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Psittacara mitratus

Psittacara mitratus

(Tschudi, JJ, 1844)
Calancate Cara Roja
Mitred Parakeet

Família: Psittacidae
Ordem: Psittaciformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Aratinga mitrata, Conurus mitratus.

Subespécies:





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta um porte médio a grande dentro de sua família, com um comprimento total que varia de 34 a 38 centímetros e peso oscilando entre 150 e 200 gramas. A plumagem geral é dominantemente verde-brilhante, tornando-se ligeiramente mais clara e amarelada na região ventral do corpo. O detalhe diagnóstico mais conspícuo e marcante deste táxon é uma vibrante máscara vermelho-escarlate que adorna a testa, os lores, as bochechas e a área ao redor dos olhos, frequentemente estendendo-se em manchas vermelhas dispersas pelo pescoço, flancos e coxas. Exibe um proeminente anel oftálmico nu de cor branco-esbranquiçada, contrastando com a íris que varia de amarelo a laranja. O bico é forte, curvo e de tom marfim-claro, enquanto as patas são cinzentas. Os indivíduos juvenis diferenciam-se por apresentarem pouca ou nenhuma marcação vermelha na cabeça, a qual surge gradualmente com as sucessivas mudas de penas até a maturidade.

Distribuição geográfica: Sua ocorrência nativa estende-se ao longo da vertente oriental da Cordilheira dos Andes, indo do centro e sul do Peru, passando pelo oeste da Bolívia, até alcançar o noroeste da Argentina, com registros consolidados nas províncias de Salta, Jujuy, Tucumán e Catamarca. Além disso, devido a escapes acidentais do comércio de animais de estimação, a espécie estabeleceu populações ferais reprodutivas e autossustentáveis em áreas urbanas de Califórnia, Flórida e Havaí nos Estados Unidos, bem como em metrópoles sul-americanas como Lima e Buenos Aires.

Ambiente: Habita preferencialmente vales interandinos e encostas montanhosas sob climas temperados e subtropicais, distribuindo-se em altitudes que variam de 1000 a 3400 metros acima do nível do mar, podendo atingir excepcionalmente os 4000 metros. Associa-se fortemente às florestas úmidas de montanha, conhecidas como Yungas, matas decíduas, matagais semiáridos e zonas agrícolas adjacentes. Demonstra uma extraordinária plasticidade adaptativa, colonizando com facilidade parques urbanos e arborização de cidades, onde encontra alimento constante e locais adequados para pouso e abrigo.

Alimentação: Classifica-se como um fitófago generalista e oportunista, consumindo uma grande diversidade de itens vegetais de acordo com a sazonalidade. Sua dieta é baseada em sementes, frutos, bagas, brotos e flores de árvores nativas, como as do gênero Podocarpus, e de cactáceas andinas. Em áreas antropizadas ou de cultivo, costuma alimentar-se em plantios de milho, figo, citros e nozes, comportamento que ocasionalmente gera conflitos com produtores rurais devido a perdas agrícolas. Utiliza seu bico robusto como apoio de escalada e para descascar e manusear alimentos com precisão.

Comportamento: É uma ave extremamente gregária e sociável, deslocando-se em bandos barulhentos que costumam abrigar de uma dezena a mais de cem indivíduos. O voo é rápido, retilíneo, com batidas de asas frequentes, sempre acompanhado por vocalizações agudas e estridentes que ajudam a manter a integridade do bando. Utiliza dormitórios coletivos situados em paredões rochosos íngremes ou nas copas de árvores altas, partindo em massa ao amanhecer para as áreas de forrageamento. Realiza movimentos migratórios altitudinais de caráter sazonal, movendo-se conforme a oferta de recursos alimentares.

Nidificação: O período reprodutivo ocorre principalmente entre os meses de novembro e março, período que coincide com a maior oferta de alimentos no ambiente. Trata-se de uma espécie monógama que estabelece parceiros estáveis. Para a postura, utiliza cavidades profundas em penhascos rochosos, barrancos de argila ou ocos naturais em troncos de árvores de grande porte. A fêmea realiza a postura de 2 a 4 ovos brancos, incumbindo-se da incubação por um período que varia de 23 a 26 dias, enquanto o macho assegura sua alimentação. Ambos os pais alimentam os filhotes por regurgitação até que estes deixem o ninho, o que ocorre por volta dos 50 a 60 dias após a eclosão.

Categoria de conservação: Encontra-se listada como Pouco Preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Embora a população global permaneça numerosa e amplamente distribuída, as ameaças locais persistem sob a forma de perda e fragmentação do hábitat andino devido à expansão agropecuária, somadas à captura ilegal para o comércio pet, uma prática histórica que, embora tenha reduzido algumas populações locais, impulsionou a introdução da espécie fora de seu hábitat de origem.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 17/07/2026




Distribuição geográfica


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90222807/12/2018ArgentinaTucumánCamping Samay chochunaGlauco Oliveira
90769802/12/2018ArgentinaCatamarcaQuebrada de El Tala, El TalaGonzalo Martínez
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Psittacara mitratus – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 24/09/2026.