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Galium aparine

Galium aparine

L.
Pegapega
Goosegrass

Família: Rubiaceae
Ordem: Gentianales
Classe: Magnoliopsida
Filo / Divisão: Magnoliophyta
Reino: Plantae

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Descrição


Galium aparine é uma espécie de planta com flor silvestre, pertencente à família Rubiaceae.

A autoridade científica da espécie é L., tendo sido publicada em Species Plantarum 1: 108. 1753.



Nomes comuns: Dá pelos seguintes nomes comuns: amor-de-hortelão, erva-peganhosa, pegamaço, rapa-saias e raspa-línguas.

Etimologia: Do que toca ao nome científico, Discórides, designou esta planta Galium, que é um derivado da palavra grega para leite galacto, por causa do uso desta planta pelos pastores gregos para fazer coadores de leite, para fazer queijo.

Aparine, o epíteto desta planta, é dado por Teofrasto e deriva do étimo grego que evoca as ideias de «agarrar-se a», «pegar-se a», «colar-se a» (alguma coisa).

O nome comum «amor-de-hortelão» poderá estar relacionado com o facto desta planta ser um bom indicador dos níveis de fosfato e de azoto do solo, indicando que os mesmos têm boa aptidão para serem cultivados. Também pode ser um nome irónico, tendo em vista o tendência desta planta para assobalhar as outras culturas, sendo capaz de menoscabar as colheitas na ordem dos 30 aos 60%. Os seus efeitos perniciosos advém da concorrência pelo hidrogénio dos solos.

Os nomes comuns «erva-peganhosa», «pagamassa» e «pegamaço» são, naturalmente, alusões às propriedades colantes da planta, que por causa das sedas ou pêlos gancheados que a revestem, se agarra ou pega às superfícies.

Os nomes comuns «rapa-saia» e «raspa-línguas» são alusões ao tacto escábrido ou áspero da planta, que rapa ou raspa na superfície das coisas.

Características: O amor-de-hortelão é uma planta herbácea terófita ou anual, multicaule e trepadora, com caules prostrados, frequentemente robustos, pilosos nos nós intumescidos, podendo atingir os 80 a 180 centímetros de comprimento. Tem folhas sésseis com seis a nove verticilos de forma oblonga-ovada ou oblongo-elipticas, terminando numa ponta rígida e não muito longa. As folhas são uninervadas e medem entre 12 a 60 milímetros de comprimento e 3 a 8 milímetros de largura. Há pêlos voltados em sentido ascendente na face superior das folhas.

Os amores-de-hortelão, como sói de ser com o grosso das plantas terófitas, têm um plexo de raízes pouco desenvolvido. Em todo o caso, as raízes arraigam-se até aos 35 centímetros de profundidade.

Flores e inflorescências: As inflorescências são multifloras e podem rondar dos 68 aos 85 centímetros, podem ser piramidais ou oblongas, com eixo sensivelmente retorso. Apresenta pequenas flores brancas dispostas em cimeiras axilares. Trata-se de flores hermafroditas, geralmente tetrâmeras, com pedicelos de 0,1 a 4,5 milímetros, menores ou quase iguais ao diâmetro da corola. A corola, por seu turno, tem 1,5 a 3 milímetros de diâmetro, é rotácea, tem quatro lóbulos erectos, é glabra e branca. Tem quatro estames e dois carpelos que se transformam no gineceu.

Floresce de Março a Junho.´

Frutos: Os frutos são verde-escuros ou arroxeados e revestem-se de pêlos ou sedas densas e uncinadas (em forma de gancho).

Os frutos secos têm 3 a 5 milímetros de comprimento e são sempre mais largos na ponta do que no pedúnculo. Os frutos pesam entre 7 e 9 milígramas e as sementes pesam à volta de 3,7 milígramas.

Distribuição: Esta espécie é nativa da Europa em geral, salvo as regiões mais setentrionais, Norte de África, Macaronésia e na Ásia Menor. É uma espécie invasora numa infinidade de territórios, como por exemplo nos Açores, na América do Sul, no Reino Unido e na Oceania.

Portugal: Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente os seguintes táxones infraespecíficos:
  • Galium aparine var. aparine - presente em Portugal Continental, no Arquipélago dos Açores e no Arquipélago da Madeira. Em termos de naturalidade é nativa de Portugal Continental e do Arquipélago da Madeira e introduzida no Arquipélago dos Açores. Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia.

Em Portugal Continental, é natural, mais concretamente das regiões do Noroeste ocidental, do Noroeste montanhoso, da Terra Quente transmontana, do Centro-Oeste calcário, do Centro-Oeste olisiponense, do Centro-Leste montanhoso, do Centro-Leste de campina, do Centro-Sul plistocénico, do Sudeste Setentrional, do Sudeste Meridional e do Sudoeste Setentrional.
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  • Galium aparine var. spurium - presente em Portugal Continental. Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia.

Em Portugal Continental, a subespécie espúria do amor-de-hortelão, é natural das regiões da Terra Quente e da Terra Fria transmontanas, do Centro-Oeste calcário, do Centro-Sul miocénico e do Centro-Sul plistocénico.´

Ecologia: Do que respeita ao seu habitat, trata-se de uma espécie ruderal (ou seja cresce espontaneamente à volta das habitações humanas ou em baldios ou escombros).
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A subespécie aparine, dá-se melhor na orla de vegetação ripícola, se bem que também medra entre sebes, florestais aluviais, nas orlas de courelas, ermos, monturos, ao pé do burgau do leito dos rios e outros locais quejandos. Em locais com alguma humidade e com boa qualidade de nitrogénio e fosfatos. A presença do amor-de-hortelão é um bom indicador da presença de solos nítricos. Dá primazia a solos com pH entre os 5.5 e os 8.0.

As suas necessidades de insolação são muito versáteis, pelo que consegue prosperar com níveis de insolação na ordem dos 4% aos 100%.

Uso humano: Cuidados a ter: Além do seu tacto áspero, o rapa-línguas pode induzir, em certas pessoas que toquem nela, uma reacção alérgica epidérmica tópica designada «dermatite de contacto».

Naturopatia: Na Antiguidade Clássica, Plínio, o Velho relata o uso da polpa desta planta para fazer teríacas (anti-venenos) contra picadas de cobras e aranhas, para aliviar outites e para combater a hémostase. Leonhart Fuchs, o académico alemão, arrolou-lhe as mesmas propriedades medicinais que Plínio e ainda adscreveu benefícios no tratamento do bócio. Foi usada na Idade Média para fazer infusões anti-escorbuto.

Na naturopatia moderna, a erva inteira, seja fresca ou seca, é usada para fins diuréticos, para fazer emplastros com efeitos anti-inflamatórios para a pele irritada e queimaduras ligeiras.

As folhas e os frutos podem ser usados para fazer infusões, para dar espertina. Essas infusões podem ser ingeridas frias ou quente, sendo certo que as infusões frias devem ser deixadas a repousar durante pelo menos 24 horas.

Comestibilidade: A raspa-saias é comestível, sendo certo que a sua textura escábrida (áspera), resultante do pêlos, a torna pouco apetecível, pelo menos quando consumida crua.

As folhas, os frutos e os caules podem ser cozinhados. Aliás, pode ser usada para fazer sopa.
Foi, ao longo dos séculos, usada como forragem para pascer gado, especialmente gansos.

A raspa-saias pertence à mesma família que o café e pode ser usada para fazer infusões, com os frutos ou as folhas secas, que sirvam como um sucedâneo menos potente que o café, dado o seu baixo teor de cafeína.

Artesanato: Dioscórides relatou que, na Grécia Antiga, os pastores usavam os caules ásperos e uncinados do amor-de-hortelão, para fazer coadores, com que coar o leite. Séculos mais tarde, Carl Linnaeus, faz um relato símil, a respeito dos hábitos dos pastores suecos, tradição essa que persiste até aos dias de hoje, em regiões mais rurais desse país.

Na Europa medieval, esta erva foi muito usada por camponeses, para fazer o enchimento de almadraques, enxergas e, havendo mais folguedo económico, até colchões de palha. Eram usadas porque a natureza peganhenta da planta, mercê dos pêlos em forma de gancho que a revestem, garante que os fardos ou as bardas se mantêm compactos e agarrados um aos outros, o que por conseguinte, retumba para dar maior uniformidade à espessura ao leito.

As raízes da erva-peganhosa também eram usadas para fazer tintura vermelha permanente.

Fonte: Wikipedia, artigo Galium aparine. Conteúdo adaptado da Wikipedia, disponível sob a licença CC BY-SA 4.0. Acessado em 17/07/2026.





Distribuição geográfica


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Fotografias da espécie

Quantidade: 17

Foto
ID de Fotografia: 692513
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Reserva Natural Ingeniero Maschwitz
Buenos Aires
Argentina
20/06/2026
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San Isidro
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17/06/2026
Marcos Garberoglio
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Parque Natural La Lucila
Buenos Aires
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04/06/2026
Marcos Garberoglio
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ID de Fotografia: 683267
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Vicente López
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13/09/2025
Marcos Garberoglio
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Vicente López
Buenos Aires
Argentina
18/04/2026
Marcos Garberoglio
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El Palomar
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03/08/2025
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Avellaneda
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28/02/2026
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San Miguel del Monte
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San Miguel del Monte
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30/10/2025
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San Miguel del Monte
Buenos Aires
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30/10/2025
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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
251498620/08/2026ArgentinaCiudad Autónoma de Buenos AiresReserva Ecológica Costanera Sur (RECS)Marcos Garberoglio
248623320/06/2026ArgentinaBuenos AiresReserva Natural Ingeniero MaschwitzMarcos Garberoglio
248599617/06/2026ArgentinaBuenos AiresBosque Alegre, San IsidroMarcos Garberoglio
248437816/06/2026ArgentinaCiudad Autónoma de Buenos AiresReserva Ecológica Ciudad Universitaria - Costanera Norte (RECU-CN)Marcos Garberoglio
248026304/06/2026ArgentinaBuenos AiresParque Natural La LucilaMarcos Garberoglio
246010818/04/2026ArgentinaBuenos AiresQuinta Trabucco, Vicente LópezMarcos Garberoglio
244871228/02/2026ArgentinaBuenos AiresEco Área Avellaneda, AvellanedaMarcos Garberoglio
238063730/10/2025ArgentinaBuenos AiresSan Miguel del MonteJorgelina Lopez
236813623/09/2025ArgentinaLa PampaBarrio Pueblo Nuevo, General PicoHugo Alberto Valderrey
246179913/09/2025ArgentinaBuenos AiresÁrea Natural Yrigoyen (Yrigoyen y el Río), Vicente LópezMarcos Garberoglio
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Galium aparine – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 25/09/2026.