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Pycnoscelus surinamensis

Pycnoscelus surinamensis

Cucaracha de Tierra
Surinam Cockroach

Família: Blaberidae
Ordem: Blattodea
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Cucaracha de Surinam.





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Registros de Chajarí



Descrição


Trata-se de uma espécie de inseto escavador de médio porte que apresenta características morfológicas bastante distintas e hábitos predominantemente subterrâneos. Os adultos, constituídos quase exclusivamente por fêmeas na maioria das populações invasoras, medem entre 18 e 25 milímetros de comprimento. Apresentam um pronoto marrom-escuro a preto brilhante, caracterizado por uma faixa anterior contrastante de cor amarelo-pálido ou creme. Suas asas anteriores, conhecidas como tégminas, possuem uma coloração marrom-clara translúcida e ultrapassam ligeiramente a extremidade do abdômen, permitindo voos curtos e desajeitados. O corpo é robusto e ligeiramente achatado dorsoventralmente, sustentado por pernas fortemente espinhosas adaptadas para escavação. As ninfas não possuem asas e exibem os segmentos abdominais posteriores foscos e ásperos, diferindo do brilho polido dos adultos.

Distribuição geográfica: Com origem provável na região Indo-Malaia do sudeste asiático, este táxon alcançou uma distribuição cosmopolita de grande sucesso através do comércio global de plantas ornamentais. Hoje está amplamente estabelecido em regiões tropicais e subtropicais do globo. É extremamente comum no sul dos Estados Unidos, México, América Central, ilhas do Caribe e em grande parte da América do Sul, com ampla presença no Brasil, Colômbia e Argentina. Em regiões temperadas do hemisfério norte, como na Europa ou no norte da América do Norte, sua sobrevivência ao ar livre é limitada pelo inverno, restringindo sua ocorrência quase que exclusivamente ao interior de estufas aquecidas.

Ambiente: Habita preferencialmente substratos úmidos e soltos, mostrando grande afinidade por solos ricos em matéria orgânica, serrapilheira, pilhas de composto e detritos vegetais. É frequentemente encontrada sob rochas, troncos caídos, vasos de plantas e entulhos de jardins. Como espécie semi-fossorial, necessita de solos macios, arenosos ou argilosos ricos em húmus para escavar com facilidade. Em áreas urbanizadas, adaptou-se com perfeição a estufas, viveiros e jardins residenciais, locais que oferecem um microclima ideal com umidade elevada constante e temperaturas quentes ao longo do ano.

Alimentação: Apresenta comportamento alimentar fitófago e detritívoro, consumindo uma vasta gama de materiais orgânicos. Além de se alimentar de detritos vegetais em decomposição, este inseto consome tecidos de plantas vivas. É amplamente reconhecido como uma praga agrícola e hortícola, pois rói e consome as raízes, brotos tenros e a casca basal de plantas ornamentais e culturas agrícolas, prejudicando o desenvolvimento vegetal. Plantas dos gêneros Rosa e Hibiscus, além de várias espécies de palmeiras, estão entre suas fontes de alimento preferidas. Em cativeiro ou compostagem, recicla restos de frutas e vegetais com extrema eficiência.

Comportamento: Exibe hábitos estritamente noturnos e uma acentuada fotofobia, evitando ativamente qualquer exposição à luz solar direta. Durante o dia, permanece enterrada a alguns centímetros de profundidade no solo ou oculta em frestas úmidas e escuras. Ao anoitecer, emerge à superfície para se alimentar e interagir no ambiente. Apesar de possuir asas desenvolvidas, as fêmeas raramente voam, priorizando uma locomoção terrestre rápida. Quando perturbada, sua principal estratégia de defesa é a rápida escavação retrógrada no solo macio utilizando as tíbias espinhosas, ocultando-se completamente em poucos segundos.

Reprodução: Na grande maioria de suas populações colonizadoras, o processo reprodutivo ocorre por meio de partenogênese telítoca obrigatória, um método assexuado no qual as fêmeas geram progênies femininas viáveis sem a necessidade de fertilização por machos. Por esse motivo, indivíduos machos são extremamente raros ou ausentes fora de sua área nativa. A espécie é ovovivípara, retendo a ooteca internamente em uma bolsa incubadora abdominal até o momento da eclosão. As ninfas completam seu desenvolvimento embrionário dentro do corpo materno e nascem ativas. Cada postura gera entre 30 e 36 ninfas, que passam por várias ecdises até atingirem a maturidade.

Categoria de conservação: Devido à sua imensa distribuição geográfica, alta capacidade de colonização e status de praga exótica invasora em muitos países, este táxon não foi avaliado pela Lista Vermelha da UICN. Suas populações globais permanecem estáveis e em contínua expansão territorial devido às atividades de transporte humano de plantas e solo.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 30/08/2026




Distribuição geográfica


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Foto
ID de Fotografia: 103607
  Adulto

Chajarí
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21/06/2015
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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
53382416/01/2017ArgentinaEntre RíosUrquiza y Sáenz Peña, Chajarí50Carlos M. Grassini
38331301/01/2016ArgentinaEntre RíosUrquiza y Sáenz Peña, Chajarí30Carlos M. Grassini
36190904/11/2015ArgentinaEntre RíosUrquiza y Sáenz Peña, Chajarí20Carlos M. Grassini
31106530/07/2015ArgentinaEntre RíosBarrio Centro, ChajaríCarlos M. Grassini
29876521/06/2015ArgentinaEntre RíosUrquiza y Sáenz Peña, ChajaríCarlos M. Grassini
29482815/06/2015ArgentinaEntre RíosUrquiza y Sáenz Peña, ChajaríCarlos M. Grassini
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Pycnoscelus surinamensis – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 17/09/2026.