Outros Nomes Comuns: Capuchinho de Colar, Paraguayito de Colar.
Subespécies:
Sporophila caerulescens caerulescens: (Vieillot, 1823), subespécie nominal, distribuída na Bolívia (somente no sudeste e leste), Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. Sporophila caerulescens yungae: (Gyldenstolpe, 194), na Bolívia central. Sporophila caerulescens hellmayri: (Wolters, 1939), no leste do Brasil.
Descrição: Chamativo e com canto melodioso (frequentemente alvo do comércio de animais de estimação), costas acinzentadas, garganta preta rodeada de branco, colar preto e o restante da parte ventral branca, com o rabadilha branca e penas da cauda negras. Bico amarelo, patas negras. A fêmea é muito mais modesta, com um desenho comum a outras espécies de Sporophila, com costas de tom oliváceo e ventral cor de ocre. Os juvenis são semelhantes às fêmeas, mas após dois ou três meses, os machos começam a adquirir a coloração de adulto na área da garganta, tornando-os também diferenciáveis.
Dimorfismo Sexual: Marcado, facilmente diferenciável pela coloração preta e branca do macho. As fêmeas podem ser confundidas com alguns juvenis e com fêmeas de outras espécies do mesmo gênero. Apenas o macho canta, enquanto a fêmea emite um contato.
Ambiente: Sabanas, estepes arbustivas, florestas baixas, áreas rurais e povoados.
Distribuição Geográfica: Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina (até a parte mais ao sul da província de Buenos Aires em geral).
Migração: Chega a nidificar até a província de Buenos Aires, mas no inverno argentino migra para o norte em busca de áreas mais quentes e forma bandos mistos com outras espécies de Sporophila.
Comportamento: É comum vê-los em pequenos grupos, provavelmente forrageando entre os pastos e fazendo "acrobacias" para encontrar as melhores sementes. Pousam expostos, sendo facilmente vistos nos alambrados das pampas de Buenos Aires, de onde cantam sem parar sob o sol do meio-dia.
Nidificação: Começa a nidificar em dezembro. O ninho é uma semiesfera profunda, localizada em baixas alturas, presa a gramíneas ou arbustos, feito de fibras vegetais unidas aos caules das plantas com cerdas ou teias de aranha. Coloca de 2 a 3 ovos esbranquiçados com manchas escuras. Somente a fêmea incuba os ovos, o que leva cerca de doze dias. No sudoeste da província de Buenos Aires, encontrei vários ninhos desta espécie, todos feitos sobre um arroio e presos à vegetação da costa.
Alimentação: Como o nome científico sugere, este pássaro se alimenta exclusivamente de sementes. Seu bico robusto é projetado para essa função.
Autor desta descrição: Diego Oscar
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