As aves do género
Thalassarche, muitas vezes chamadas pela sua designação em inglês,
mollymawks constituem um tipo específico de albatroz. A sua área de distribuição geográfica restringe-se ao hemisfério sul, onde são os albatrozes mais comuns. Foram durante muito tempo considerados como pertencendo ao mesmo género que os grandes albatrozes, do género
Diomedea, mas estudos efetuados sobre o seu DNA mitocondrial demonstraram que formam um grupo taxonómico monofilético relacionado com os piaus, formando um género à parte.
Têm sido descritos como tendo plumagem semelhante à dos larídeos, com a parte superior e cauda negro-escura e cabeça e parte inferior de cor clara. A cabeça de algumas espécies apresenta-se geralmente de cor levemente mais escura, acinzentada ou com uma auréola escura em torno dos olhos. O bico ou é de um cor-de-laranja ou amarelo vivos, ou escuros com várias linhas de amarelo brilhante.
O nome por que são conhecidos em inglês,
mollymawk, tem origem na forma alemã (
mallemuck) do neerlandês
mallemugge, que significava originalmente "mosquito que voa de forma maluca em torno de uma luz". A Ilha de Mollymawk perto da Geórgia do Sul deve o seu nome a estas aves.
Espécies: - Albatroz-de-sobrancelha (Thalassarche melanophris)
- Albatroz-de-bico-amarelo-do-atlântico (Thalassarche chlororhynchos)
- Albatroz-de-cabeça-cinza (Thalassarche chrysostoma)
- Albatroz-arisco (Thalassarche cauta)
- Albatroz-de-campbell T. (melanophris) impavida
- Albatroz-das-chatham T. (cauta) eremita
- Albatroz-de-salvin T. (cauta) salvini
- Albatroz-de-nariz-amarelo T. (chlororhynchos) carteri
- Albatroz-de-buller T. bulleri
A espécie fóssil
Thalassarche thyridata, conhecida a partir de um fragmento de crânio do Mioceno tardio de Victoria, na Austrália, mostra que o género já tinha divergido dos piaus 10 milhões de anos antes.