Apresenta um corpo ligeiramente achatado dorsoventralmente, com comprimento variando de 8 a 11 mm. A sua coloração dorsal é predominantemente marrom-acinzentada ou bronzeada, oferecendo uma camuflagem eficiente junto à palhada e detritos do solo, enquanto a sua região ventral exibe um tom verde-brilhante muito característico. O detalhe morfológico mais marcante deste hemíptero é a presença de dois espinhos pronotais pontiagudos e projetados lateralmente para a frente, além de uma cabeça com placas laterais proeminentes que ultrapassam o clípeo, conferindo-lhe um aspecto bífido.
Apresenta um corpo ligeiramente achatado dorsoventralmente, com comprimento variando de 8 a 11 mm. A sua coloração dorsal é predominantemente marrom-acinzentada ou bronzeada, oferecendo uma camuflagem eficiente junto à palhada e detritos do solo, enquanto a sua região ventral exibe um tom verde-brilhante muito característico. O detalhe morfológico mais marcante deste hemíptero é a presença de dois espinhos pronotais pontiagudos e projetados lateralmente para a frente, além de uma cabeça com placas laterais proeminentes que ultrapassam o clípeo, conferindo-lhe um aspecto bífido.
Distribuição geográfica: Encontra-se amplamente distribuído pelas regiões tropicais e temperadas da América do Sul. É um táxon de extrema importância agrícola nas áreas cultivadas da Argentina, Brasil (com populações abundantes nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste), Paraguai, Uruguai e porções orientais da Bolívia, onde sua dispersão foi amplamente favorecida pelas dinâmicas agrícolas regionais.
Ambiente: Ocorre predominantemente em agroecossistemas, demonstrando forte preferência por áreas sob o sistema de plantio direto, onde a cobertura morta da palhada serve como refúgio ideal contra dessecação, oscilações térmicas e predadores. Ocorre frequentemente em cultivos de milho, trigo, soja e em diversas pastagens ou plantas daninhas que servem de hospedeiros alternativos durante a entressafra.
Alimentação: É um inseto fitófago e altamente polífago, que se alimenta através da sucção da seiva de tecidos vegetais utilizando seu aparelho bucal picador-sugador. Possui preferência marcante por plântulas jovens de milho e trigo, nas quais a injeção de toxinas salivares causa o enrolamento das folhas, deformações severas e o sintoma de "coração morto". Na cultura da soja, ataca principalmente as vagens em formação e grãos em desenvolvimento.
Comportamento: Apresenta hábitos predominantemente diurnos, deslocando-se ativamente pelas plantas nas horas mais quentes do dia e abrigando-se sob a palhada durante a noite ou períodos frios. Durante o inverno, os adultos entram em oligopausa (repouso reprodutivo) sob os restos culturais, reativando suas atividades metabólicas e reprodutivas com o aumento das temperaturas e a emergência dos primeiros cultivos de primavera.
Reprodução: O ciclo reprodutivo inicia-se com o acasalamento na parte aérea das plantas hospedeiras. As fêmeas realizam a postura de massas de ovos de cor verde-clara, dispostos em pequenos grupos compactos sobre a face inferior das folhas ou hastes. Após o período de incubação, que varia conforme a temperatura local, emergem as ninfas, as quais passam por cinco instares ninfais antes de atingirem a fase adulta, dependendo de níveis adequados de umidade relativa para realizar as ecdises com sucesso.
Categoria de conservação: Por se tratar de uma das pragas agrícolas mais impactantes e abundantes do Cone Sul, a espécie não está avaliada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Suas populações não sofrem ameaça de extinção; pelo contrário, são alvo constante de táticas de manejo integrado de pragas (MIP), incluindo o controle químico e o controle biológico por meio de microhimenópteros parasitoides de ovos.
Compilação e publicação: EcoRegistros – 15/09/2026