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Rhopospina carbonaria

Rhopospina carbonaria

(d´Orbigny, ACVMD; de Lafresnaye, NFAA, 1837)
Yal Carbonero
Carbonated Sierra Finch

Família: Thraupidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Phrygilus carbonarius, Corydospiza carbonaria, Emberiza carbonaria.





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Pertence a um grupo de passeriformes neotropicais de tamanho médio e destaca-se por apresentar um dimorfismo sexual extremamente pronunciado em sua plumagem adulta. Os adultos desta espécie medem aproximadamente entre 14 e 15 centímetros de comprimento total e pesam cerca de 18 a 22 gramas. O macho exibe uma plumagem nupcial de tom cinza-escuro a preto-carvão quase uniforme em todo o corpo, gerando um contraste marcante com suas pernas e bico de coloração amarelo-brilhante. Por outro lado, a fêmea apresenta um padrão muito mais críptico e discreto, caracterizado pelo dorso marrom-acinzentado com estrias escuras, partes inferiores esbranquiçadas finamente riscadas de marrom e bico em tom de chifre ou ocre fosco. Os indivíduos juvenis e imaturos assemelham-se visualmente às fêmeas, possuindo um padrão estriado que lhes confere uma camuflagem eficiente nos ambientes áridos que habitam.

Distribuição geográfica: É uma espécie endêmica da Argentina, cujo padrão de movimentação é migratório e varia conforme as estações do ano. Durante o período reprodutivo de primavera e verão, distribui-se pelas regiões central e ocidental do território argentino, compreendendo as províncias de Mendoza, San Luis, La Pampa, Neuquén, Río Negro e o norte de Chubut. Com a chegada do inverno austral, a espécie realiza uma migração em direção ao norte do país, estabelecendo-se em ecorregiões mais secas e temperadas de Córdoba, Santiago del Estero, Catamarca, La Rioja, San Juan e ocasionalmente no sul de Tucumán, em busca de melhores condições climáticas e alimentares.

Ambiente: Habita predominantemente estepes arbustivas xerófilas e matagais áridos, estando intimamente associado à província biogeográfica do Monte e suas áreas de transição com a estepe patagônica. Prefere áreas planas, colinas suaves ou encostas rochosas com abundância de arbustos espinhosos, porções de solo arenoso exposto e dunas, com uma distribuição altitudinal que varia desde o nível do mar até aproximadamente 2000 metros de altitude. Evita florestas densas ou dosséis fechados, optando sempre por paisagens abertas dominadas por vegetação xerófita dos gêneros Larrea, Chuquiraga e arbustos do gênero Prosopis.

Alimentação: Possui uma dieta essencialmente granívora, complementada oportunisticamente com o consumo de invertebrados. Alimenta-se principalmente de sementes de gramíneas e plantas herbáceas que recolhe diretamente do solo ou nos ramos mais baixos da vegetação rasteira. Durante a estação de nidificação, a demanda proteica aumenta significativamente para o desenvolvimento dos filhotes, levando a espécie a consumir uma grande variedade de pequenos insetos, lagartas, coleópteros e formigas, os quais captura por meio de forrageamento terrestre ativo, utilizando seu bico cônico e forte para revirar o folhedo e a areia.

Comportamento: É observado com frequência em casais ou pequenos grupos familiares, embora possa formar bandos maiores, monoespecíficos ou mistos, associando-se a outros pequenos comedores de sementes durante as migrações invernais. Realiza a maior parte de suas atividades de busca por alimento no solo, deslocando-se com pequenos saltos silenciosos sob a proteção de arbustos espinhosos. Durante o período de reprodução, os machos tornam-se territoriais e utilizam poleiros expostos no topo da vegetação para vocalizar seu canto territorial, composto por uma sequência de trinados curtos e melodiosos com o objetivo de repelir concorrentes e atrair parceiras.

Nidificação: A temporada reprodutiva ocorre entre os meses de novembro e fevereiro, coincidindo com o período de maior abundância de recursos alimentares no hemisfério sul. Constrói um ninho em formato de taça aberta e bem estruturada, utilizando gravetos finos, ramos secos e radículas no exterior, e revestindo a cavidade interna com materiais macios como pelos de mamíferos, lã e fibras vegetais delicadas. O ninho é instalado a baixa altura, geralmente a menos de um metro do solo, oculto no interior denso de arbustos espinhosos para proteção contra predadores e ventos fortes. A postura é composta por 2 a 3 ovos de coloração verde-claro ou azul-esverdeado com manchas marrom-avermelhadas concentradas no polo maior. A incubação é realizada predominantemente pela fêmea por 12 a 14 dias, e ambos os pais compartilham a tarefa de alimentar os filhotes.

Categoria de conservação: Está classificado globalmente como de Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Embora possua uma distribuição geográfica restrita por ser um táxon endêmico da Argentina, suas populações globais permanecem estáveis e sem ameaças iminentes de declínio catastrófico. No entanto, a degradação contínua de seu habitat devido ao superpastoreio de gado, a conversão de áreas nativas para a agricultura intensiva e a ocorrência de queimadas frequentes representam pressões ecológicas relevantes para as populações locais em médio prazo.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 11/08/2026




Distribuição geográfica


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251588924/08/202610:49ArgentinaRío NegroRuta Nacional 1512Mariano Costa
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Rhopospina carbonaria – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 29/09/2026.