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Veniliornis spilogaster

Picapauzinho-verde-carijó


Veniliornis spilogaster

(Wagler, JG, 1827)
Carpintero Oliva Manchado
White-spotted Woodpecker

Família: Picidae
Ordem: Piciformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Dryobates spilogaster, Picus spilogaster.





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Registros de Durazno

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Constitui um piciforme de pequeno a médio porte pertencente à família Picidae, caracterizando-se por apresentar um comprimento corporal total que varia entre 17 e 19 centímetros e peso que oscila entre 35 e 45 gramas. Exibe plumagem dorsal de coloração verde-oliva com nuances bronzeadas, sutilmente ornamentada por pequenas máculas ou barras de tom amarelado-esbranquiçado nas coberturas das asas. As partes ventrais apresentam um padrão densamente barrado de oliva-escuro e branco-acinzentado, conferindo-lhe uma aparência fortemente estriada. Seu desenho facial é composto por uma listra malar branco-suja, delimitada por uma faixa pós-ocular escura. Ocorre um evidente dimorfismo sexual na coloração do topo da cabeça: o macho exibe coroa estriada de preto com uma conspícua nuca vermelha, enquanto a fêmea não apresenta tons avermelhados, possuindo a coroa inteiramente oliva-escura com pequenos pontos brancos. O bico é reto, cônico e de cor cinza-chumbo, adaptado para a perfuração de madeira, acompanhado por uma íris de coloração castanho-avermelhada.

Distribuição geográfica: Ocorre de forma endêmica nas porções oriental e meridional do subcontinente sul-americano. Sua área de ocorrência engloba o sudeste do Brasil (estendendo-se do sul da Bahia e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul), o leste do Paraguai, o nordeste da Argentina (com registros nas províncias de Misiones, Corrientes e Entre Ríos) e todo o território do Uruguai.

Ambiente: Habita preferencialmente ecossistemas florestais úmidos e de clima temperado-quente. É uma espécie estritamente associada ao bioma da Mata Atlântica, florestas de galeria, matas ciliares, capoeiras e florestas secundárias em estágio avançado de regeneração. Demonstra grande plasticidade ecológica, o que lhe permite habitar bosques abertos, parques urbanos e suburbanos bem arborizados, bem como plantações de eucaliptos e pinus que apresentem sub-bosque nativo preservado.

Alimentação: Apresenta uma dieta essencialmente insetívora, especializando-se na captura de larvas de coleópteros, formigas, cupins e outros pequenos invertebrados que colonizam o interior ou a superfície de troncos e galhos em decomposição. Emprega técnicas de percussão ativa e descascamento com o bico em galhos finos. Captura suas presas com o auxílio de uma língua retrátil bastante comprida, provida de glândulas salivares que secretam um muco aderente. Ocasionalmente, complementa sua nutrição com o consumo de pequenos frutos silvestres e seiva de árvores nativas.

Comportamento: É observado caminhando solitário ou em casais monogâmicos, associando-se frequentemente a bandos mistos de aves insetívoras sob o dossel ou sub-bosque. Destaca-se como um escalador ágil e inquieto, preferindo forragear em troncos finos, cipós e colmos de bambus ou taquaras, escalando-os em trajetórias helicoidais. Seu voo é visivelmente ondulado. A comunicação sonora baseia-se em pios agudos e estridentes, além de um tamborilar rítmico e curto utilizado pelos machos para demarcação de seus territórios reprodutivos.

Nidificação: O ciclo reprodutivo inicia-se com a confecção de uma cavidade em troncos de madeira macia ou galhos mortos em processo de decomposição, posicionada geralmente a alturas que variam de 2 a 6 metros do solo. Ambos os parceiros dividem as tarefas de escavação do ninho. A postura é composta por 3 a 4 ovos brancos e brilhantes, depositados diretamente sobre a serragem acumulada no fundo da câmara. A incubação é realizada pelo casal por um período de 12 a 14 dias, e ambos os pais se dedicam ao aquecimento e à alimentação dos filhotes altriciais até que estes atinjam a independência.

Categoria de conservação: Encontra-se listado na categoria de Pouco preocupante (LC) na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Apesar da intensa fragmentação de seu habitat original decorrente da atividade agropecuária e do desmatamento na Mata Atlântica, suas populações permanecem estáveis pela sua capacidade de ocupação de áreas antropizadas com cobertura arbórea secundária.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 09/08/2026




Distribuição geográfica


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21056420/12/2014UruguaiDuraznoCostas del Río Yí, DuraznoDaniel A. González
20061808/03/2014UruguaiDuraznoCostas del Río Yí, DuraznoDaniel A. González
20050426/03/2013UruguaiDuraznoArroyo Maciel, DuraznoDaniel A. González
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Picapauzinho-verde-carijó (Veniliornis spilogaster) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.