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Xenus cinereus

Xenus cinereus

(Güldenstädt, 1775)
Andarríos del Terek
Terek Sandpiper

Família: Scolopacidae
Ordem: Charadriiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Scolopax cinerea.





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Caracteriza-se como uma ave limícola de porte médio e morfologia inconfundível, apresentando um comprimento corporal de 22 a 25 cm, envergadura de asas entre 57 a 59 cm e massa variando entre 60 e 95 g. A sua característica morfológica mais diagnóstica reside no bico longo, fino e acentuadamente recurvado para cima, o qual exibe uma tonalidade laranja-amarelada opaca na base que se funde com a porção distal negra. As pernas são proporcionalmente curtas e ostentam uma vibrante cor amarelo-alaranjada brilhante. Durante a estação reprodutiva, a plumagem dorsal assume um padrão cinza-acinzentado salpicado por estrias escuras com duas marcadas linhas escapulares pretas paralelas; no período não reprodutivo, o dorso torna-se mais uniforme e desbotado. O ventre é branco puro, revelando estrias cinzentas discretas apenas nas laterais do peito.

Distribuição geográfica: Apresenta uma ampla área de ocorrência no Paleártico, nidificando ao longo da zona boreal desde o leste da Finlândia, os países bálticos e a Bielorrússia, atravessando toda a Rússia e a imensa estepe da Sibéria até a foz do rio Anadyr. Como ave migratória de longas distâncias, desloca-se para o sul durante o inverno boreal, estabelecendo territórios não reprodutivos nas faixas costeiras da África Oriental e Austral, no mar Vermelho, nas enseadas do golfo Pérsico, nas margens da Índia, no Sudeste Asiático e em toda a Australásia, sendo comum na Indonésia e nas praias do norte da Austrália.

Ambiente: Durante a fase reprodutiva habita vales de rios de curso lento no interior da taiga e da estepe arborizada, escolhendo bancos de areia, praias de cascalho, margens lodosas, clareiras alagadas e turfeiras com vegetação rasteira de salgueiros e bétulas. Nos períodos de invernada e paradas migratórias, adota um modo de vida estritamente costeiro e estuarino, ocupando planícies de vasa intermarés, esteiros abrigados, deltas arenosos e os bordos lamacentos de bosques de manguezais, raramente sendo visualizada em costas rochosas íngremes ou praias oceânicas de arrebentação severa.

Alimentação: A sua dieta é predominantemente carnívora e insetívora, concentrando-se na captura de invertebrados em substratos inconsolidados. Consome com grande apetite pequenos caranguejos, gastrópodes, anelídeos poliquetas, anfípodes marinhos, além de larvas de insetos aquáticos e besouros nos corpos de água doce. Caça tanto por meio de sondagem tátil no lodo, deslizando o bico curvado lateralmente na vasa, quanto pela perseguição visual ativa, correndo velozmente atrás de pequenos crustáceos; tem por hábito transportar as presas cobertas de silte até poças ou à linha d´água para lavá-las antes da deglutição.

Comportamento: Destaca-se por uma conduta irrequieta, viva e altamente dinâmica ao longo das marés baixas. Ao se deslocar, caminha em passos curtos e frenéticos, interrompidos por paradas súbitas onde balança e arqueia a porção posterior do corpo de forma convulsiva e ritmada. Alimenta-se com frequência de modo solitário ou em pequenos grupos frouxos, mas busca dormitórios coletivos durante a maré cheia, descansando agrupada em bandos densos com outras aves limícolas. Apresenta voo potente, rápido e rente à lâmina d´água, exibindo uma nítida faixa branca na borda posterior das asas secundárias.

Nidificação: A estação reprodutiva principia entre o final de maio e os primeiros dias de junho, logo após o degelo dos rios boreais. O ninho é uma depressão rudimentar e rasa escavada no solo arenoso ou entre o cascalho fino, posicionada próxima às margens e disfarçada entre detritos lenhosos carreados pelas cheias e tufos de capim seco. A postura compõe-se regularmente de quatro ovos em formato piriforme, de tonalidade oliva-clara ou camurça, densamente ornamentados por máculas marrom-escuras. Ambos os progenitores revezam-se na incubação por um intervalo de 22 a 24 dias. Os filhotes são precociais, abandonando a cavidade do ninho pouco tempo após a eclosão, adquirindo independência e capacidade de voo em torno do primeiro mês.

Categoria de conservação: Encontra-se avaliada globalmente na categoria de Pouco Preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza. Não obstante a sua vasta distribuição e elevado efetivo populacional total, várias populações migratórias enfrentam declínios preocupantes em decorrência do aterro sistemático e da perda drástica de áreas de descanso intermarés essenciais na bacia do mar Amarelo, intensificadas pela expansão industrial costeira.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 24/10/2026




Distribuição geográfica


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Fotografias da espécie

Quantidade: 4

Foto
ID de Fotografia: 659902
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Tokio
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12/10/2025
Alec Earnshaw
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Tokio
Japón
12/10/2025
Alec Earnshaw


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
238681512/10/2025JapónTokioKasai Rinkai Park, EdogawaAlec Earnshaw
176131701/02/2020EspañaValenciaParc natural Platja La PuntaGerardo Lloret
175614720/01/2019IndonesiaWest PapuaPulau Jefman, Raja Ampat RegencyGerardo Lloret
82859019/10/2018SingapurSingaporeReserva de Humedales Sungei BulohHugo Caverzasi
82660317/10/2018MalásiaSultanato de SelangorCosta de Tanjung Karang, Tanjung KarangHugo Caverzasi
175552027/08/2017IndiaTamil NaduPoint Calimere Wildlife SanctuaryGerardo Lloret
175547623/08/2017IndiaTamil NaduDhanushkodiGerardo Lloret
175534715/04/2017IndiaGoaVagator Beach, AnjunaGerardo Lloret
57334801/12/1987ArgentinaBuenos AiresReserva Natural Punta RasaArtículo Pugnali, G., D. Blanco y H. Rodriguez Goni. 1988. Hallazgo del Chorlo de Terek, Xenus cinereus (Aves, Scolopacidae) en Punta Rasa, costa Atlantica de la provincia de Buenos Aires, Argentina. Nótulas Faunísticas, 13. 
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Xenus cinereus – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 02/11/2026.