espécie é geralmente considerada rara, uma vez que os indivíduos são pouco frequentemente registrados ao longo de sua área de ocorrência. No Rio Grande do Sul, embora seja considerada relativamente comum, as subpopulações apresentam baixa densidade populacional. No Cerrado e nos campos de altitude da Mata Atlântica, a frequência de ocorrência também é baixa, embora algumas localidades possam abrigar populações relativamente abundantes. Estudos populacionais realizados no Parque Nacional de Brasília registraram uma população composta por cerca de 30 indivíduos adultos, com razão sexual próxima de 1:1 e flutuações anuais entre 10 e 35 indivíduos com mais de quatro anos de idade. Os resultados indicaram que a população local se encontrava relativamente estável durante o período estudado. No Parque Nacional da Serra da Canastra, amostragens realizadas entre 2012 e 2014 em 60 corpos d´água resultaram na captura de apenas 38 indivíduos, todos provenientes de dois locais, evidenciando uma distribuição espacial agregada e baixa detectabilidade da espécie na região. No Parque Estadual de Itapeva, no Rio Grande do Sul, estudos conduzidos com intervalo de aproximadamente uma década registraram aumento no número de indivíduos capturados, de 50 para 70 exemplares. Embora a razão sexual tenha passado de aproximadamente equilibrada para um predomínio de fêmeas, a população foi considerada estável, mesmo sob influência de pressões antrópicas. As fêmeas apresentaram maiores taxas de sobrevivência em ambos os períodos analisados.
Áreas de conservação: No Brasil, a espécie foi registrada nas seguintes unidades de conservação:
Área de Proteção Ambiental (APA)
- Morro da Pedreira
- Planalto Central
- Cajamar
- Rio Pandeiros
- Serra de Minas
- Cafuringa
- Banhado Grande
- Escarpa Devoniana
- Piraquara
- Marimbus-Iraquara
Estação Ecológica (ESEC)
Parque Nacional (PARNA)
- Brasília
- Serra da Canastra
- Sempre-Vivas
Parque Estadual (PE)
Parque Municipal (PM)
Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN)
Terras Indígenas