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Streptoprocne biscutata

Taperuçu-de-coleira-falha


Streptoprocne biscutata

(Sclater, PL, 1866)
Vencejo Nuca Blanca
Biscutate Swift

Família: Apodidae
Ordem: Apodiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Chaetura biscutata.

Subespécies:





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Registros de Brasil
Registros de Mato Grosso
Registros de Chapada dos Guimaraes
Registros de Parque Nacional Chapada dos Guimarães

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Caracterizado por seu porte expressivo dentro da família Apodidae, este táxon atinge um comprimento corporal de aproximadamente 22 cm e uma envergadura que pode ultrapassar os 50 cm, apresentando massa corporal que oscila entre 85 e 115 gramas. A plumagem geral é dominantemente marrom-enegrecida fuliginosa, tornando-se ligeiramente mais clara na região da garganta e da fronte. O detalhe morfológico mais evidente reside na descontinuidade do colar branco: exibe uma mancha nucal branca bem destacada e um semicírculo branco amplo no peito superior, os quais não se conectam lateralmente devido à interposição de penas escuras nos lados do pescoço. Suas asas são extremamente longas, pontiagudas e falciformes, acompanhadas por uma cauda curta de terminação reta ou levemente chanfrada, destituída de projeções espinhosas evidentes.

Distribuição geográfica: Encontra-se distribuído primordialmente na porção centro-oriental e meridional da América do Sul. É amplamente representativo no território do Brasil, estendendo-se desde áreas serranas do Nordeste em estados como Piauí, Ceará e Bahia, avançando para o Sudeste e Sul por meio de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ocorre também de forma contígua no nordeste da Argentina, na província de Misiones, além de registrar presenças ocasionais ou sazonais no leste do Paraguai, realizando movimentos migratórios parciais impulsionados pelo clima.

Ambiente: Ocupa prioritariamente paisagens montanhosas, serras acidentadas, vales profundos, desfiladeiros rochosos e sistemas de cavernas cársticas ou areníticas. É comumente avistado planando sobre remanescentes florestais densos da Mata Atlântica, florestas estacionais semidecíduas, brejos de altitude e até mesmo formações campestres ou de Caatinga e Cerrado adjacentes a grandes paredões de pedra. Sua ocorrência vertical estende-se desde planícies costeiras até altitudes superiores a 2.500 metros nas cristas das principais cadeias montanhosas brasileiras, como a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira.

Alimentação: Atua como um insetívoro aéreo estrito e de extrema agilidade, obtendo a totalidade de seus recursos tróficos durante voos contínuos. A dieta é constituída pelas mais diversas ordens de insetos alados transportados por correntes térmicas. Alimenta-se copiosamente de himenópteros (como formigas e vespas em revoadas reprodutivas), cupins alados, besouros, pervevejos e dípteros. Forrageia tanto em grandes altitudes atmosféricas quanto em voos rasantes sobre as copas das árvores ou sobre a superfície de rios e represas, dependendo das condições de pressão e umidade que concentram os enxames.

Comportamento: Apresenta hábitos gregários notáveis, reunindo-se em bandos que podem congregar dezenas ou centenas de indivíduos, frequentemente associados a outras espécies de taperuçus do gênero Streptoprocne. Permanece quase todo o período diurno em voo ativo, aproveitando com perfeição as correntes de convecção térmica. Ao entardecer, os bandos executam mergulhos aéreos espetaculares em direção aos seus dormitórios coletivos localizados em grutas escuras ou fendas profundas de penhascos. Seus membros locomotores são extremamente reduzidos e munidos de unhas recurvadas afiadas, especializadas unicamente na sustentação em superfícies pétreas verticais, inviabilizando o pouso no chão ou em galhos horizontais.

Nidificação: A reprodução é dependente de ambientes cavernicolas úmidos, fendas verticais sombrias e abrigos rochosos localizados atrás de quedas-d´água volumosas. Constrói um ninho em formato de prateleira ou tigela rasa sobre saliências de rocha, utilizando fragmentos de briófitas, musgos, hepáticas, pequenas raízes e lama, aglutinados com sua saliva adesiva de secagem rápida. A postura usual consiste em um a três ovos esbranquiçados. O casal reveza-se na incubação e nos cuidados com os filhotes nidícolas, que nascem desprovidos de penas e são nutridos com bolotas de insetos regurgitadas até adquirirem a musculatura de voo necessária.

Categoria de conservação: Enquadra-se no status de Pouco Preocupante (LC) de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Embora determinados sítios de dormitório e nidificação possam sofrer impactos locais derivados da exploração minerária, do desmatamento de bacias hidrográficas e do turismo desordenado em cavernas, a espécie possui uma extensão territorial ampla e densidades populacionais consideradas satisfatórias, sem sinais de declínio numérico abrupto no panorama global.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 17/10/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
61055901/08/2017BrasilMato GrossoParque Nacional Chapada dos Guimarães, Chapada dos GuimaraesEmiliano Garcia Loyola
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Taperuçu-de-coleira-falha (Streptoprocne biscutata) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 17/10/2026.