Não quer ver anúncios? Cadastre-se...




Trogon chrysochloros

Surucuá-de-barriga-amarela


Trogon chrysochloros

Pelzeln, A, 1856
Surucuá Amarillo
Atlantic Black-throated Trogon

Família: Trogonidae
Ordem: Trogoniformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

 Solicitar mudança

Sinônimos: Trogon chrysochloros.

Subespécies:





Filtros



Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Destaca-se como um táxon de porte médio, medindo entre 23 e 26 centímetros de comprimento e apresentando um marcante dimorfismo sexual que facilita a distinção entre os gêneros. O macho adulto exibe um dorso de coloração verde-dourada ou verde-bronzeada intensamente iridescente, que contrasta com o peito e abdômen de tom amarelo-vivo. A face e a garganta são de cor preta, delimitadas por uma estreita faixa peitoral branca que pode se apresentar inconspícua. Suas retrizes externas possuem um fino e denso padrão de barrado em preto e branco, terminando com largas pontas brancas. A fêmea, por sua vez, apresenta a cabeça, o dorso e o peito revestidos por plumagem marrom-olivácea, mantendo o ventre amarelo, embora ligeiramente mais claro, e ostentando um barrado pardo e preto nas retrizes externas. Em ambos os sexos, o bico é forte, largo na base e com bordas levemente serrilhadas, apresentando uma coloração cinza-azulada ou amarelada, adaptada para colher frutos e capturar presas em pleno voo.

Distribuição geográfica: Distribui-se de forma endêmica pela ecorregião da Mata Atlântica sul-americana, habitando áreas que compreendem o sudeste e sul do Brasil (do estado do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul), a região leste do Paraguai e o extremo nordeste da Argentina, especificamente na província de Misiones. Sua ocorrência estende-se desde o nível do mar até cerca de 1200 metros de altitude, habitando os fragmentos florestais nativos mais conservados desses territórios.

Ambiente: Habita predominantemente o sub-bosque e os estratos médios de florestas ombrófilas densas, florestas estacionais semideciduais e matas de encosta. Demonstra forte dependência de ecossistemas florestais primários bem estruturados, embora consiga utilizar florestas secundárias em estágio avançado de regeneração que possuam dossel fechado. Evita clareiras e áreas abertas expostas à insolação direta, demandando ambientes com altos índices de umidade, abundância de lianas, pteridófitas e árvores maduras ou mortas em pé.

Alimentação: Apresenta hábitos alimentares onívoros, baseando sua dieta na frugivoria e na insetivoria. Alimenta-se de uma ampla gama de pequenos frutos carnosos pertencentes a famílias como Lauraceae, Melastomataceae e Myrtaceae. Para obter o alimento, realiza voos curtos a partir de um poleiro, pairando brevemente no ar para arrancar o fruto diretamente da vegetação. Captura também grandes artrópodes, tais como lagartas, besouros, esperanças e cigarras, que costuma golpear repetidamente contra galhos rígidos para amaciar a carapaça antes da ingestão.

Comportamento: É uma ave de comportamento essencialmente solitário e reservado, permanecendo estática na vertical por longos períodos em galhos sombreados do sub-bosque, o que dificulta sua visualização na vegetação densa. O seu canto é uma sequência pausada e rítmica de notas curtas e graves, que descem ligeiramente de tom. Trata-se de uma espécie residente e sedentária, que não realiza movimentos migratórios sazonais, defendendo ativamente seus limites territoriais de outros indivíduos da mesma espécie por meio de vocalizações e exibições corporais discretas.

Nidificação: O período reprodutivo ocorre principalmente entre os meses de setembro e janeiro. A nidificação é realizada no interior de cavidades, sendo que o casal escava ativamente seu ninho em troncos de árvores em adiantado estado de decomposição ou perfura o interior de cupinzeiros arbóreos ativos utilizando o bico forte. A postura consiste geralmente em 2 a 3 ovos brancos, depositados sobre a serragem acumulada no fundo da câmara. Macho e fêmea compartilham as tarefas de incubação, que dura cerca de 18 dias, bem como o cuidado e a alimentação dos filhotes nidícolas, que deixam o ninho após aproximadamente 20 a 25 dias de vida.

Categoria de conservação: Está classificado globalmente na categoria de Pouco Preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Contudo, suas populações locais encontram-se em declínio devido à severa perda, fragmentação e degradação da Mata Atlântica, ocasionadas pela conversão de florestas em pastagens, monoculturas e expansão urbana. A criação e manutenção de reservas biológicas e corredores ecológicos são fundamentais para assegurar a persistência deste táxon a longo prazo.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 16/07/2026




Distribuição geográfica


Carregando mapa...




Fotografias da espécie

Últimas fotografias publicadas

Foto
ID de Fotografia: 431566
  Adulto

Capanema
Paraná
Brasil
13/08/2018
Andre Junior Pieri
Foto
ID de Fotografia: 408362
  Adulto

Parque Provincial Urugua-í
Misiones
Argentina
26/12/2018
Glauco Oliveira
Foto
ID de Fotografia: 405222
  Adulto

Reserva San Rafael
Itapúa
Paraguai
07/10/2018
Guillermo Menéndez
Foto
ID de Fotografia: 304959
  Adulto

Parque Provincial Salto Encantado
Misiones
Argentina
17/11/2018
Max Uranga
Foto
ID de Fotografia: 304958
  Adulto

Parque Provincial Salto Encantado
Misiones
Argentina
17/11/2018
Max Uranga
Foto
ID de Fotografia: 301008
  Adulto

Reserva Privada y Ecolodge Surucuá
Misiones
Argentina
09/09/2018
Elsa Longo
Foto
ID de Fotografia: 300821
  Adulto

Reserva Privada y Ecolodge Surucuá
Misiones
Argentina
08/09/2018
Elsa Longo
Foto
ID de Fotografia: 296982
  Adulto

Parque Provincial Urugua-í
Misiones
Argentina
06/09/2018
Guillermo Marcaida
Foto
ID de Fotografia: 296041
  Adulto

Parque Nacional Iguazú
Misiones
Argentina
02/11/2018
Gabriel Moresco



 Ver todas as fotografias das espécies




 Adicionar uma imagem desta espécie






Vocalizações da espécie

Últimas vocalizações publicadas


Leitor de áudioUsuárioDataPaísProvínciaLugarSexoEstágio da vidaFoi observadoDetalhes
Guillermo Marcaida05/07/2018ArgentinaMisionesReservaBio Reserva Karadya♂ ♀AdultoSimNão



 Veja todos os áudios da espécie




 Adicionar um áudio desta espécie





Vídeos da espécie

Últimas filmagens publicadas





 Ver todos los videos de la especie




 Adicionar um filme desta espécie





Relatórios da espécie



 Detalhe de lugares ordenada pelo número de registros








Página 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
86218128/12/2018ArgentinaMisionesRuta 15, Reserva de Biosfera YabotíRicardo Juliano
128119326/12/2018ArgentinaMisionesParque Provincial Urugua-íGlauco Oliveira
106056503/12/2018ArgentinaMisionesÁrea Cataratas, Parque Nacional Iguazú1Julian Quillen Vidoz
158969701/12/2018ArgentinaMisionesSeccional Uruzú, Parque Provincial Urugua-íFranco Vushurovich
84316120/11/2018ArgentinaMisionesChacra Mariposa, Campo Ramón1Luis Cesar Tejo
85593517/11/2018ArgentinaMisionesParque Provincial Salto EncantadoMax Uranga
186971604/11/2018ArgentinaMisionesParque Provincial Cañadón de Profundidad1Fabricio Candia
83164702/11/2018ArgentinaMisionesParque Nacional IguazúGabriel Moresco
83538727/10/2018ArgentinaMisionesLas 2000 ha barrio, Puerto IguazúPablo Capovilla
82480822/10/2018ArgentinaMisionesLas 2000 ha barrio, Puerto IguazúPablo Capovilla
Página 1

 Adicionar um registro desta espécie

📖
Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Surucuá-de-barriga-amarela (Trogon chrysochloros) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 24/09/2026.