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Alegrinho

Serpophaga subcristata
(Vieillot, LJP, 1817)
Piojito Común
White-crested Tyrannulet

Família: Tyrannidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Registros de Villa de Merlo

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor

Outros nomes comuns: Piojito Tiquitiqui, Piojito Vientre Blanco.

Sinônimos: Sylvia subcristata.

Subespécies:



Reconhecem-se 3 subespécies, que diferem principalmente pela coloração, quanto mais árida for a região, menos coloração elas possuem:



Serpophaga subcristata straminea

Diferenças em relação às outras subespécies: Muito amarelas ventralmente e dorso oliva.
Distribuição geográfica: Uruguai e sudeste do Brasil.

Serpophaga subcristata subcristata

Diferenças em relação às outras subespécies: Ventral amarelo mais pálido e menos oliva no dorso.
Distribuição geográfica: Leste da Argentina: do centro-oeste, nordeste e leste de Buenos Aires, Entre Ríos, Santa Fe, Corrientes, Chaco, Misiones, leste de Formosa, leste de Córdoba e leste de Santiago del Estero.
Simpatria: Esta subespécie ocorre em simpatria com o Piojito Trinador no período outono-inverno.

Serpophaga subcristata munda

Diferenças em relação às outras subespécies: Totalmente branco ventral e com o dorso cinza.
Distribuição geográfica: No oeste: desde o norte da província de Chubut, região andina inferior de Mendoza, San Juan, Catamarca, La Rioja, Tucumán, Salta e Jujuy; centro e leste de Río Negro, centro e oeste de La Pampa, centro e oeste de Córdoba e Santiago del Estero, oeste de Chaco e Formosa.
Simpatria: Esta subespécie ocorre em simpatria com o Piojito Trinador durante a temporada de reprodução.
Taxonomia: Tópico muito debatido pela ciência. Berlepsch (1893) descreveu S. munda separando-a de S. subcristata. Zimmer (1955) analisa ambas as formas e considera que S. munda corresponde a um habitat xerofítico-montanhoso, e S. subcristata a planícies úmidas. Ele argumenta que a coloração dorsal e ventral não é conclusiva. Bó (1969) chega a um resultado semelhante ao de Zimmer (1955), mas encontra que em algumas áreas ambas as formas ocorrem em simpatria, levantando a questão de se o isolamento genético é quebrado e se elas hibridizam. Short (1975) considera S. munda uma subespécie ou morfo de S. subcristata. Straneck (1993) unifica S. subcristata com S. munda devido aos repertórios acústicos idênticos, confirmando o que Zimmer (1955), Short (1975) e Bó (1969) mencionaram. Smith (1971) anteriormente realizou análises acústicas de ambas as formas e apoiou o ponto de vista de munda como espécie válida devido a diferenças de coloração e algumas vocalizações de S. subcristata, ao que Straneck (1993) refuta, afirmando que as diferenças vocais reportadas por Smith (1971) são mínimas e atribuíveis a diferenças individuais ou regionais, acrescentando que Smith não tinha material comparativo suficiente. Herzog (2001) observa que Straneck (1993) tem sérios defeitos metodológicos e comenta que, ao reexaminar todas as informações com um critério conservador, obteve resultados opostos, afirmando que S. subcristata e S. munda são espécies válidas. Mazar Barnett e Pearman (2001) seguem Straneck (1993), baseando-se nas vocalizações idênticas e intergraduação na zona de contato. Herzog e Mazar Barnett (2004) afirmam que os espécimes S. griseiceps de Berlioz (1959) representam jovens de S. munda. Straneck (2007) explica que o erro dos autores que insistem que S. griseiceps são juvenis de S. munda (Berlioz, 1959; Traylor, 1979, 1982; Remsen e Traylor, 1989; Herzog e Mazar Barnett, 2004) vem de seus estudos se basearem apenas em peles e não realizarem análises acústicas das espécies. Ele continua tratando S. s. munda como uma subespécie de S. subcristata mencionando que "a diferença de cor se deve mais a uma adaptação cromática ao ambiente em que vivem, do que a uma diferença específica."

Comparação com o Piojito Trinador (Serpophaga griseicapilla): Espécies gêmeas muito difíceis de diferenciar em fotografias. O Piojito Comum tem a coroa muito mais branca, embora nem sempre seja visível, e o tamanho é maior do que o do Piojito Trinador.

VocalizaçãoÉ diferenciável do Piojito Trinador por seu repertório acústico, que repete durante todo o ano, embora com maior frequência no período reprodutivo. Vale destacar que algumas vozes do Piojito Comum poderiam ser consideradas como trinados, o que pode confundir pessoas que não conhecem bem a vocalização característica do Piojito Trinador, ou seja, não só o Piojito Trinador "trinado".

Comportamento: O comportamento do Piojito Trinador e do Piojito Comum é similar, ambos se movem saltando e com pequenos voos pelas ramas das árvores capturando pequenos artrópodes, portanto, as diferenças comportamentais não são consideradas válidas até que maiores estudos sobre este gênero sejam publicados.

Autor desta compilação: Jorge La Grotteria - 04/05/2016

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Bibliografía relacionada


Artículo Berlepsch, H. V. 1893. Diagnosen neuer südamerikanischer Vogelarten. Ornithol. Monats., 1: 11-12.

Artículo Bó, N. A. 1969. Acerca de la afinidad de dos formas de Serpophaga (Aves, Tyrannidae). Neotropica, 15: 54-58.

Artículo Herzog, S. K. 2001. A re-evaluation of Straneck’s (1993) data on the taxonomic status of Serpophaga subcristata and Serpophaga munda (Passeriformes: Tyrannidae): Conspecifics or semiespecies. Bulletin of the British Ornithologist’s Club, 121: 273-277.

Artículo Herzog, S. K. y J. Mazar Barnett. 2004. On the validity and confused identity of Serpophaga griseiceps Berlioz 1959 (Tyrannidae). Auk, 121(2): 415-421.

Artículo Mazar Barnett, J. y M. Pearman. 2001. Lista comentada de las Aves Argentinas / Annotated checklist of the birds of Argentina. Lynx Edicions, Barcelona.

Artículo Remsen, J. V. y M. Traylor. 1989. An anotated list of birds of Bolivia, Buteo Book, Vermilion. S.D. pp 1-57.

Artículo Short, L. L. 1975. A zoogeographic analysis of the South American Chaco avifauna. Bulletin of the American Museum of Natural History, 154: 165–352.

Artículo Straneck, R. 2007. Una nueva especie de Serpophaga (Aves: Tyrannidae). Revista FAVE - Ciencias Veterinarias, 6 (1-2): 31-42.

Artículo Straneck, R. J. 1993. Aportes para la unificación de Serpophaga subcristata y Serpophaga munda, y la revalidación de Serpophaga griseiceps (Aves: Tyrannidae). Revista del Museo Argentino de Ciencias Naturales “Bernardino Rivadavia”. Zoología, 16: 51-63.

Artículo Traylor, M. A., Jr. 1979. Check-list of Birds of the World, 8. Mus. of coomparative Zool. Cambridge, Massachusetts.

Artículo Traylor, M. A., Jr. 1982. Notes on tyrant flycatchers (Aves: Tyrannidae). Fieldiana (Zool.), 13: 1-22.

Artículo Zimmer, J. 1955. Further noted on Tyrant Flycatchers (Tyrannidae). Amer. Mus. Nov., (1749): 1-24.



Citação recomendada:

EcoRegistros. 2026. Alegrinho (Serpophaga subcristata) - Folha de espécies. Acedido de https://www.ecoregistros.org em 15/04/2026.