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Stolas festiva

Stolas festiva


Família: Chrysomelidae
Ordem: Coleoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Registros de Parque Pereyra Iraola


Descrição


Trata-se de um vistoso coleóptero pertencente à família Chrysomelidae e à subfamília Cassidinae, caracterizado por apresentar um corpo ovalado e fortemente deprimido dorsoventralmente, o que lhe confere o aspecto típico de um pequeno casco de tartaruga. Possui expansões marginais achatadas e translúcidas no pronoto e nos élitros que servem para ocultar e proteger a cabeça e as pernas quando o animal se fixa à vegetação. A coloração dorsal é extremamente marcante e diagnóstica, exibindo um fundo metálico em tons de azul-escuro brilhante ou verde-oliva metálico, adornado com manchas simétricas de cor vermelho-carmim ou laranja vibrante sobre a superfície dos élitros. Os adultos medem usualmente entre 11 e 15 milímetros de comprimento. O pronoto é finamente pontuado, enquanto os élitros apresentam uma textura rugosa com pontuações desalinhadas e carenas longitudinais pouco proeminentes.

Distribuição geográfica: Esta espécie ocorre de forma nativa na região neotropical da América do Sul, com registros amplamente documentados no Brasil (especialmente nas regiões Sudeste e Sul, abrangendo estados como São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), no Paraguai, no Uruguai e no nordeste da Argentina (notadamente nas províncias de Misiones e Corrientes). Sua ocorrência está intimamente ligada às bacias hidrográficas e matas ciliares dessas regiões.

Ambiente: Habita predominantemente o sub-bosque, clareiras e bordas de formações florestais úmidas, com destaque para a Mata Atlântica, florestas de galeria e áreas ecotonais de transição com o Cerrado. Requer microclimas caracterizados por elevados níveis de umidade relativa e insolação parcial, condições cruciais para o desenvolvimento saudável das trepadeiras e ervas das quais depende.

Alimentação: Apresenta hábito alimentar estritamente fitófago tanto na fase larval quanto na fase adulta, demonstrando uma forte especialização por plantas hospedeiras pertencentes à família Convolvulaceae, com preferência acentuada por espécies dos gêneros Ipomoea e Merremia. O consumo contínuo do parênquima foliar causa perfurações arredondadas e áreas esqueletizadas bem visíveis nas folhas das plantas afetadas.

Comportamento: Possui atividade estritamente diurna, sendo observado com maior frequência sobre as folhas expostas ao sol nas horas mais quentes do dia. Diante de qualquer perturbação externa ou aproximação de potenciais predadores, recolhe suas antenas e pernas sob as abas protetoras de seus élitros e se fixa fortemente à folha utilizando cerdas adesivas presentes em seus tarsos modificados. Se o estímulo de ameaça persistir, o inseto solta-se da folha e cai em direção ao solo, onde permanece imóvel simulando-se morto, comportamento conhecido como tanatose. Suas larvas exibem uma estratégia de defesa única na qual acumulam fezes e exúvias antigas sobre uma estrutura abdominal móvel em forma de forquilha anal, criando um escudo fecal que repele predadores invertebrados como formigas.

Reprodução: O processo reprodutivo tem início com a atração sexual mediada por feromônios de curto alcance liberados pela fêmea. A cópula ocorre diretamente sobre a superfície foliar da planta hospedeira. Após a fertilização, a fêmea realiza a oviposição depositando os ovos em pequenos grupos protegidos por uma membrana protetora semelhante a uma ooteca simplificada, o que evita o ressecamento físico e minimiza o ataque de vespas parasitoides. As larvas eclodem após alguns dias de incubação e passam por cinco ínstares larvais, alimentando-se de forma gregária nos primeiros estágios de desenvolvimento. A pupação ocorre diretamente na folha hospedeira, onde a pupa se fixa pelo segmento terminal do corpo com o auxílio dos remanescentes da última pele larval.

Categoria de conservação: Não se encontra atualmente avaliada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), constando como Não Avaliada em termos globais. Contudo, as populações locais enfrentam sérias ameaças devido à destruição contínua da Mata Atlântica, perda de conectividade de habitats e uso indiscriminado de defensivos agrícolas em áreas vizinhas aos seus habitats naturais.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 13/09/2026




Distribuição geográfica


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ID de Fotografia: 146339
  Adulto

Parque Pereyra Iraola
Buenos Aires
Argentina
09/04/2016
Gustavo Adolfo Herrera



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42375409/04/2016ArgentinaBuenos AiresParque Pereyra IraolaGustavo Adolfo Herrera
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Stolas festiva – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 19/09/2026.