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Speculanas specularis

Speculanas specularis

(King, PP, 1828)
Pato de Anteojos
Bronze-winged Duck

Família: Anatidae
Ordem: Anseriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Anas specularis.





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Quase Ameaçado


Descrição


Apresenta uma estrutura corporal robusta e elegante, caracterizando-se por um padrão de plumagem inconfundível que a diferencia prontamente de outros patos sul-americanos. Esta ave de médio porte atinge um comprimento aproximado de 54 centímetros e peso que varia entre 1 e 1,2 kg. Sua cabeça e pescoço possuem tonalidade marrom-escura profunda, interrompida por duas marcantes manchas brancas de grande valor diagnóstico: uma ovalada vertical posicionada logo à frente do olho e outra em formato de meia-lua larga que atravessa a garganta. O dorso e os flancos são marrom-avermelhados finamente barrados de cinza. A asa fechada exibe um espelho alar espetacular e muito reflexivo em tom bronze metálico com reflexos roxos, delimitado na extremidade traseira por uma nítida faixa branca. O bico é cinza-azulado e as pernas apresentam um tom vivo de amarelo-alaranjado.

Distribuição geográfica: Encontra-se distribuída de forma exclusiva no extremo sudoeste da América do Sul. Sua área de nidificação estende-se ao longo da cordilheira dos Andes austrais e das florestas temperadas do sul do Chile (da Região do Maule até o Cabo de Hornos) e do oeste da Argentina (desde a província de Neuquén até a Terra do Fogo). No período de inverno, realiza migrações latitudinais ou altitudinais em direção ao norte e ao leste, alcançando a transição para a estepe patagônica.

Ambiente: Habita principalmente ecossistemas lóticos de águas limpas e de correnteza rápida, associados às densas florestas temperadas de Nothofagus. Frequenta rios de montanha, riachos encachoeirados, lagos oligotróficos profundos e lagoas florestais. Evita áreas de mar aberto, mas pode ser vista temporariamente em estuários e fiordes protegidos do canal de Beagle. Prefere margens sombreadas por vegetação ciliar densa, que fornece abrigo e segurança contra predadores.

Alimentação: Possui hábitos alimentares onívoros fortemente adaptados aos ambientes fluviais. Consome uma grande variedade de macroinvertebrados aquáticos, tais como larvas de insetos (efemerópteros, tricópteros e dípteros), moluscos e pequenos crustáceos, capturados ao filtrar o lodo ou procurar entre rochas submersas. Essa dieta é complementada com recursos de origem vegetal, incluindo sementes, folhas e brotos de plantas aquáticas, bem como frutos e sementes que caem das árvores da floresta circundante na água.

Comportamento: Destaca-se por ser uma espécie altamente territorial e de hábitos solitários ou monogâmicos, sendo incomum a formação de bandos numerosos. Apresenta um dimorfismo vocal extraordinário: a fêmea emite um grasnido forte, áspero e rítmico que se assemelha ao latido de um cão pequeno, o que justifica o nome popular de "pato-cachorro" em algumas regiões, enquanto o macho emite um assobio agudo e suave. É uma excelente nadadora em águas turbulentas e voa de maneira veloz a baixa altura.

Nidificação: Ocorre durante a primavera e o início do verão austral, estendendo-se de setembro a dezembro. A fêmea constrói o ninho diretamente no solo, em locais extremamente camuflados sob capim alto, samambaias ou arbustos densos, quase sempre a pouca distância da água. O ninho é uma depressão rasa forrada com folhas secas, gravetos e uma farta camada de penugem que a fêmea retira do próprio peito. A postura é de 4 a 6 ovos de coloração creme ou rosada. A incubação dura cerca de 30 dias e é realizada exclusivamente pela fêmea, embora o macho permaneça nos arredores para cooperar ativamente na defesa territorial e no cuidado com os filhotes.

Categoria de conservação: Está classificada atualmente como Quase Ameaçada (NT) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Sua população global é relativamente pequena e enfrenta um declínio contínuo devido a pressões antrópicas. As principais ameaças ecológicas derivam da perda e degradação dos habitats ribeirinhos causadas pelo desmatamento, construção de barragens e sobrepastoreio nas margens dos rios. Além disso, sofre severamente com a introdução de predadores exóticos, em especial o visão-americano (Neovison vison), que depreda ninhos e filhotes.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 26/08/2026

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85546103/12/2018ArgentinaSanta CruzEl Chaltén6Nicolas Fabian Fontanella
85317502/12/2018ArgentinaNeuquénÁrea Tromen, Parque Nacional LanínNicolas Olejnik
84192021/11/2018ArgentinaSanta CruzParque Nacional Los GlaciaresMarcelo Gavensky
82911226/10/2018ArgentinaSanta CruzParque Nacional Los Glaciares1Nicolas Olejnik
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126975412/10/2018ArgentinaSanta CruzPN Los Glaciares (AICA SC14)--Mirador, Lago Argentino2Mariano Micheluzzi
80773712/09/2018ArgentinaTierra del FuegoParque Nacional Tierra del Fuego2Andres Teran
121544321/05/2018ChileRegión de Magallanes y la Antártica ChilenaTorres del Paine, Parque Nacional Torres del PaineAlejandra Pons
75547310/03/2018ArgentinaSanta CruzLago Roca, El CalafateJosé Raúl Fernández
71509409/03/2018ArgentinaNeuquénRuta 234 (paralela al Río Collón Cura), Junin de los AndesHugo Caverzasi
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Bibliografia relacionada


Artículo Martinez, F., F. Lucero, R. Calí, D. Valdéz, D. Ferrer y J. C. Chebez. 2009. Registros novedosos de aves para las provincias de Mendoza y San Juan. Nótulas Faunísticas N° 35. Fundación Félix de Azara.



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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Speculanas specularis – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 26/09/2026.