Subespécies: Não existentes, apresenta-se apenas Procellaria conspicillata (Gould, 1844).
Considerar que, embora o táxon tenha sido originalmente descrito como espécie, por muito tempo foi considerado uma subespécie de Procellaria aequinoctialis (Sinônimo: Procellaria aequinoctialis conspicillata). No entanto, Ryan (1998) recomendou que fosse novamente considerado uma espécie com base nas diferenças vocais (Brooke, 2004 em Chavez et al., 2014) e essa recomendação foi sustentada por estudos genéticos (Ryan, dados não publicados).
Descrição: De tamanho médio e aparência semelhante, podendo ser confundido apenas com o Petrel Negro (Procellaria westlandica) e o Petrel Barbatana Branca (Procellaria aequinoctialis), sendo este último principalmente devido à presença de exemplares com manchas brancas na face. O Petrel de Óculos tem tamanho médio e é facilmente distinguível pela presença de manchas brancas ao redor dos olhos (Onley e Scofield, 2007 em Chavez et al., 2014). Sua coloração geral é marrom-escura, fortemente contrastada pelos brancos na cabeça, o que ajuda na identificação mesmo a distância. Essas formações brancas geralmente têm o aspecto de "óculos", embora haja indivíduos com algumas variações mínimas. As patas são negras e o íris é de cor marrom-escuro. Completando seu belo design, o bico é negro e amarelado, com o padrão típico do gênero Procellaria.
Dimorfismo Sexual: Não existente.
Ambiente: A espécie é estritamente oceânica, chegando ao arquipélago apenas para nidificar. A distância média dos avistamentos dessa espécie em relação à costa Argentina é de 144,5 milhas náuticas +/- 60,9 milhas, com o registro mais próximo da costa Argentina até o momento sendo em 15/03/2015 (Jellyfish, com. pers.).
Distribuição: Arquipélago Tristan da Cunha, chegando às costas do Brasil, onde é muito abundante (Colobuono e Vooren, 2007), Argentina e Uruguai (geralmente sobre o talude continental). Ao leste, sua distribuição chega às costas da Namíbia e África do Sul. Foi confirmado, por meio do uso de transmissores via satélite, que a maioria dos indivíduos permanece entre 25–40°S no Oceano Atlântico Sudoeste (Bugoni et al., 2009).
Comportamento: Costuma seguir embarcações pesqueiras (Chavez et al., 2014).
Nidificação: A espécie nidifica exclusivamente na Ilha Inacessível (37°17"S, 12°45"O) (Rowan et al., 1951; Ryan, 1998 em Chavez et al., 2014), que faz parte do arquipélago britânico Tristan da Cunha, composto por várias ilhas (a maior, com o mesmo nome, e as desabitadas Inacessível e Nightingale). Essas ilhas são as mais remotas de qualquer outro lugar habitado na Terra, e como tal, estão registradas no Livro dos Recordes do Guinness.
Autor desta compilação: Diego Oscar
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