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Anartia amathea

Anartia amathea

Princesa Roja

Família: Nymphalidae
Ordem: Lepidoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Descrição


Apresenta uma morfologia alar extremamente chamativa, caracterizada por uma envergadura que varia entre 3,5 e 4,5 centímetros. A face dorsal de suas asas exibe um contraste vívido de tons escuros, predominantemente marrom-escuro ou preto, sobre o qual se destaca uma faixa vermelha transversal brilhante muito conspícua que atravessa tanto as asas anteriores quanto as posteriores. Além disso, conta com uma série de manchas brancas arredondadas distribuídas próximas ao ápice e nas margens externas das asas anteriores. Em contrapartida, a face ventral das asas exibe um padrão críptico muito mais pálido, composto por nuances de marrom-claro, cinza e rosa-pálido, o que proporciona uma camuflagem excelente contra predadores quando o inseto pousa com as asas fechadas verticalmente. Suas antenas são delgadas com clavas apicais bem definidas, e suas pernas anteriores são reduzidas, característica típica de sua família taxonômica.

Distribuição geográfica: Encontra-se amplamente distribuída ao longo da região neotropical do continente americano. Sua área de ocorrência se estende desde o sul da América Central, incluindo países como o Panamá, descendo por uma vasta porção da América do Sul, onde está presente em nações como Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, norte da Argentina e em praticamente todo o território do Brasil. Também pode ser encontrada em ilhas do sul do Caribe, como Trinidad e Tobago. É uma espécie altamente abundante em áreas de baixa altitude e úmidas, embora possa ser registrada em encostas montanhosas de altitudes moderadas, geralmente abaixo dos 1.500 metros acima do nível do mar.

Ambiente: Habita principalmente ecossistemas perturbados, áreas de transição e ambientes fortemente modificados pela ação antrópica. É extremamente comum encontrá-la em margens de florestas tropicais, matas secundárias, pastagens úmidas, clareiras florestais, campos agrícolas abandonados, beiras de estradas e em jardins urbanos e suburbanos. Demonstra uma forte preferência por espaços abertos e ensolarados que recebem radiação solar direta, onde as correntes de vento são moderadas e há uma presença abundante e constante de plantas hospedeiras e produtoras de néctar. Sua capacidade de prosperar em paisagens fragmentadas faz com que seja uma colonizadora de extremo sucesso.

Alimentação: Em sua fase adulta, é um inseto predominantemente nectarívoro, visitando uma ampla variedade de plantas com flores e demonstrando uma preferência marcante por espécies das famílias Verbenaceae, Asteraceae e Acanthaceae. Entre suas principais fontes de néctar, destacam-se flores dos gêneros Lantana, Bidens e Stachytarpheta. Por outro lado, durante o seu estágio larval ou de lagarta, sua dieta é estritamente folívora, alimentando-se seletivamente de folhas de plantas hospedeiras, especialmente dos gêneros Ruellia, Justicia e Blechum, todos pertencentes à família Acanthaceae, as quais fornecem os nutrientes fundamentais para seu desenvolvimento e subsequente metamorfose.

Comportamento: Destaca-se por ser um organismo diurno altamente heliófilo, cuja atividade máxima coincide rigorosamente com as horas de maior incidência solar do dia. Os machos exibem um forte comportamento territorialista e de patrulhamento, pousando em locais estratégicos e ensolarados na vegetação baixa para monitorar o ambiente e defender ativamente seu território contra outros machos ou intrusos por meio de voos acrobáticos rápidos. É frequente observar indivíduos de ambos os sexos realizando banhos de sol, ou basking, abrindo completamente as asas sobre as folhas para regular sua temperatura corporal. Seu voo é baixo, errático e relativamente veloz, uma estratégia eficiente para escapar de aves insetívoras.

Reprodução: O ciclo reprodutivo tem início com um cortejo aéreo dinâmico no qual o macho persegue a fêmea até que esta pouse na vegetação. Após a cópula, a fêmea busca minuciosamente as folhas das plantas hospedeiras da família Acanthaceae para depositar seus ovos. Estes ovos apresentam coloração verde-clara ou amarelada e são depositados individualmente na face inferior das folhas. As lagartas nascentes são de cor escura a preto brilhante, recobertas de espinhos ramificados chamados escolos que servem como defesa física contra predadores. O estágio de lagarta passa por várias ecdises antes de se transformar em uma crisálida de cor verde-pálido ou marrom-claro, suspensa verticalmente de uma superfície por meio de um botão de seda conhecido como cremaster.

Categoria de conservação: Atualmente não se encontra avaliada em escala global pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Contudo, devido à sua excelente capacidade de adaptação a habitats alterados pelo homem, à sua vasta distribuição geográfica e à elevada densidade de suas populações locais por toda a região neotropical, é considerada uma espécie de menor preocupação em termos práticos de conservação da biodiversidade. Sua sobrevivência é favorecida pela ampla presença de plantas ruderais que fornecem recursos alimentares contínuos tanto para as lagartas quanto para os adultos.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 21/08/2026




Distribuição geográfica


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Últimos registros de alimentação

Alimentando-se de...
GrupoEspécieDataUsuário
PlantasLantana (Lantana camara)21/03/2008Marcos Garberoglio
É consumida, predada ou capturada por...




Fotografias da espécie

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Vídeos da espécie

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ID Video: 4755
♂ ♀
  Adulto

Dique Luján
Buenos Aires
Argentina
25/04/2021
Brenda Karen Geisse Beskow
ID Video: 2523
  Adulto

Maracay
Aragua
Venezuela
17/12/2014
Carlos E. Pérez S.l.
ID Video: 937
  Adulto

Funes
Santa Fe
Argentina
20/04/2015
Gaston Lisandro Gabinetti



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Relatórios da espécie



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Registros da espécie

Quantidade: 358



Página 1 de 36
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
252653713/09/202609:41BrasilParanáAvenida das Cataratas 263Gustavo Fernando Durán
252592212/09/202610:43ArgentinaMisionesParque Nacional Iguazú1Gustavo Fernando Durán
252538210/09/202612:04ArgentinaMisionesSelva Iryapú (600 hectáreas), Puerto Iguazú1Gustavo Fernando Durán
252506908/09/202614:11ArgentinaMisionesReserva Natural Silvestre Parque Federal Campo San Juan, Santa Ana1Gustavo Fernando Durán
251709427/08/2026BrasilMato GrossoRancho JpNicolas Olejnik
251448727/07/2026ArgentinaChacoPalmares y selvas marginales al sur de Pto VilelasGaston Lisandro Gabinetti
251419427/07/2026ArgentinaChacoPalmares y selvas marginales al sur de Pto VilelasPeter Vidana
247903402/05/2026ArgentinaCorrientesRío Aguapey (ruta 14)Peter Vidana
247878102/05/2026ArgentinaCorrientesRío Aguapey (ruta 14)Gaston Lisandro Gabinetti
247702730/04/2026ArgentinaMisionesParque Federal Campo San JuanPeter Vidana
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Anartia amathea – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 22/09/2026.