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Schiffornis virescens

Flautim


Schiffornis virescens

(de Lafresnaye, NFAA, 1838)
Bailarín Oliváceo
Greenish Schiffornis

Família: Tityridae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Ptil[ochloris] virescens.





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Trata-se de um passeriforme de tamanho pequeno a médio, caracterizado por sua plumagem discreta e fisionomia homogênea, medindo cerca de 15 a 16.5 centímetros de comprimento e pesando entre 24 e 31 gramas. Sua coloração geral é predominantemente verde-oliva-escuro ou militar nas partes superiores, tornando-se ligeiramente mais clara, em tons de oliva-acinzentado ou esverdeado-pálido, na região do ventre e peito. Não apresenta barras nas asas, faixas oculares ou outras marcações diagnósticas conspícuas, o que lhe confere uma aparência extremamente uniforme. Possui uma cabeça arredondada dotada de grandes olhos escuros, adaptados para a baixa luminosidade do sub-bosque, e um bico curto e forte, de coloração cinza-escura a enegrecida, com a mandíbula inferior sutilmente mais clara. Não apresenta dimorfismo sexual evidente, sendo machos e fêmeas de Schiffornis virescens idênticos, enquanto os indivíduos jovens podem exibir tons mais amarronzados e ferrugíneos antes da primeira muda completa.

Distribuição geográfica: É uma espécie endêmica da porção centro-oriental da América do Sul. Sua área de ocorrência estende-se pelo sudeste do Brasil, desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, avançando em direção ao oeste até atingir o leste do Paraguai e o extremo nordeste da Argentina, na província de Misiones. Essa distribuição geográfica está estritamente associada aos limites remanescentes do bioma da Mata Atlântica.

Ambiente: Habita o sub-bosque e o estrato médio de florestas úmidas tropicais e subtropicais de planície, bem como florestas montanas e matas secundárias maduras em bom estado de conservação. Prefere ambientes densos e sombreados, caracterizados por uma rica vegetação arbustiva, samambaias e cipós, evitando clareiras, bordas de mata muito alteradas ou o dossel exposto à luz direta. Pode ser registrado desde o nível do mar até altitudes de cerca de 1200 metros.

Alimentação: Apresenta hábitos alimentares onívoros, com forte tendência à frugivoria e insetivoria. Alimenta-se de uma ampla variedade de pequenos frutos carnosos, especialmente bagas de plantas das famílias Melastomataceae e Rubiaceae, além de sementes. Complementa sua dieta capturando invertebrados como besouros, formigas, lagartas, aranhas e pequenos gafanhotos. Suas táticas de forrageamento envolvem voos curtos a partir de poleiros baixos, capturando o alimento diretamente nas folhas por meio de voos pairados rápidos.

Comportamento: É uma ave solitária e extremamente tímida, sendo muito mais ouvida do que vista em seu habitat natural. Costuma permanecer empoleirada imóvel em galhos verticais no sub-bosque por longos períodos, camuflando-se perfeitamente na folhagem. Sua presença é revelada principalmente por seu canto melodioso e melancólico, que consiste em uma sequência de três a quatro sopros claros e flautados que decrescem em tom. Raramente acompanha bandos mistos de aves de forma ativa, preferindo explorar seu território de forma isolada e defendendo-o por meio de vocalizações territoriais bem marcadas.

Nidificação: O ciclo reprodutivo desta espécie baseia-se em um sistema de acasalamento onde os machos estabelecem áreas de exibição vocal ou "leks" dispersos para atrair as fêmeas. A fêmea é inteiramente responsável pela construção do ninho, que consiste em uma estrutura volumosa em formato de taça aberta, confeccionada com folhas secas, fibras vegetais escuras, musgos e raízes finas. O ninho é instalado a baixa altura, geralmente entre 0.5 e 2 metros do solo, apoiado em forquilhas de arbustos, cavidades de troncos caídos ou bainhas de palmeiras. A postura varia tipicamente em 2 ovos de cor creme ou rosada, salpicados de manchas marrons e avermelhadas. A incubação e o cuidado com os filhotes são realizados exclusivamente pela fêmea, sem qualquer participação do macho.

Categoria de conservação: Atualmente, a espécie é classificada como Pouco Preocupante (LC) pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Embora sua população global não seja considerada em declínio imediato, enfrenta sérias ameaças em nível local decorrentes da fragmentação florestal, degradação e perda de hábitat na Mata Atlântica, o que pode isolar subpopulações e reduzir a variabilidade genética da espécie a longo prazo.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 04/09/2026




Distribuição geográfica


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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Flautim (Schiffornis virescens) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 27/09/2026.