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Tyrannus tyrannus

Suiriri-valente


Tyrannus tyrannus

(Linnaeus, C, 1758)
Suirirí Boreal
Eastern Kingbird

Família: Tyrannidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Lanius tyrannus.





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta um porte elegante e robusto, sendo um passeriforme de médio porte caracterizado por suas partes superiores em tom cinza-escuro a quase preto, em forte contraste com o peito e o abdômen de coloração branco-pura, que se estende desde a garganta até as coberteiras inferiores da cauda. O principal caráter diagnóstico visível em campo é a proeminente faixa terminal branca na extremidade de sua cauda escura, que se destaca de forma nítida quando a ave está em voo ou realiza manobras acrobáticas. No topo da cabeça, possui uma coroa oculta vermelha ou alaranjada, formada por penas coloridas que geralmente permanecem escondidas sob a plumagem escura da cabeça, sendo exibidas apenas em momentos de cortejo, disputas territoriais ou quando o indivíduo se sente severamente ameaçado por predadores. Seu bico é forte, de coloração preto-azulada e ligeiramente ganchudo na ponta, perfeitamente adaptado para capturar insetos em pleno voo. Com um comprimento total entre 19 e 23 centímetros, envergadura de asas de 33 a 38 centímetros e peso variando entre 33 e 55 gramas, possui uma silhueta aerodinâmica e asas pontiagudas propícias para voos migratórios de longa distância.

Distribuição geográfica: Nidifica em uma vasta extensão territorial da América do Norte, desde o limite sul da tundra no Canadá (englobando províncias como Colúmbia Britânica, Alberta e Saskatchewan) até a maior parte dos Estados Unidos continentais, estando ausente apenas nas zonas áridas do sudoeste e no litoral da Califórnia. Após o período reprodutivo, realiza uma extraordinária migração de longa distância em direção à América do Sul para passar o inverno boreal. Sua distribuição não reprodutiva concentra-se predominantemente na bacia amazônica, abrangendo porções da Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e o oeste do Brasil (com registros frequentes nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso), utilizando rotas que cruzam a América Central.

Ambiente: Durante a época de reprodução, demonstra preferência por ambientes abertos e semiabertos que disponham de poleiros expostos para a caça. Ocorre habitualmente em pastagens, savanas, pomares, bordas de matas e campos agrícolas, demonstrando forte preferência por áreas associadas a corpos d´água, como margens de rios, lagos e áreas úmidas. Em contrapartida, durante sua estadia invernal no Neotrópico, altera consideravelmente seu nicho ecológico, passando a frequentar o dossel de florestas tropicais úmidas, matas de galeria e clareiras florestais ao longo de grandes cursos d´água.

Alimentação: Apresenta uma notável variação sazonal em sua dieta. Em seus territórios de reprodução na América do Norte, comporta-se como um exímio insetívoro. Utiliza a tática de caça por espreita a partir de poleiros elevados, de onde parte em voos rápidos para capturar vespas, abelhas, moscas, besouros, libélulas e gafanhotos. Contudo, ao migrar para a América do Sul, sua dieta passa por uma transição drástica, tornando-se eminentemente frugívoro. Neste período, alimenta-se de uma ampla variedade de frutos e bagas silvestres do dossel florestal, com destaque para espécies das famílias Lauraceae e Moraceae, exercendo um papel crucial no ecossistema como dispersor de sementes dessas árvores tropicais.

Comportamento: É amplamente conhecido no meio ornitológico por seu temperamento extremamente intrépido e belicoso durante o período reprodutivo. Defende seu território de nidificação com vigor implacável, atacando e afugentando aves muito maiores, incluindo gaviões, corvos, garças e até mesmo águias, além de mamíferos terrestres aproximando-se do ninho. Essa personalidade dominadora reflete-se em seu nome científico Tyrannus tyrannus. Paradoxalmente, esse comportamento agressivo cessa de forma absoluta durante o período de invernada na América do Sul, quando a espécie se torna altamente gregária, associando-se em grandes bandos nômades que se alimentam e viajam juntos, utilizando poleiros coletivos em árvores ribeirinhas.

Nidificação: O ciclo de nidificação inicia-se com a chegada às áreas de reprodução entre maio e junho, formando casais socialmente monogâmicos. A construção do ninho é realizada exclusivamente pela fêmea, que elabora uma taça aberta volumosa e compacta utilizando gravetos, raízes, cascas de árvores, musgo e fibras vegetais, revestindo o interior com pelos de mamíferos e penugem macia. O ninho é instalado a alturas que variam de 2 a 15 metros do solo, geralmente na bifurcação de galhos de árvores decíduas ou arbustos densos, muitas vezes pendendo sobre a água. A postura consiste em 2 a 5 ovos de coloração creme ou rosada, com manchas em tons de marrom e cinza. A incubação é feita apenas pela fêmea e dura de 14 a 17 dias. Ambos os pais participam ativamente na alimentação e na proteção dos filhotes, que deixam o ninho entre 16 e 18 dias após o nascimento, embora continuem dependentes dos adultos por mais algumas semanas.

Categoria de conservação: É classificada como Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Embora sua população global permaneça na casa dos milhões de indivíduos e sua área de distribuição seja extremamente vasta, dados de monitoramento indicam um declínio populacional gradual ao longo das últimas décadas. As principais ameaças à sobrevivência da espécie incluem a perda e fragmentação de habitats decorrentes da conversão de terras para a agricultura, o desmatamento nas áreas de invernada na Amazônia e a redução drástica na disponibilidade de suas presas devido ao uso intensivo de pesticidas e inseticidas.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 20/08/2026

 Ver literatura relacionada





Distribuição geográfica


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Últimos registros de alimentação

Alimentando-se de...
GrupoEspécieDataUsuário
InsetosAcromyrmex sp.18/11/2023Jorge La Grotteria




Fotografias da espécie

Quantidade: 106

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  Adulto

Gamboa
Colon
Panamá
18/04/2026
Pablo Alberto Re
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Cartagena de Indias
Bolívar
Colômbia
20/09/2025
Jorge La Grotteria
Foto
ID de Fotografia: 655628
 
Cartagena de Indias
Bolívar
Colômbia
20/09/2025
Jorge La Grotteria
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ID de Fotografia: 655627
 
Cartagena de Indias
Bolívar
Colômbia
20/09/2025
Jorge La Grotteria
Foto
ID de Fotografia: 655626
 
Cartagena de Indias
Bolívar
Colômbia
20/09/2025
Jorge La Grotteria
Foto
ID de Fotografia: 655625
 
Cartagena de Indias
Bolívar
Colômbia
20/09/2025
Jorge La Grotteria
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ID de Fotografia: 654732
  Adulto

Germantown
Wisconsin
Estados Unidos
08/07/2024
Fernanda Ferrari
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ID de Fotografia: 614436
  Adulto

Usno
San Juan
Argentina
25/10/2024
Francisco Lucero
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Parque Provincial Urugua-í
Misiones
Argentina
03/02/2024
Andre Junior Pieri
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Usaquén
Bogotá
Colômbia
05/10/2024
Jairo Alberto García Giraldo
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San José de Jáchal
San Juan
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02/11/2015
María Alejandra Sosa



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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
247127918/04/2026PanamáColonPipeline Road, GamboaPablo Alberto Re
244241020/09/202506:37ColômbiaBolívarParque de la Marina, Cartagena de Indias1Lucio La Grotteria
236264920/09/202506:37ColômbiaBolívarParque de la Marina, Cartagena de Indias1Jorge La Grotteria
218622809/11/2024ArgentinaBuenos AiresVía Sin NombreMarcelo Gavensky
220813625/10/2024ArgentinaSan JuanUsnoFrancisco Lucero
216417305/10/2024ColômbiaBogotáParque Alcalá, UsaquénJairo Alberto García Giraldo
236969108/07/2024Estados UnidosWisconsinGermantownFernanda Ferrari
220424103/02/2024ArgentinaMisionesParque Provincial Urugua-íAndre Junior Pieri
195479620/11/2023ArgentinaCiudad Autónoma de Buenos AiresCostanera Norte, Reserva Ecológica Ciudad Universitaria - Costanera Norte (RECU-CN)1Elisa Del Rosario Nuñez
193760320/11/2023ArgentinaCiudad Autónoma de Buenos AiresReserva Ecológica Ciudad Universitaria - Costanera Norte (RECU-CN)Diego Trillo
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Bibliografia relacionada


Artículo Militello, E. y J. C. Schieda. 2011. Primer registro del Suirirí Boreal (Tyrannus tyrannus) (Passeriformes: Tyrannidae) en la provincia de Santa Cruz, Argentina. Nótulas Faunísticas N° 66. Fundación Félix de Azara.



📖
Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Suiriri-valente (Tyrannus tyrannus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 23/09/2026.