Beija-flor Faixa Branca, nome proposto por Chebez.
Amazilia sp. (aff. a Amazilia brevirostris) (aff. a Amazilia leucogaster) (aff. a Amazilia versicolor)
Esta ficha está reservada para a forma de Amazilia sp. que apresenta uma divisão imaculada entre o pescoço e a garganta até o abdômen, em registros da Província de Misiones, Argentina.
Dada a situação da grande diversidade de formas do gênero Amazilia, sua expansão geográfica, novos registros para a Argentina como A. lactea e sua sistemática ainda não estudada em detalhes com os métodos modernos, assim como suas subespécies, raças geográficas ou imaturos, e para promover o estudo dos registros fotográficos e sonoros que este site guarda, são discutidas diferentes posturas e propostas sobre esta forma:
Amazilia brevirostris (Lesson, 1829): Chebez et al. (2008) identificaram a forma como Amazilia brevirostris, após obter e compilar vários registros, revisar peles no MACN e realizar uma extensa consulta bibliográfica. Além disso, mencionam que seu canto é diferenciável em relação ao A. versicolor.
Amazilia leucogaster (Gmelin, 1788): Militello (2013, in litt.) por questões de proximidade geográfica, sugere a possibilidade de A. leucogaster e propõe uma revisão completa do gênero no sul do Brasil e Argentina. A. leucogaster é caracterizado por uma divisão imaculada entre o pescoço e a garganta até o abdômen, com uma garganta branca no centro, sem manchas, muito mais estreita na garganta que o norte A. brevirostris, que possui uma garganta branca mais larga (Militello, obs. pers.).
Amazilia versicolor versicolor (Vieillot, 1818): Gorleri (2014, in litt.) sugere A. versicolor versicolor com base em comparações de bico e penas de cauda em relação a brevirostris/leucogaster, além da proximidade que essa raça apresenta em sua distribuição, sendo abundante na costa sul do Brasil e podendo se deslocar para o interior, aparecendo ocasionalmente na província de Misiones. Também mencionam que a taxonomia precisa de revisão.
Castillo (2014, in litt.) com base em observações realizadas no Jardim dos Beija-flores durante 13 anos, menciona a forma como migratória, visitante de inverno, que chega à cidade de Puerto Iguazú entre abril e permanece até o final de setembro (essa menção coincide com o relatório de Espécies por Mês para Puerto Iguazú, Misiones do EcoRegistros - http://ecoregistros.com.ar/site/lugarmeses.php?id=271&idgrupoclase=1). Além disso, pôde constatar uma diferença de alguns milímetros em relação ao Amazilia versicolor kubtchecki e uma vocalização diferente que não pôde ser registrada até o momento.
Enquanto se define a situação desta forma na Argentina, a ficha "Amazilia sp. aff. a Amazilia brevirostris" será mantida para tratar os registros desta forma particularmente e avaliá-los independentemente de A. brevirostris, A. versicolor, A. leucogaster, A. fimbriata até que tenhamos uma taxonomia mais clara.
Autores desta compilação: Eduardo Militello, Fabricio Gorleri, Leandro S. Castillo e Jorge La Grotteria - 14/05/2014
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