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Rangifer tarandus

Rena-do-ártico


Rangifer tarandus

Caribú
Caribou

Família: Cervidae
Ordem: Artiodactyla
Classe: Mammalia
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Reno, Reno Boreal, Reno Ártico, Caribú de Bosque, Caribú de la Tundra.





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Registros de Estados Unidos

Estado de conservação: Vulnerável


Descrição


É um dos grandes mamíferos mais representativos das regiões árticas e subárticas do Hemisfério Norte, apresentando extraordinárias adaptações para sobreviver em alguns dos ambientes mais rigorosos do planeta. Rangifer tarandus pertence à família Cervidae e possui uma característica rara entre os cervídeos: tanto os machos quanto a maioria das fêmeas desenvolvem galhadas, embora as dos machos sejam normalmente maiores e mais ramificadas. O tamanho corporal varia de acordo com a subespécie e a população, existindo formas menores em ilhas árticas e indivíduos muito maiores nas florestas boreais. Possui corpo compacto, pernas fortes, cascos largos que se expandem ao sustentar o peso sobre neve ou terrenos macios, além de uma espessa pelagem dupla que proporciona excelente isolamento térmico. A coloração muda conforme a estação, predominando tons castanhos durante o verão e tonalidades mais claras no inverno. O focinho é recoberto por pelos finos e apresenta abundante irrigação sanguínea, aquecendo o ar antes que ele alcance os pulmões. Seus olhos também passam por adaptações sazonais que melhoram a visão durante a longa escuridão do inverno polar e a intensa luminosidade do verão ártico, tornando esta espécie uma das mais especializadas para a vida em ambientes frios.

Distribuição geográfica: Ocorre nas regiões árticas, subárticas e boreais da Europa, Ásia e América do Norte. Na Europa está presente principalmente na Noruega, Suécia, Finlândia, Islândia e no arquipélago de Svalbard. Na Ásia ocupa vastas áreas da Rússia e da Sibéria. Na América do Norte distribui-se pelo Alasca, Canadá e partes da Groenlândia. Conforme a região, recebe os nomes comuns de rena ou caribu. O termo "rena" é normalmente utilizado para as populações euroasiáticas, muitas delas domesticadas, enquanto "caribu" refere-se principalmente às populações silvestres norte-americanas. Algumas populações realizam as mais longas migrações terrestres conhecidas entre os mamíferos, percorrendo centenas ou milhares de quilômetros entre as áreas de reprodução e as áreas de invernada, enquanto outras permanecem relativamente residentes durante todo o ano.

Ambiente: Habita tundras abertas, planícies árticas, florestas boreais, taiga, turfeiras, vales glaciais, regiões alpinas e cadeias montanhosas do norte. Durante o verão procura áreas ricas em gramíneas, arbustos e outras plantas herbáceas, frequentemente escolhendo locais ventilados para reduzir o incômodo causado por insetos hematófagos. No inverno desloca-se para regiões onde o vento mantém menor acúmulo de neve, facilitando o acesso ao alimento. Apesar de sua elevada capacidade de adaptação, depende de extensas paisagens naturais interligadas que permitam seus deslocamentos sazonais. Rodovias, oleodutos, mineração, exploração florestal e outras formas de desenvolvimento humano podem fragmentar o habitat e comprometer antigas rotas migratórias.

Alimentação: É um herbívoro altamente especializado, cuja alimentação varia conforme a estação do ano. Durante o curto verão ártico consome gramíneas, ciperáceas, folhas, brotos, plantas aquáticas, flores, arbustos, musgos e diversas espécies de fungos. No inverno depende principalmente dos líquens, especialmente daqueles conhecidos como líquens-da-rena, que localiza escavando a neve com os cascos em um comportamento chamado de "cratering". Também pode consumir galhos finos, cascas de árvores, folhas persistentes e outros recursos vegetais disponíveis. Essa grande flexibilidade alimentar é essencial para enfrentar as intensas mudanças sazonais características das altas latitudes.

Comportamento: Apresenta forte comportamento social, formando grupos que variam desde pequenas unidades familiares até enormes rebanhos com milhares de indivíduos durante as migrações. A vida em grupo reduz o risco de predação e facilita a localização de áreas de alimentação e rotas seguras. Possui olfato extremamente desenvolvido, capaz de detectar alimento escondido sob espessas camadas de neve e reconhecer indivíduos do mesmo grupo. Também é excelente nadador, atravessando rios, lagos e braços de mar durante seus deslocamentos sazonais. Entre seus principais predadores naturais estão lobos, ursos, glutões e, em determinadas regiões, grandes felinos, enquanto os filhotes podem ser capturados por águias e outros predadores oportunistas. Para diversos povos indígenas do Ártico, representa um recurso fundamental para alimentação, vestuário, transporte, fabricação de utensílios e tradições culturais.

Reprodução: A estação reprodutiva ocorre normalmente durante o outono. Os machos disputam intensamente o acesso às fêmeas, realizando exibições de força e combates com as galhadas, embora muitas disputas terminem antes do contato físico. Após um período de gestação de aproximadamente sete a oito meses, a fêmea geralmente dá à luz um único filhote no final da primavera ou início do verão, coincidindo com a maior disponibilidade de alimento. Poucas horas após o nascimento, o filhote já consegue permanecer em pé e acompanhar a mãe, característica essencial para sobreviver em ambientes onde os predadores estão constantemente presentes. A mãe protege e amamenta o filhote durante seus primeiros meses, enquanto ele desenvolve rapidamente a resistência necessária para acompanhar o rebanho.

Categoria de conservação: Em nível global, encontra-se classificado como Vulnerável, pois muitas populações sofreram reduções expressivas nas últimas décadas. As mudanças climáticas representam uma das principais ameaças ao alterar o regime de neve, gelo, vegetação e a disponibilidade de alimento. Somam-se a isso a fragmentação do habitat causada por infraestrutura, mineração, exploração de recursos naturais, doenças emergentes e pressão de caça em determinadas regiões. Entretanto, a situação varia bastante entre as diferentes subespécies e populações, existindo algumas relativamente estáveis e outras em acentuado declínio. A conservação de grandes corredores ecológicos, a proteção das rotas migratórias e o manejo sustentável das áreas naturais são fundamentais para garantir a sobrevivência desta notável espécie do Ártico no futuro.


Autor desta compilação: EcoRegistros – 01/07/2026





Distribuição geográfica


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ID de Fotografia: 223516
♂
  Adulto

Paxson
Alaska
Estados Unidos
08/09/2017
Carlos Villa



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62878408/09/2017Estados UnidosAlaskaA la vera de la Denali Hwy, PaxsonCarlos Villa
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Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Rena-do-ártico (Rangifer tarandus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 27/09/2026.