Não quer ver anúncios? Cadastre-se...




Stercorarius sp.

Stercorarius sp.


Família: Stercorariidae
Ordem: Charadriiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

 Solicitar mudança



Filtros


Registros de Chile

Não é considerado espécies


Descrição


Representa um grupo de aves marinhas pelágicas de porte médio a grande, morfologia predatória vigorosa e voo excepcionalmente ágil, apresentando comprimento corporal total entre 40 e 60 cm, envergadura de asas de 100 a 140 cm e massa corpórea que varia de 300 a 950 g dependendo da espécie em questão. A estrutura anatômica inclui um bico forte, recurvado em gancho na extremidade apical e recoberto na base por uma placa córnea ou cera proeminente. As patas exibem membranas natatórias completas entre os dígitos anteriores e garras afiadas, encurvadas e adaptadas para imobilizar presas. Ocorre um expressivo polimorfismo de plumagem, composto por fases claras, intermediárias e escuras. Os indivíduos de fase clara exibem o dorso pardo-acinzentado ou enegrecido, ventre predominantemente esbranquiçado e um matiz amarelo-dourado distintivo nos lados do pescoço, enquanto os espécimes de fase escura são quase integralmente tingidos de marrom-fuligem. Os adultos reprodutores desenvolvem um prolongamento conspícuo das penas centrais da cauda (retrizes medianas), que ultrapassam nitidamente o restante da cauda, assumindo formas pontiagudas, filiformes ou de espátula retorcida de acordo com o táxon considerado.

Distribuição geográfica: Apresenta distribuição geográfica cosmopolita de amplitude global, com sítios reprodutivos concentrados nas zonas boreais e polares do hemisfério norte. Ocorre durante o período de nidificação na tundra ártica do Canadá, Alasca, Groenlândia, norte da Escandinávia e norte da Sibéria, havendo representantes aparentados em ilhas e orlas subantárticas. Ao término da reprodução, realiza impressionantes rotas migratórias transequatoriais, dispersando-se através das massas oceânicas abertas do Atlântico Norte, Atlântico Sul, Pacífico e Índico, alcançando rotineiramente zonas costeiras e pelágicas da América do Sul (incluindo águas marinhas brasileiras), África austral e Oceania, onde permanece a maior parte do ano não reprodutivo.

Ambiente: Demonstra uma acentuada bivalência de hábitats ao longo de seu ciclo biológico anual. Nos meses do verão polar, coloniza ambientes terrestres como a tundra úmida, turfeiras litorâneas, platôs secos e encostas pedregosas destituídas de dossel florestal, onde a flora dominante resume-se a musgos, líquens e arbustos rasteiros. Em contraste absoluto, durante a fase não reprodutiva, torna-se estritamente pelágico, vivendo a milhares de quilômetros da costa em águas oceânicas abertas, quebras de plataforma continental e áreas oceânicas associadas a zonas de ressurgência ricas em biomassa marinha, como a Corrente das Malvinas e a Corrente de Benguela, aproximando-se de praias ou estuários somente sob o efeito de tempestades severas.

Alimentação: Caracteriza-se por uma dieta estritamente carnívora, generalista e marcada por grande plasticidade ecológica. No ambiente terrestre da tundra, atua como um predador ávido de pequenos mamíferos roedores, primordialmente dos gêneros Lemmus e Dicrostonyx, complementando o consumo alimentar com ovos, filhotes de aves limícolas e carcaças de animais mortos. Durante a longa estadia no mar pelágico, sobressai pelo seu comportamento cleptoparasita refinado, perseguindo em perseguições aéreas vigorosas gaivotas (Laridae) e trinta-réis (Sternidae) com a finalidade de forçá-los a regurgitar ou largar suas capturas de peixes. Adicionalmente, consome pequenos peixes pelágicos capturados diretamente na lâmina d´água superficial, lulas juvenis, crustáceos e resíduos de descartes pesqueiros.

Comportamento: Destaca-se por uma conduta solitária no oceano aberto, embora possa se concentrar ocasionalmente em torno de cardumes densos ou frotas pesqueiras de arrasto. Suas habilidades aerodinâmicas são admiráveis, executando mergulhos acentuados e manobras velozes para subjugar outras aves marinhas. No período reprodutivo, torna-se estritamente territorial e extremamente hostil contra potenciais predadores ou invasores de sua área de nidificação. Quando humanos, cães árticos ou raposas-do-ártico se aproximam dos ninhos, os adultos realizam rasantes aéreos intimidadores, emitindo vocalizações ásperas de alarme e golpeando fisicamente a cabeça dos invasores com os pés e as asas para afastá-los do local.

Nidificação: Inicia a reprodução entre os meses de maio e junho, logo após o descongelamento das camadas de neve sobre o solo da tundra setentrional. O ninho consiste em uma depressão rudimentar e rasa escavada diretamente na terra ou sobre pequenas elevações de vegetação seca, debilmente guarnecida com fragmentos de líquens, musgos e folhas dessecadas. A postura típica compreende de 1 a 3 ovos, na maioria das ocasiões 2 ovos, exibindo coloração de fundo verde-oliva a marrom-camurça, densamente salpicada por manchas irregulares de tom marrom-escuro que mimetizam o substrato rochoso. A incubação dura entre 23 e 28 dias, sendo desempenhada por ambos os progenitores em turnos regulares. Os filhotes são do tipo nidífugos, abandonando o ninho poucas horas após a eclosão para se camuflarem na vegetação circundante, sendo alimentados por regurgitação parental por aproximadamente 25 a 35 dias até completarem o empenamento e dominarem o voo independente.

Categoria de conservação: As espécies que compõem este complexo taxonômico estão genericamente avaliadas sob a classificação de Pouco Preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), em decorrência de suas imensas áreas de distribuição geográfica e contingentes populacionais globais consideráveis. Contudo, oscilações severas na abundância populacional de lemingues no Ártico causam decréscimos acentuados no sucesso reprodutivo regional. Paralelamente, o aquecimento global com alteração dos biomas polares, a ingestão recorrente de detritos plásticos marinhos, a contaminação por poluentes orgânicos persistentes e a perturbação das teias tróficas marinhas pela sobrepesca representam ameaças ecológicas crescentes a longo prazo.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 28/10/2026




Distribuição geográfica


Carregando mapa...




Fotografias da espécie

Últimas fotografias publicadas



 Adicionar uma imagem para esta folha






Vocalizações da espécie

Últimas vocalizações publicadas



 Adicionar um áudio para esta folha





Vídeos da espécie

Últimas filmagens publicadas




 Adicionar um filme para esta folha





Relatórios da espécie



 Detalhe de lugares ordenada pelo número de registros








Página 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
225319621/02/202520:05ChileRegión de Magallanes y la Antártica ChilenaCamino sin nombrar1Jorge La Grotteria
224986621/02/202512:57ChileRegión de Magallanes y la Antártica ChilenaCamino sin nombrar1Jorge La Grotteria
Página 1

 Adicionar um registro para esta folha

📖
Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Stercorarius sp. – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 29/10/2026.