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Tibouchina mutabilis

Manacá-da-serra


Tibouchina mutabilis

Cogn.

Família: Melastomataceae
Ordem: Myrtales
Classe: Magnoliopsida
Filo / Divisão: Magnoliophyta
Reino: Plantae

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Descrição


O manacá-da-serra (Pleroma mutabile, anteriormente Tibouchina mutabilis) é uma árvore pioneira da Mata Atlântica brasileira, muito característica da encosta úmida da Serra do Mar e da floresta ombrófila densa da encosta atlântica dos estados do Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Ocorre quase exclusivamente em matas secundárias, onde chega a ser a espécie dominante. É encontrada também em restingas em todo o litoral de São Paulo, e na floresta ombrófila de sudeste do mesmo estado.

Etimologia: Manacá tem origem no tupi antigo manaká, que designava, naquela língua, a Brunfelsia uniflora, planta usada como corante e remédio na medicina popular. Já o "da Serra", vem de Serra do Mar, o local no país onde a espécie (Tibouchina mutabilis) tem maior ocorrência. Outros nomes conhecidos são: Cuipeúna, Jacatirão, Flor-de-maio, Flor-de-quaresma, Pau-de-flor.

O epíteto específico da espécie desta Tibouchina, mutabilis, vem do latim e significa mutável, escolhido pelo fato de suas flores mudarem de cor. Outra planta muito popular com a rara condição é a Rosa-louca, um Hibiscus que também foi nomeado como mutabilis.

Características: Pode atingir até 12 metros de altura e o diâmetro de seu tronco, 30 centímetros. Suas folhas são rijas, lanceoladas, pilosas, verde-escuras e com nervuras longitudinais paralelas.

A sua copa apresenta flores que mudam de coloração: nascem brancas, depois ficam com tonalidades de lilás-claro e por fim lilás-escuro, mas dependendo da luminosidade podem parecer rosas. Costuma florir entre os meses de novembro e fevereiro; a frutificação costuma a ocorrer em fevereiro-março.

As flores são diclamídeas (com cálice e corola). O cálice é pentâmero (dialissépalo), a corola é pentâmera (dialipétala), com simetria actinomorfa. São flores hermafroditas, possuem o dobro de estames em relação ao número de pétalas, por isso são diplostêmones. Os estames são heterodínamos e possuem anteras falciformes.

O fruto é pequeno do tipo cápsula e se abre espontaneamente liberando centenas de minúsculas sementes com dispersão anemocórica. Elas precisam entre 10 e 20 dias para germinarem.

Sua madeira é usada para a construção civil, porém não possui uma boa qualidade.

Paisagismo: Inicialmente cultivada como planta ornamental nas regiões sul (Paraná e Santa Catarina) e sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo) onde tem ocorrência natural, rapidamente tornou-se popular no paisagismo em todo o Brasil. Por suas características, sempre aparece em listas de árvores recomendadas para áreas urbanas, pois suas raízes não são agressivas e não destroem calçadas e muros, além de seu porte pequeno ou médio não afetarem as redes elétricas.

É uma árvore muito popular também na Austrália.

Ver também: 
  • Manacá-de-cheiro

  • Lorenzi, Harri: Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 2002, 4a. edição. ISBN 85-86714-16-X

Fonte: Wikipedia, artigo Tibouchina mutabilis. Conteúdo adaptado da Wikipedia, disponível sob a licença CC BY-SA 4.0. Acessado em 18/07/2026.





Distribuição geográfica


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Fotografias da espécie

Quantidade: 1

Foto
ID de Fotografia: 517133
  Adulto

Morretes RPPN - Etambóia
Paraná
Brasil
03/12/2022
Rppn Etambóia


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Relatórios da espécie



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Registros da espécie

Quantidade: 2



Página 1 de 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
170584617/01/2023BrasilParanáBR-116 219 (-25,109947, -48,746000)Santiago Juan Torres
168489903/12/2022BrasilParanáMorretes RPPN - EtambóiaRppn Etambóia
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 15/09/2026.