Nomes vulgares comuns em inglês: Bella Vista Toad, Burrowing Toad.
Status de Conservação Internacional (UICN, 2013): Menor Preocupação.
Status de Conservação Nacional (AHA, 2012): Não Ameaçada.
Distribuição Continental: Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.
Distribuição dentro da Argentina: Buenos Aires, Chaco, Córdoba, Corrientes, Entre Ríos, Formosa, La Pampa e Santa Fé.
Descrição: Tamanho médio (65-80mm). Macho menor que a fêmea. Aparência de “sapo”: corpo robusto e membros curtos. Cabeça larga e focinho curto. Pele dorsal de aparência grossa, áspera, verrugosa e com pontos queratinosos. Tímpano um pouco visível. Cristas cefálicas notáveis, mas não muito salientes. Infraorbital afiada e conspícua. Glândulas parotoides pequenas. Pupila horizontal. Dobra tarsal ausente. Coloração dorsal esverdeada ou verde-amarronzada com manchas escuras irregulares, frequentemente com linha vertebral clara ou amarelada desde o focinho até a cloaca. Ventre granulado esbranquiçado ou amarelado, um pouco mais pigmentado no terço posterior. Machos durante a temporada reprodutiva com calos nupciais escuros e saco vocal médio de cor escura com pontos claros.
Habitat: Diversos ambientes pampeanos. Em buracos cavados com suas extremidades posteriores de até 30cm de profundidade em pastagens, junças e gramados de jardins. Sob objetos naturais e antropogênicos. Peridomiciliar.
Hábitos: Crepusculares e noturnos. Terrestres, fosoriais e caminhantes.
Alimentação: Principalmente formigas, mas também coleópteros, aracnídeos e outros artrópodes.
Reprodução: De agosto a março. Em poças temporárias e cursos e corpos d´água permanentes após as chuvas. Amplexo axilar. Ovos escuros (mais de 9000) em cordões gelatinosos (“ganga”) com mais de 10m de comprimento, entre a vegetação aquática submersa.
Comportamento: Caça passivamente na entrada do buraco ou ativamente nas trilhas de formigas. Ao tentar retirá-lo do buraco ou diante de uma ameaça, ele infla o corpo e obstrui a abertura com o corpo (fragmose).
Canto: Do água emitem um trinador prolongado e agudo “trrrrrriiiiiiiiiiiiiii”. Mais frequente durante o crepúsculo e a noite. Com muito menos frequência, também durante o dia.
Forma comum de detecção: Visual e auditiva.
Comentários: Espécie dedicada à zoóloga argentina Katty Fernández. Muito similar à espécie simpátrica Rhinella dorbignyi. Difere por ter cristas cefálicas não tão salientes e infraorbital desenvolvida. Parotoides pouco verrugosas e alongadas até duas vezes o diâmetro ocular.
Autor desta descrição: Walter Prado
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