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Turdus amaurochalinus

Sabiá-poca


Turdus amaurochalinus

Cabanis, JL, 1851
Zorzal Chalchalero
Creamy-bellied Thrush

Família: Turdidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Zorzal Gato, Zorzal Blanco.

Sinônimos: T[urdus] amaurochalinus.





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Registros de Parque Nacional Mburucuyá

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


É um passeriforme de médio porte que mede entre 22 e 25 centímetros de comprimento e apresenta um peso corporal que varia de 55 a 75 gramas. A plumagem das partes superiores é caracterizada por uma tonalidade pardo-olivácea uniforme, que contrasta com as partes inferiores mais claras. O peito e as laterais do corpo têm uma tonalidade cinza-parda, enquanto o abdômen exibe uma coloração creme ou esbranquiçada muito característica. A garganta apresenta um fundo branco marcado por evidentes estrias longitudinais em marrom-escuro. O bico exibe variações marcantes de cor associadas ao período reprodutivo e à idade, sendo amarelo-claro com a ponta escura durante o período de reprodução e tornando-se enegrecido fora da época reprodutiva. Possui uma sutil linha ou anel ocular amarelo-pálido ao redor dos olhos e pernas acinzentadas.

Distribuição geográfica: Distribui-se de forma ampla e contínua pelo centro e sudeste da América do Sul. Sua ocorrência engloba grande parte do território do Brasil (especialmente do Centro-Oeste ao Sul), leste da Bolívia, Paraguai, Uruguai e as regiões norte e central da Argentina. Trata-se de um migrante austral parcial; as populações que nidificam nas latitudes mais frias ao sul realizam movimentos migratórios rumo ao norte durante o outono e inverno austral, chegando até a bacia amazônica, leste do Peru e áreas do Nordeste brasileiro.

Ambiente: Ocorre em uma ampla variedade de hábitats abertos e semiabertos, evidenciando uma extraordinária capacidade de adaptação. Ocupa matas de galeria, bordas de florestas, capoeiras, formações savânicas como o Cerrado e o Chaco, além de áreas agrícolas. Beneficiou-se enormemente da alteração antrópica da paisagem, sendo hoje uma presença abundante e familiar em parques urbanos, jardins residenciais, pomares e áreas arborizadas de grandes metrópoles, onde demonstra tolerância à proximidade humana.

Alimentação: Apresenta uma dieta onívora bastante generalista, que se ajusta facilmente à sazonalidade e à oferta ambiental. Consome uma grande diversidade de pequenos invertebrados, capturando minhocas, besouros, lagartas, formigas e aranhas diretamente no solo. Adicionalmente, possui uma forte vertente frugívora, alimentando-se de frutos pequenos e bagas de plantas silvestres e ornamentais, exercendo um papel ecológico indispensável como dispersor de sementes em ambientes florestais e urbanizados.

Comportamento: Mantém hábitos essencialmente solitários ou vive em casais, reunindo-se em pequenos bandos apenas durante os fluxos migratórios ou em árvores com grande fartura de frutos. Para se alimentar no chão, utiliza o comportamento típico de correr pequenas distâncias, parar subitamente e revirar folhas caídas com o bico para encontrar presas ocultas. Seu canto territorial é melodioso, composto por assobios flautados, curtos e pausados, sendo executado com maior frequência nas primeiras horas da manhã e durante o crepúsculo.

Nidificação: Constrói um ninho robusto em forma de tigela profunda utilizando uma base sólida de barro, misturada a raízes, folhas secas, musgo e gravetos, revestindo o interior com fibras vegetais delicadas. A estrutura é geralmente instalada na forquilha de árvores ou arbustos densos, a uma altura que varia de 1,5 a 5 metros do solo. A postura consiste de 2 a 4 ovos de coloração verde-azulada, densamente salpicados de manchas marrom-avermelhadas. A incubação é realizada quase exclusivamente pela fêmea por um período de 12 a 14 dias, e ambos os pais revezam-se no cuidado e alimentação dos filhotes, que deixam o ninho cerca de duas semanas após o nascimento.

Categoria de conservação: Enquadra-se na categoria de Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da IUCN. Suas populações são consideradas estáveis e não há ameaças iminentes à sua sobrevivência a médio ou longo prazo. Pelo contrário, sua marcante adaptabilidade aos ambientes antropizados e a paisagens fragmentadas tem propiciado a manutenção de suas densidades populacionais elevadas ao longo de toda a sua área de ocorrência.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 12/07/2026





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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Sabiá-poca (Turdus amaurochalinus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 25/09/2026.