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Sterna vittata

Trinta-réis-antártico


Sterna vittata

Gmelin, JF, 1789
Gaviotín Antártico
Antarctic Tern

Família: Laridae
Ordem: Charadriiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Registros de Argentina

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta-se como uma ave marinha de porte médio e conformação esguia, medindo entre 35 e 41 cm de comprimento total e ostentando uma envergadura alar de 75 a 80 cm. Os indivíduos em plumagem nupcial são diagnosticados por um imponente barrete preto lustroso que recobre todo o topo da cabeça, estendendo-se desde os lados do bico até a região nucal. O dorso, a porção superior das asas e o manto exibem uma tonalidade cinza-claro perolada, enquanto o uropígio e as penas caudais contrastam em um branco puro brilhante, desaguando em uma cauda profundamente bifurcada munida de longas retrizes externas afiladas. O ventre é banhado por um cinza suave que se destaca das bochechas alvas. O bico pontiagudo e robusto, juntamente com os pés palmados, exibe uma viva coloração vermelho-coral ou carmesim. No estágio de repouso reprodutivo, a região frontal da cabeça clareia de modo conspícuo, as partes inferiores tornam-se quase totalmente brancas e as estruturas córneas adquirem matizes castanho-escuros.

Distribuição geográfica: Possui uma distribuição circumpolar extensa vinculada aos oceanos do hemisfério sul. Reproduz-se primariamente na Península Antártica, nas ilhas Shetland do Sul, Orcadas do Sul, Geórgia do Sul, no arquipélago de Tristão da Cunha, na ilha Gough, nas ilhas Príncipe Eduardo, nas ilhas Crozet, em Kerguelen, na ilha Heard e nas ilhas subantárticas neozelandesas de Campbell, Auckland e Bounty. Durante os rigores do inverno austral, dispersa-se setentrionalmente em direção às águas temperadas, atingindo rotineiramente a costa da Argentina, o litoral do sul do Brasil, o sul da África do Sul e os mares do sul da Austrália.

Ambiente: Frequenta primordialmente a orla marítima costeira, baías abrigadas, enseadas e canais sob influência direta das massas de água antárticas e subpolares. Estabelece-se em encostas rochosas escarpadas, planícies de seixos rolados, promontórios e morenas glaciais desprovidas de gelo perene. Apresenta predileção por forragear em áreas de arrebentação rasa, florestas de algas gigantes do gênero Macrocystis, costões rochosos entre marés e zonas com abundância de fragmentos de gelo flutuante ou pequenos icebergs.

Alimentação: A base de sua sustentação ecológica é essencialmente carnívora e piscívora, suplementada por diversos invertebrados marinhos de águas frias. Captura pequenos peixes costeiros, destacando-se formas juvenis de peixes antárticos da família Nototheniidae e espécimes pelágicos da família Myctophidae. Além dos recursos ícticos, o krill antártico (Euphausia superba) desempenha um papel fulcral em seu balanço nutricional, sendo ingerido em larga escala juntamente com anfípodes marinhos, eufausiáceos menores e moluscos capturados através de mergulhos picados superficiais e capturas aéreas rente à lâmina d´água.

Comportamento: É uma ave de hábitos marcadamente gregários, dotada de um voo elástico, flutuante e de notável agilidade manobrável. Durante a atividade trófica, paira contra o vento a poucos metros da superfície antes de descer rapidamente para capturar presas sem submergir completamente o corpo. Demonstra forte territorialidade e agressividade intraespecífica e interespecífica nas colônias, atacando vorazmente invasores e predadores de ovos e filhotes, tais como o mandrião-antártico (Stercorarius antarcticus) e a gaivota-dominicana (Larus dominicanus), executando rasantes vertiginosos acompanhados por vocalizações roucas e ejeções de fezes defensivas.

Nidificação: Instala-se em colônias dispersas ou em pequenos grupos isolados sobre terra firme, ocupando platôs de pedregulhos, cascalhos litorâneos ou fendas entre rochas e tufos de musgo antártico. O ninho consiste em uma rasa depressão escavada no substrato mineral, desprovida de acabamento elaborado, contendo ocasionalmente alguns fragmentos de conchas, lascas de pedras ou talos de algas marinhas secas. A postura é composta por um a dois ovos, cuja casca apresenta tons esverdeados, oliváceos ou camurça com densas manchas castanho-escuras para camuflagem. A incubação perdura por um período de 23 a 25 dias, sendo executada alternadamente por ambos os membros do casal. Os filhotes nidífugos desenvolvem a plumagem juvenil e adquirem capacidade de voo entre os 27 e 32 dias de vida, mantendo ainda certo vínculo alimentar com os progenitores.

Categoria de conservação: Encontra-se catalogada sob a classificação de Pouco Preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), em virtude de sua extensa amplitude geográfica global e contingente demográfico satisfatório. Todavia, determinadas populações em ilhas oceânicas permanecem altamente vulneráveis à predação exercida por mamíferos invasores introduzidos, às flutuações nas biomassas de krill decorrentes das mudanças climáticas globais e ao impacto de perturbações humanas em sítios reprodutivos costeiros.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 18/10/2026




Distribuição geográfica


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ID de Fotografia: 106250
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Ruta Provincial N°1
Chubut
Argentina
18/07/2015
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30577618/07/2015ArgentinaChubutBahía Solano, Ruta Provincial N°1Guillermo Enrique Rost
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Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Trinta-réis-antártico (Sterna vittata) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 29/10/2026.