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Punica granatum

Punica granatum

L.
Granada
Pomegranate

Família: Lythraceae
Ordem: Myrtales
Classe: Magnoliopsida
Filo / Divisão: Magnoliophyta
Reino: Plantae

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Descrição


A romã é o fruto da romãzeira (nome científico: Punica granatum), comum no Mediterrâneo Oriental e Médio Oriente, onde a polpa é usada para a preparação de aperitivos, sobremesa ou algumas vezes em bebida alcoólica. O seu interior é subdividido por finas películas, que formam pequenas sementes possuidoras de uma polpa comestível.

Etimologia: Existem duas etimologias defendidas para a palavra romã. A primeira, predominante, que normalmente aparece nos dicionários, afirma que romã descende, por via vulgar, do latim mala romana («maçã romana»). Entretanto, questionamentos são feitos quanto à veracidade dessa etimologia, tendo em vista que os romanos referiam-se ao fruto apenas como malum punicum («maçã cartaginesa») ou malum granatum («maçã granulada»). Para esses pesquisadores, romã trata-se, na verdade de um arabismo descendente do termo rummān («romã»), que deriva da raiz protossemita *r-m-(-n) («romã»). Isso tornaria a palavra cognata do hebraico rimmon («romã»).

Fruto: É uma baláustia. É coberto por uma casca coreácea de cor castanho brilhante e contém suco com coloração de carmesim, em bolsas individuais, contendo cada uma grande semente.

Contém alcalóides como a pelieterina e isopelieterina; e os taninos gálicos.

História: Segundo pesquisadores russos, a romãzeira provém da Grécia, Síria e Chipre e também centro do Oriente Próximo, que inclui o interior da Ásia Menor, a Transcaucásia, o Irã e as terras altas do Turcomenistão, junto com outras plantas frutíferas como a figueira, macieira, pereira, marmeleiro, cerejeira, amendoeira, avelaneira e castanheira.

A importância da romã é milenar, aparece nos textos bíblicos, está associada às paixões e à fecundidade. Os gregos a consideravam como símbolo do amor e da fecundidade. A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois se acreditava em seus poderes afrodisíacos. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano novo quando sempre acreditam que o ano que chega sempre será melhor do que aquele que vai embora.

Segundo a Bíblia, quando os judeus chegaram à terra prometida, após abandonarem o Egito, os 12 espias que foram enviados para aquele lugar voltaram carregando romãs e outros frutos como amostras da fertilidade da terra que Jeová (Deus) prometera. Ela estaria presente nos jardins do Rei Salomão. Foi cultivada na antiguidade pelos fenícios, gregos e egípcios. Em Roma, a romã era considerada nas cerimônias e nos cultos como símbolo de ordem, riqueza e fecundidade.

Os judeus a chamavam de rimmon (do hebraico רמון); entre os árabes, era conhecida como rumman (do árabe رمان); mais tarde, os portugueses a chamaram de romã ou "roman". Na Idade Média, a romã era, frequentemente, considerada como um fruto cortês e sanguíneo, aparecendo também nos contos e fábulas de muitos países. Os povos árabes salientavam os poderes medicinais dos seus frutos e como alimento. Tanto a planta como o fruto têm sido utilizados em residências ou em banquetes pelo efeito decorativo das suas flores e dos seus frutos, além do seu uso como cerca viva e planta ornamental.

Cultivo e Comércio: São famosas as romãs da Provença, de Malta, da Espanha, da Itália. O seu cultivo é realizado em mais de 100 países do mundo. Dos países do Mediterrâneo, atravessou o Atlântico e acabou aportando no Brasil. Neste país a planta encontrou todas as condições favoráveis para um crescimento vegetativo, florescimento, frutificação e produção de frutos de primeira qualidade. O seu maior interesse no mundo está no seu cultivo para o consumo como fruta fresca. Também tem a sua aplicação em clínicas especializadas no campo da medicina moderna e para receitas especializadas.

A Espanha é um dos mais importantes países produtores do mundo e o maior produtor e exportador do mercado comum europeu. A Turquia, com 60 000 toneladas, e a Tunísia, com 55 000 toneladas, são grandes produtores mundiais, mas, nestes dois países, existe um sistema de cultivo menos intensivo e menos especializado quando comparado com o cultivo na Espanha, e uma rede de comercialização pouco desenvolvida, com apenas 2 a 7% de exportação da sua produção total. Na Espanha romã é granada. A arma granada tem esse nome devido parecer com a polpa e sementes do romã que em espanhol é granada.

Tradicionalmente, o Reino Unido tem sido o principal comprador de romã da Espanha, com os seus frutos destinando-se fundamentalmente ao consumo ao natural e especialmente nas zonas de mineração da Inglaterra, devido às suas propriedades benéficas frente à contaminação de metais pesados.

Entre os principais países importadores, estava, em primeiro lugar, a Inglaterra, que absorvia os frutos de calibres pequenos; em segundo lugar, a França, que queria os frutos de grande calibre; em terceiro lugar a Itália que, nos últimos anos, estava aumentando muito a quantidade importada de romãs da Espanha. Em quarta posição, encontram-se os países árabes, que aceitavam frutos de qualidade um pouco inferior e que representam muito para a Espanha para poder descongestionar o resto dos mercados e evitar uma oferta excessiva de frutos.

Benefícios para a saúde: Estudos mostraram que a romã pode ajudar a reduzir a pressão arterial e ser utilizada na prevenção de alguns problemas cardiovasculares. Um estudo da Universidade Queen Margaret, na Escócia, mostra que o seu consumo leva a um aumento de testosterona que pode variar entre 16% e 30%. Também é popularmente conhecida por ter como ótimo fruto e semente para ajudar no controle regular do fluxo menstrual.

  • MANICA, I. Frutas Nativas e Exóticas 4. Romã. Porto Alegre, RS, Cinco Continentes. 90p.?, 2007? (no prelo em fase de edição).
  • VASCONCELOS, J. C. V. - Noções sobre a Morfologia Externa das Plantas Superiores. Lisboa: DirecçãoLGeral dos Serviços Agrícolas, 1969

Fonte: Wikipedia, artigo Punica granatum. Conteúdo adaptado da Wikipedia, disponível sob a licença CC BY-SA 4.0. Acessado em 17/07/2026.





Distribuição geográfica


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Fotografias da espécie

Quantidade: 15

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ID de Fotografia: 516748
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Gualeguaychú
Entre Ríos
Argentina
04/12/2022
Gustavo Puente
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ID de Fotografia: 516747
  Adulto

Gualeguaychú
Entre Ríos
Argentina
04/12/2022
Gustavo Puente
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General Pico
La Pampa
Argentina
28/10/2022
Hugo Alberto Valderrey
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Mar del Plata
Buenos Aires
Argentina
10/12/2021
Jorge Iriberri
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Salta (Capital)
Salta
Argentina
08/10/2021
Eduardo Vicente Fumarola
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Salta (Capital)
Salta
Argentina
08/10/2021
Eduardo Vicente Fumarola
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Salta (Capital)
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08/10/2021
Eduardo Vicente Fumarola
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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
168317004/12/2022ArgentinaEntre RíosGualeguaychúGustavo Puente
166798628/10/2022ArgentinaLa PampaGeneral PicoHugo Alberto Valderrey
151475710/12/2021ArgentinaBuenos AiresCiudad, Mar del PlataJorge Iriberri
147415008/10/2021ArgentinaSaltaParque San Martín, Salta (Capital)Eduardo Vicente Fumarola
142127427/06/2021ArgentinaCórdobaLas VarillasHugo Caverzasi
141564715/06/2021ArgentinaBuenos AiresCiudad, Mar del PlataJorge Iriberri
141313208/06/2021ArgentinaBuenos AiresCerca de la ciudad, Mar del PlataJorge Iriberri
141292207/11/2020ArgentinaCórdobaMiramarHugo Caverzasi
141164826/04/2020ArgentinaLa PampaGeneral PicoHugo Alberto Valderrey
145845220/09/2019ArgentinaEntre RíosZona urbana, Colonia AvellanedaNéstor Trossero
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Punica granatum – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 15/09/2026.