Stegastes variabilis, comumente conhecido como donzela-cacau-do-sul, donzela-cacau-brasileira ou donzelinha é uma espécie de peixe-donzela da família Pomacentridae, encontrada em recifes de coral no Oceano Atlântico ocidental e na costa do Brasil.
Taxonomia: O nome do gênero origina-se do grego stegastos, que significa coberto. Antigamente, era considerado coespecífico com Stegastes xanthurus, mas foi descoberto que a população caribenha é geneticamente muito distinta da brasileira.
A espécie foi descrita em 1855 por François-Louis Laporte, comte de Castelnau.
A donzela-cacau-brasileira é um peixe com até cerca de 12,5 centímetros de comprimento. O topo da cabeça apresenta várias listras azuis. A parte superior do corpo é geralmente marrom-escura a azul e amarela na parte inferior. Os lados são finamente barrados com linhas escuras obliquamente verticais. O peixe possui duas duas pequenas manchas pretas, uma acima das nadadeiras peitorais e a outra no topo do pedúnculo caudal. A grande barbatana dorsal tem 12 espinhas e 14 a 17 espinhas moles. A barbatana anal tem dois espinhas e 12 a 15 espinhas moles. A barbatana caudal é superficialmente bifurcada e possui lóbulos arredondados.
Distribuição e habitat: A donzela-cacau-brasileira é encontrada no Atlântico ocidental, no Brasil. É um peixe marinho e associado a recifes, que não migram e têm uma amplitude de profundidade de 0 a 30 m.
Alimentação: Os animais adultos alimentam-se principalmente de algas bentônicas, mas também de esponjas, ascídias e anêmonas. Os os juvenis alimentam-se de invertebrados como copépodes harpacticóides e nemerteanos.
Reprodução: Na época de reprodução, a fêmea põe os ovos no fundo do mar, onde eles ficam presos a conchas vazias, pedras ou outros objetos, sendo, então, fertilizados pelo macho. Ele então os guarda, areja-os e afasta os intrusos.
Fonte: Wikipedia, artigo Stegastes variabilis.
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Acessado em 17/07/2026.