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Pterodroma macroptera

Fura-buxo-de-cara-cinza


Pterodroma macroptera

(Smith, 1840)
Petrel Alas Largas
Great-winged Petrel

Família: Procellariidae
Ordem: Procellariiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Petrel Apizarrado.

Sinônimos: Procellaria macroptera.





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Registros de Océano Atlántico - Aguas argentinas

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta uma conformação morfológica encorpada e aerodinâmica própria dos grandes petréis oceânicos, medindo entre 41 e 43 cm de comprimento total, ostentando uma envergadura que varia de 97 a 105 cm e massa corporal situada entre 450 e 750 gramas. A plumagem exibe uma tonalidade global predominantemente uniforme em castanho-escuro fuliginoso ou preto-amarronzado, a qual pode desbotar para tons mais claros antes da muda sazonal. Ao redor da base do bico, que é volumoso, adunco e inteiramente negro, certos indivíduos apresentam nuances acinzentadas ou esbranquiçadas restritas à fronte e ao queixo. Suas asas são compridas, estreitas e afiladas, adaptadas para o voo dinâmico de alto rendimento. Os tarsos e os pés palmados são uniformemente negros, diferindo das espécies congêneres que possuem membros bicolores. Não há dimorfismo sexual evidente na plumagem, conquanto os machos registrem medidas cefálicas e alares ligeiramente superiores às das fêmeas.

Distribuição geográfica: Apresenta uma vasta distribuição pelágica circun-antártica concentrada nas águas temperadas e subtropicais do hemisfério sul, ocorrendo frequentemente entre os paralelos 30° S e 50° S. As suas principais colônias reprodutivas estão situadas em ilhas oceânicas do sul do oceano Atlântico e do sul do oceano Índico, compreendendo Tristão da Cunha, ilha Gough, ilhas Príncipe Eduardo, ilha Marion, arquipélago de Crozet, ilhas Kerguelen e ilhotas costeiras do sudoeste da Austrália. Nos períodos não reprodutivos, dispersa-se intensamente pelos mares abertos, alcançando zonas pelágicas ao largo da América do Sul, África do Sul e margens meridionais da Oceania.

Ambiente: Trata-se de um táxon marinho estrito e pelágico que permanece em alto-mar ao longo de praticamente todo o ciclo biológico, demandando áreas terrestres exclusivamente para atividades reprodutivas. Ocupa águas profundas e temperadas frias, mantendo estreita relação com frentes oceânicas, quebras de plataforma continental e áreas de ressurgência produtivas. No ambiente insular de reprodução, ocupa encostas íngremes, platôs vulcânicos e encostas litorâneas cobertas por densas tufas de gramíneas oceânicas (Poa flabellata) e vegetação rasteira, onde o substrato orgânico facilita a escavação de tocas protetoras.

Alimentação: Tem uma dieta fundamentalmente carnívora e noturna, tirando partido da migração vertical de organismos marinhos rumo à superfície. Os cefalópodes formam a base predominante de sua nutrição, destacando-se lulas oceânicas das famílias Histioteuthidae, Cranchiidae e Ommastrephidae, complementadas por peixes mictifídeos bioluminescentes e crustáceos pelágicos, sobretudo eufausiáceos e anfípodes. A captura do alimento é realizada mediante mergulhos superficiais ou captura direta na película da água, orientando-se frequentemente pela bioluminescência dos organismos alvos na escuridão marinha.

Comportamento: Caracteriza-se por um voo planado dinâmico vigoroso e ágil, cruzando os ventos marítimos em arcos pronunciados que minimizam o gasto de energia durante travessias interoceânicas. Mantém hábitos solitários em mar aberto, congregando-se raramente em pequenos grupos sobre manchas ricas de presas. Para repelir o risco de predação por moleiros (Catharacta spp.), a aproximação às colônias em terra firme ocorre apenas sob manto noturno, ocasião em que emite chamados estridentes e assobios característicos para defender a área do ninho e manter o vínculo com o parceiro.

Nidificação: Adota um padrão reprodutivo incomum para aves marinhas austrais ao procriar durante o inverno. A postura ocorre entre maio e junho, momento em que a fêmea deposita um único ovo de cor branca pura no fundo de uma galeria subterrânea escavada no solo turfoso ou no interior de fendas rochosas. A incubação é partilhada por ambos os cônjuges e dura de 53 a 57 dias, com revezamentos que podem exceder uma semana de duração. O filhote é nutrido com óleo estomacal e presas regurgitadas, concluindo o desenvolvimento de sua plumagem e abandonando a colônia após um período de 120 a 135 dias, perto do final da primavera.

Categoria de conservação: Encontra-se listada na categoria de Pouco Preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), em função de sua colossal extensão de ocorrência e de um efetivo populacional global avaliado em várias centenas de milhares de espécimes. Não obstante, diversas colônias insulares sofrem impactos significativos causados por espécies exóticas invasoras, destacando-se ratos (Rattus spp.), camundongos (Mus musculus) e gatos ferais, predadores de ovos e filhotes. O impacto incidental decorrente da pesca com espinhel e as oscilações climáticas globais configuram ameaças adicionais para a sua sustentabilidade.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 25/10/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
71886213/03/2018ArgentinaOcéano Atlántico - Aguas argentinasFrente a Buenos AiresChristian Savigny
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Fura-buxo-de-cara-cinza (Pterodroma macroptera) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 30/10/2026.