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Tersina viridis

Saí-andorinha


Tersina viridis

(Illiger, JKW, 1811)
Tersina
Swallow Tanager

Família: Thraupidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Hirundo viridis.

Subespécies:





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Registros de Chapada dos Guimaraes

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


É um táxon de médio porte que se destaca pelo acentuado dimorfismo sexual e por uma morfologia craniana altamente especializada. Medindo cerca de 14 a 15 centímetros de comprimento, este traupídeo apresenta um bico caracteristicamente largo, achatado e curto, adaptado para a captura aérea de presas. O macho adulto ostenta uma plumagem de cor azul-turquesa ou verde-esmeralda cintilante, cujo tom varia intensamente conforme a refração da luz solar nas penas. Possui uma máscara facial preta que se estende da testa até a garganta. O ventre e o crisso são de cor branco puro, contrastando com as laterais do corpo que exibem um delicado padrão de estrias escuras. A fêmea, por sua vez, apresenta plumagem predominantemente verde-folha brilhante nas partes superiores, com a garganta acinzentada e as partes inferiores amareladas finamente barradas de verde-oliva. Os indivíduos juvenis assemelham-se visualmente às fêmeas adultas antes de atingirem a maturação reprodutiva da espécie Tersina viridis.

Distribuição geográfica: Ocorre amplamente na região neotropical, estendendo-se desde o leste do Panamá até o norte da Argentina. Sua distribuição engloba a maior parte de países como Colômbia, Venezuela, as Guianas, Equador, Peru, Bolívia e Paraguai. No Brasil, está presente em uma vasta gama de biomas, destacando-se na Amazônia, no Cerrado e em quase toda a extensão da Mata Atlântica. No limite sul de sua área de ocorrência, é registrado de forma sazonal nas províncias argentinas de Misiones, Corrientes e no leste de Chaco.

Ambiente: Ocupa prioritariamente a copa e as bordas de florestas úmidas tropicais e subtropicais, florestas de galeria, capoeiras maduras e áreas abertas com árvores esparsas. É comumente observado em encostas de morros e contrafortes andinos, ocorrendo desde o nível do mar até cerca de 1500 metros de altitude, embora possa atingir altitudes maiores localmente. Demonstra uma forte associação com áreas ripárias, barrancos de terra e paredões rochosos próximos a corpos d´água, elementos físicos vitais para o seu sucesso biológico.

Alimentação: Apresenta hábitos alimentares generalistas focados em uma dieta mista de frugivoria e insetivoria aérea. Consome uma ampla variedade de pequenos frutos, bagas e drupas, com grande preferência por espécies das famílias Melastomataceae e Lauraceae, engolindo os frutos inteiros e posteriormente regurgitando as sementes intactas, o que o torna um dispersor biológico altamente eficaz no ecossistema florestal. Complementarmente, utiliza uma técnica refinada para capturar artrópodes: pousa em galhos altos e expostos, de onde realiza voos acrobáticos rápidos para capturar cupins alados, besouros, vespas e outros insetos voadores diretamente no ar, assemelhando-se ao comportamento dos andorinhões.

Comportamento: Revela hábitos sociais marcantes fora do período reprodutivo, quando se reúne em bandos monoespecíficos ou associa-se a bandos mistos de copa. Desenvolve padrões migratórios complexos, realizando deslocamentos sazonais latitudinais e altitudinais motivados pela flutuação na oferta de recursos e temperatura, especialmente nas populações do extremo sul. Permanece longos períodos empoleirado nos galhos secos mais altos da copa, de onde vigia o território e busca por presas aéreas. Seu canto é discreto, caracterizado por notas agudas e estalidos metálicos pouco chamativos.

Nidificação: Distingue-se de forma extraordinária entre os membros de sua família por seus hábitos fossoriais únicos de nidificação. Ao invés de tecer ninhos abertos na vegetação arbórea, a fêmea escava um túnel profundo de 50 a 100 centímetros de comprimento em barrancos argilosos, cortes de estradas ou encostas fluviais. Também pode utilizar fendas naturais em rochas, muros de pedra ou cavidades em estruturas humanas. No fundo desse túnel, escava uma câmara onde constrói uma tigela com fibras vegetais finas, raízes e folhas secas. A postura é composta por 2 a 4 ovos de cor branca pura. A incubação é realizada apenas pela fêmea e dura de 13 a 17 dias, período após o qual ambos os pais compartilham a tarefa de alimentar e proteger os filhotes até que estejam prontos para o voo.

Categoria de conservação: Está avaliada sob a categoria de Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Sua vasta distribuição geográfica e sua adaptabilidade a ambientes secundários parcialmente degradados asseguram a estabilidade demográfica da espécie a nível global, embora pressões localizadas de desmatamento e perda de barrancos adequados para nidificação representem ameaças constantes.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 17/08/2026





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Citação recomendada
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EcoRegistros. 2026. Saí-andorinha (Tersina viridis) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.