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Theristicus caerulescens

Maçarico-real


Theristicus caerulescens

(Vieillot, LJP, 1817)
Bandurria Mora
Plumbeous Ibis

Família: Threskiornithidae
Ordem: Pelecaniformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Harpiprion caerulescens, Ibis coerulescens.





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Registros de Carlos Pellegrini

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta uma silhueta encorpada e porte robusto, medindo entre 71 e 76 centímetros de comprimento total. Sua plumagem é predominantemente de um tom cinza-plúmbeo uniforme, que sob luz solar direta pode revelar discretos reflexos bronzeados ou azulados. Destaca-se visualmente por apresentar uma faixa frontal branca ou creme na testa, que contrasta nitidamente com a pele nua e escura da face ao redor dos olhos e da base do bico. Na parte posterior da cabeça, possui um topete desgrenhado de penas cinzas. Seu longo bico curvo é de coloração cinza-escura a preta, enquanto suas pernas fortes ostentam um tom rosa-intenso ou alaranjado. Os olhos possuem uma coloração amarelo-alaranjada muito marcante.

Distribuição geográfica: Distribui-se amplamente pelas regiões de planície do centro-sul da América do Sul. Sua ocorrência concentra-se de forma expressiva no Pantanal brasileiro, na região do Chaco no Paraguai e na Bolívia, estendendo-se ao norte e centro da Argentina (até as províncias de Buenos Aires e La Pampa) e ao oeste do Uruguai. Trata-se de uma espécie predominantemente residente, que pode realizar deslocamentos sazonais locais associados aos regimes de chuvas e à dinâmica de inundação das planícies.

Ambiente: Habita preferencialmente áreas abertas de planícies úmidas, incluindo savanas sazonalmente inundáveis, pastagens úmidas, margens de lagoas de água doce, brejos e áreas agrícolas inundadas, com destaque para os campos de cultivo de arroz. Evita florestas densas e fechadas, assim como corpos d´água de grande profundidade, necessitando de solos úmidos ou lodosos com vegetação baixa para caminhar e buscar alimento com facilidade.

Alimentação: Possui uma dieta essencialmente carnívora e oportunista. Utiliza seu bico longo e tátil para tatear o solo lamacento ou a água rasa, localizando suas presas por meio do tato. Alimenta-se de uma ampla variedade de invertebrados aquáticos e terrestres, tais como caramujos (Pomacea spp.), besouros, larvas de insetos, minhocas, aranhas e caranguejos. Consome também, quando disponíveis, pequenos vertebrados como anfíbios, girinos, lagartixas, pequenas serpentes e peixes de águas rasas.

Comportamento: Destaca-se por seus hábitos diurnos e majoritariamente terrestres. Ao contrário de outras espécies de curicacas, apresenta uma tendência a ser solitária ou a viver em casais, embora grupos familiares pequenos e dispersos possam ser avistados. Desloca-se pelo solo com passos lentos e compassados enquanto se alimenta. Quando perturbada, voa em direção à copa de árvores altas. Possui uma vocalização extremamente forte, estridente e metálica, assemelhando-se a um trompete agudo, que é emitida com frequência em voo ou de poleiros elevados.

Nidificação: O ciclo reprodutivo é realizado de forma solitária, não formando colônias de reprodução numerosas como outros membros de sua família. O ninho consiste em uma plataforma volumosa de galhos secos e gravetos, revestida internamente com folhas verdes e gramíneas. Essas estruturas são construídas a alturas elevadas, variando entre 8 e 15 metros, geralmente sobre árvores frondosas ou palmeiras como o carandá (Copernicia alba). A fêmea realiza a postura de 2 a 3 ovos de coloração esverdeada ou creme com manchas amarronzadas. Ambos os sexos compartilham as tarefas de incubação e o cuidado parental dos filhotes através da regurgitação.

Categoria de conservação: Encontra-se classificada como Pouco preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Embora a população global seja considerada estável e sem ameaças iminentes de extinção, as populações locais sofrem impactos decorrentes do drenagem e conversão de áreas úmidas, da supressão de vegetação nativa e do uso intensivo de defensivos agrícolas em plantações de arroz onde a espécie costuma forragear.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 11/07/2026




Distribuição geográfica


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Vocalizações da espécie

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Leitor de áudioUsuárioDataPaísProvínciaLugarSexoEstágio da vidaFoi observadoDetalhes
Diego Oscar01/10/2023ArgentinaCorrientesCamba TrapoCarlos PellegriniIndistinguíveisAdultoSimNão



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ID Video: 5828
  Adulto

Carlos Pellegrini
Corrientes
Argentina
01/10/2023
Diego Oscar



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Página 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
238705103/11/2025ArgentinaCorrientesLaguna Iberá, portal lobo cua, Carlos Pellegrini5Dario Juan Wendeler
238668331/10/2025ArgentinaCorrientesLaguna Iberá, portal lobo cua, Carlos Pellegrini2Dario Juan Wendeler
189191701/10/2023ArgentinaCorrientesCamba Trapo, Carlos Pellegrini2Diego Oscar
152352729/12/2021ArgentinaCorrientesParque Provincial Iberà, Carlos PellegriniRodolfo Seró
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Maçarico-real (Theristicus caerulescens) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 23/09/2026.