Hypholoma fasciculare é uma espécie de fungo comum em florestas, frequentemente visível quando quase nenhum outro cogumelo está presente. Este pequeno cogumelo de lamelas, saprófito, cresce profusamente em grandes tufos sobre tocos, raízes mortas ou troncos em decomposição de árvores latifoliadas.
O cogumelo é amargo e venenoso; seu consumo pode causar vômito, diarreia e convulsões.
Taxonomia: O epíteto específico deriva do latim
fascicularis que significa "em feixes" ou "agrupado", referindo-se ao seu hábito de crescer em tufos. Seu nome em japonês é
nigakuritake (苦栗茸), que significa "cogumelo castanho amargo".
O píleo hemisférico tem de 2 a 8 cm de diâmetro. É liso e de cor amarelo-enxofre, com centro laranja-acastanhado e margem esbranquiçada. As lamelas aglomeradas são inicialmente amarelas, mas escurecem para uma cor verde característica à medida que os esporos escuros se desenvolvem. Possui uma esporada marrom-púrpura. O estipe mede de 3 a 12 cm de altura e 3–10 mm de largura, é amarelo claro, laranja-acastanhado na base, frequentemente com uma zona anelar indistinta escurecida pelos esporos. O sabor é muito amargo.
Características microscópicas: Os esporos medem 6 – 8 por 4 – 4,5 μm, têm formato elipsoide e são lisos.
Espécies semelhantes: O cogumelo comestível
Hypholoma capnoides é semelhante, mas não possui lamelas verde-amareladas nem sabor amargo.
Hypholoma lateritium também é semelhante, com píleo avermelhado. Membros do gênero
Pyrrhulomyces podem parecer semelhantes.
Distribuição e habitat: O cogumelo
Hypholoma fasciculare cresce profusamente em madeira morta de árvores tanto decíduas quanto coníferas. É mais comum em madeira decídua em decomposição devido ao menor teor de lignina em comparação com a madeira de coníferas. É amplamente distribuído e abundante no norte da Europa e na América do Norte. Foi registrado no Irã, e também no leste da Anatólia, na Turquia. Pode aparecer em qualquer época entre a primavera e o outono.
Uso em silvicultura: Hypholoma fasciculare tem sido usado com sucesso como tratamento experimental para substituir competitivamente uma doença fúngica comum de coníferas, a podridão radicular causada por
Armillaria, em florestas de coníferas manejadas.
Toxicidade: A toxicidade da espécie foi atribuída, pelo menos parcialmente, aos esteroides tóxicos fasciculol E e fasciculol F (em camundongos, com valores de LD
50 (i.p.) de 50 mg/kg e 168 mg/kg, respectivamente). Esses fasciculóis demonstraram ser inibidores de calmodulina. Em humanos, os sintomas podem demorar de 5 a 10 horas depois do consumo, podendo causar diarreia, náusea, vômito, proteinúria e colapso. Foram registrados paralisia e visão prejudicada. Os sintomas geralmente desaparecem em alguns dias. A autópsia de uma das vítimas revelou hepatite fulminante semelhante ao envenenamento por amatoxina, juntamente com comprometimento dos rins e do miocárdio. O cogumelo foi consumido em um prato com outras espécies, de modo que a morte não pode ser atribuída com certeza a
Hypholoma fasciculare.
Usos potenciais: Extratos do cogumelo apresentam efeitos anticoagulantes.
Galeria: Ver também: - Agrocybe pediades
- Agrocybe putaminum
- Hypholoma capnoides
- Hypholoma lateritium