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Tachycineta leucopyga

Andorinha-chilena


Tachycineta leucopyga

(Meyen, FJF, 1834)
Golondrina Patagónica
Chilean Swallow

Família: Hirundinidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Tachycineta leucopyga, Hirundo leucopyga, Tachycineta meyeni.





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Registros de San Wendelino

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Caracterizada por seu corpo esguio e asas pontiagudas, esta pequena ave passeriforme mede entre 11 e 13 centímetros de comprimento e pesa cerca de 15 a 20 gramas. Sua plumagem exibe um forte contraste cromático: as partes superiores, incluindo a coroa, o dorso e as coberturas alares, apresentam uma tonalidade azul-metálica brilhante com reflexos esverdeados sob a luz solar direta, enquanto as partes inferiores, da garganta às coberturas subcaudais, são de um branco puro e imaculado. A característica diagnóstica mais marcante para a identificação em campo é a sua conspícua faixa de cor branca no uropígio (sobre-branco), complementada por uma fina e discreta linha loreal branca localizada logo acima da base do bico preto. As asas são longas, de coloração marrom-escura ou enegrecida, assim como a cauda levemente bifurcada. Os juvenis diferenciam-se nitidamente dos adultos por apresentarem cores muito mais opacas, com o dorso dominado por tons acinzentados e pardos, carecendo do brilho metálico típico da idade adulta.

Distribuição geográfica: Distribui-se amplamente pelo cone sul da América do Sul. Sua área de reprodução estende-se desde o deserto do Atacama no Chile e a província de Mendoza na Argentina em direção ao sul, alcançando a Ilha Grande da Terra do Fogo e ilhas adjacentes do Cabo de Hornos. Durante o outono austral, as populações das áreas mais frias realizam movimentos migratórios significativos para o norte, atingindo áreas temperadas e tropicais no centro e norte da Argentina, Uruguai, Paraguai, sul da Bolívia e nos estados do sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Ambiente: Ocupa uma ampla variedade de ecossistemas abertos e semiabertos, mostrando preferência por áreas próximas a corpos de água doce ou salobra. É frequentemente avistada nas proximidades de rios de correnteza rápida, lagos andinos, lagoas costeiras, estuários, banhados, turfeiras e pastagens inundadas. Demonstra também uma excelente capacidade de adaptação a ambientes modificados pela ação humana, habitando campos agrícolas, clareiras de matas, vilas rurais e grandes centros urbanos, onde utiliza estruturas construídas pelo homem como poleiros e locais de repouso.

Alimentação: Sua dieta é estritamente insetívora. Alimenta-se quase exclusivamente capturando suas presas no ar, realizando voos acrobáticos e manobras rápidas de grande precisão. Sua dieta é composta por uma grande variedade de pequenos insetos voadores, tais como dípteros (moscas e mosquitos), coleópteros (pequenos besouros), himênopteros (formigas aladas e vespas), hemípteros e odonatas de pequeno porte. Costuma caçar voando a baixa altura sobre a superfície da água ou gramados abertos, onde a concentração de insetos é maior.

Comportamento: É uma espécie altamente gregária, especialmente fora do período reprodutivo, quando se reúne em grandes bandos que podem conter dezenas ou centenas de indivíduos, muitas vezes associando-se com outras espécies de andorinhas. Apresenta um voo rápido, elegante e ativo, intercalando batidas rápidas de asa com voos planados curtos. Suas vocalizações consistem em um gorjeio suave, metálico e bastante melodioso, emitido tanto em pleno voo quanto quando está pousada em fios elétricos, galhos secos ou telhados de casas, locais que utiliza constantemente como observatórios.

Nidificação: A temporada de nidificação ocorre geralmente entre os meses de setembro e fevereiro. Esta ave utiliza cavidades preexistentes para construir seu ninho, tais como ocos naturais em troncos de árvores secas, fendas em paredões rochosos, ninhos abandonados de outras aves ou espaços sob telhados e estruturas de edifícios. O interior da cavidade é preparado pelo casal com uma estrutura de capim seco e pequenas raízes, forrada internamente com uma espessa camada de penas macias, frequentemente coletadas de aves aquáticas. A postura consiste de 3 a 6 ovos brancos e elípticos, incubados principalmente pela fêmea por um período de 14 a 16 dias. Após o nascimento, ambos os pais cuidam ativamente da alimentação dos filhotes com pequenas porções de insetos até que estes deixem o ninho, o que ocorre por volta de 20 a 22 dias após a eclosão.

Categoria de conservação: Atualmente, está classificada como Pouco preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Esta situação deve-se à sua grande área de distribuição geográfica, estabilidade populacional global e alta tolerância a ambientes urbanizados, o que compensa as perdas locais causadas pelo desmatamento de florestas nativas.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 27/07/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
126762904/07/2020ArgentinaSanta FeSan Wendelino, San Wendelino2Pablo Capovilla
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Andorinha-chilena (Tachycineta leucopyga) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 10/08/2026.