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Tachornis squamata

Andorinhão-do-buriti


Tachornis squamata

(Cassin, J, 1853)
Vencejo de las Palmeras
Fork-tailed Palm Swift

Família: Apodidae
Ordem: Apodiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Vencejillo Tijereta.

Sinônimos: Cypselus squamatus.

Subespécies:





Filtros


Registros de Transamazónica, Itaituba BR-PA -4.35043, -56.16262

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


É um pequeno membro da família Apodidae que se destaca pela sua silhueta extremamente esbelta e adaptações anatômicas altamente refinadas para a locomoção aérea. Apresenta um comprimento corporal médio de 11 a 12 centímetros e peso corporal variando entre 9 e 11 gramas. A plumagem de suas partes superiores exibe uma coloração marrom-oliva escura, enquanto as partes inferiores são visivelmente mais claras, assumindo um tom marrom-acinzentado pálido, com a região da garganta ainda mais clara e finamente estriada. O caráter morfológico mais marcante do táxon é a sua cauda profundamente bifurcada, que geralmente é mantida fechada durante o voo, assemelhando-se a uma única espícula ou agulha longa. Suas asas são marcadamente longas, estreitas e curvadas em formato de foice, garantindo extrema agilidade em voos acrobáticos.

Distribuição geográfica: Ocorre amplamente pelas terras baixas da América do Sul, a leste da cordilheira dos Andes. Sua área de ocorrência engloba países como Colômbia, Venezuela, as Guianas, Equador, Peru, Bolívia e uma expressiva porção do território do Brasil, sendo abundante na bacia amazônica e nas regiões centrais sob o domínio do bioma Cerrado. São reconhecidas duas subespécies principais: Tachornis squamata squamata, que habita a porção mais oriental da distribuição, e Tachornis squamata semota, distribuída nas áreas mais a oeste e ao sul da Amazônia.

Ambiente: Demonstra uma dependência ecológica estrita de áreas ricas em palmeiras de grande porte, com especial preferência pela espécie Mauritia flexuosa (conhecida como buriti no Brasil ou moriche em outros países). Ocorre tipicamente em savanas inundáveis, buritizais, bordas de florestas úmidas, matas de galeria, pastagens arborizadas e, crescentemente, em áreas urbanas e suburbanas arborizadas com palmeiras nativas ou exóticas que ofereçam folhagem densa.

Alimentação: Apresenta hábitos alimentares estritamente insetívoros, capturando suas presas exclusivamente em pleno voo. Sua dieta baseia-se no consumo de pequenos artrópodes voadores que compõem o plâncton aéreo. Suas presas prediletas incluem cupins alados, formigas voadoras, pequenos coleópteros, moscas, percevejos e diminutos himenópteros. Realiza patrulhas aéreas velozes sobre o dossel florestal, corpos d´água e áreas abertas, onde a densidade desses insetos é favorecida, especialmente nos períodos matutino e crepuscular.

Comportamento: É uma espécie altamente gregária, sendo quase sempre avistada em bandos que variam de dezenas a centenas de indivíduos. Passa quase a totalidade do período diurno em voo ativo, caracterizado por batimentos de asas rápidos, espasmódicos e curtos planeios. Os membros do bando comunicam-se constantemente através de vocalizações agudas, metálicas e ruidosas. Ao entardecer, o bando reúne-se em torno de palmeiras selecionadas para realizar uma entrada sincronizada e acrobática sob as folhas secas e pendentes, onde dormem agarrados verticalmente às fibras vegetais graças às suas garras curtas e fortes.

Nidificação: O ciclo reprodutivo desta ave está intimamente associado à morfologia das folhas das palmeiras. Constrói um ninho singular em formato de bolsa ou estojo vertical, fixado na face interna das folhas mortas e pendentes de palmeiras, preferencialmente de Mauritia flexuosa. A estrutura é confeccionada a partir da aglomeração de penas, fibras vegetais e painas de sementes, firmemente cimentados com a saliva viscosa produzida pelo próprio indivíduo. No interior deste receptáculo vertical, a fêmea realiza a postura de 2 a 3 ovos brancos. Devido à inclinação vertical do ninho, tanto os ovos quanto os filhotes recém-eclodidos são fixados ou alojados de forma segura na matriz de fibras e saliva, o que previne quedas acidentais causadas por fortes correntes de vento.

Categoria de conservação: Está classificado na categoria de Pouco Preocupante (LC) de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A população global é considerada estável e, em decorrência da alteração de paisagens pelo ser humano, a espécie tem expandido sua distribuição geográfica em áreas urbanizadas devido ao plantio paisagístico de palmeiras e à abertura de pastagens, que oferecem excelentes condições de forrageamento.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 09/10/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
260958903/01/2025BrasilParáTransamazónica, Itaituba BR-PA -4.35043, -56.16262, Itaituba4Giselle Mangini
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Andorinhão-do-buriti (Tachornis squamata) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 09/10/2026.