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Tachyeres sp.


Família: Anatidae
Ordem: Anseriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Não é considerado espécies


Descrição


Reúne uma linhagem altamente especializada de anseriformes corpulentos e pesados, admiravelmente adaptados às águas turbulentas e frias da porção austral da América do Sul. Apresentam um peso corporal impressionante que varia de 3,5 a 6,5 kg, consolidando-os entre os patos mais robustos do reino animal. Sua anatomia exibe uma estrutura craniana avantajada, pescoço largo e um bico maciço dotado de alta força de compressão, pintado de laranja vívido ou amarelo saturado com uma unha apical preta. As asas mostram-se marcadamente atrofiadas em proporção à massa do corpo; em função dessa redução esquelética, três das quatro espécies do grupo perderam totalmente a capacidade de voar, permanecendo apenas Tachyeres patachonicus com habilidade de sustentação aérea. A plumagem dorsal compõe-se de uma mescla críptica de cinza ardósia, castanho pardacento e finos ponteados claros, comumente ornada por uma faixa pós-ocular branca que se estende suavemente para trás. O ventre é uniformemente branco níveo, sustentado por tarsos curtos, densos e patas com membranas interdigitais de coloração amarelo alaranjada.

Distribuição geográfica: Encontra-se estritamente restrito ao extremo sul do continente sul-americano. Ocorre ao longo de toda a costa recortada dos fiordes e canais do sul do Chile, nas praias e enseadas da Patagônia Argentina, no arquipélago da Terra do Fogo até o remoto Cabo Horn, além de abrigar populações expressivas nas Ilhas Malvinas e no litoral costeiro de Chubut.

Ambiente: Ocupa prioritariamente ecossistemas marinhos litorâneos caracterizados por costões rochosos batidos, enseadas abrigadas e golfos que sustentam densos bancos de macroalgas (Macrocystis pyrifera). Aqueles espécimes que detêm capacidade de voo também colonizam ambientes límnicos interiores, incluindo lagoas de estepe e grandes lagos andinos formados pelo degelo durante o período reprodutivo.

Alimentação: Apresenta hábitos alimentares essencialmente carnívoros voltados à fauna bentônica marinha. Realiza mergulhos com propulsão podal que atingem entre 2 e 15 metros de profundidade para arrancar presas incrustadas. O bico triturador permite a quebra sistemática de moluscos bivalves, mexilhões, lapas, caramujos e crustáceos decápodes bentônicos, tais como caranguejos litorâneos e pequenos siris.

Comportamento: Destaca-se por uma forma peculiar e espetacular de deslocamento aquático veloz conhecida como "navegação a vapor", na qual a ave bate as asas vigorosamente contra a flor da água enquanto propulsiona suas patas traseiras, produzindo uma torrente de espuma semelhante às antigas embarcações fluviais. Revela um padrão comportamental amplamente agressivo e territorialista; machos e fêmeas defendem litorais com bravura extrema, desferindo golpes contundentes contra intrusos por meio de projeções ósseas queratinizadas presentes nos nós carpais das asas.

Nidificação: Desenvolve suas atividades de reprodução de maneira isolada e territorial entre a primavera e o início do verão austral. O ninho consiste em uma concavidade rasa escavada diretamente na terra, meticulosamente oculta em tufos de capim tussok, arbustos costeiros densos ou fendas entre rochedos, estrategicamente posicionado acima da linha máxima da maré alta. A taça do ninho é generosamente acolchoada com penugem fina e isolante arrancada do próprio peito da fêmea. A postura é composta por 4 a 8 ovos de tonalidade creme fosco. O período de incubação estende-se por 30 a 34 dias, sendo realizado com exclusividade pela fêmea, ao passo que o macho assume a sentinela armada na arrebentação costeira adjacente, repelindo incansavelmente predadores aéreos e terrestres.

Categoria de conservação: Apresenta enquadramentos distintos segundo as espécies componentes monitoradas globalmente pela UICN. As formas mais amplamente dispersas são enquadradas na categoria de Pouco Preocupante (LC), beneficiadas pela natureza inóspita e pouco povoada de seu território; contudo, táxons geograficamente restritos, como Tachyeres leucocephalus, recebem a classificação de Quase Ameaçada (NT), em virtude de ameaças pontuais como a contaminação acidental por derramamento de petróleo e o impacto de mamíferos invasores sobre os ninhos.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 28/10/2026




Distribuição geográfica


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Quantidade: 23



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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
263173520/12/2024ArgentinaSanta CruzPunta Cavendish--Las Piletas, Deseado3Facundo Gandoy
263173420/12/2024ArgentinaSanta CruzPuerto Deseado--Camino Costero, Deseado10Facundo Gandoy
263173320/12/2024ArgentinaSanta CruzCamino a las Piletas, Santa Cruz, AR (-47,746, -65,852), Deseado1Facundo Gandoy
254416620/12/2024ArgentinaSanta CruzPunta Cavendish--Las Piletas, Deseado3Giselle Mangini
254416520/12/2024ArgentinaSanta CruzPuerto Deseado--Camino Costero, Deseado10Giselle Mangini
254416420/12/2024ArgentinaSanta CruzCamino a las Piletas, Santa Cruz, AR (-47,746, -65,852), Deseado1Giselle Mangini
263173618/12/2024ArgentinaChubutCamarones--Playa Thompson, Florentino Ameghino9Facundo Gandoy
254416718/12/2024ArgentinaChubutCamarones--Playa Thompson, Florentino Ameghino9Giselle Mangini
219244216/01/2024ArgentinaSanta CruzVía sin nombre6Gisela Ballent
194911316/01/2024ArgentinaSanta CruzVía sin nombre6Santiago Juan Torres
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Tachyeres sp. – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 30/10/2026.