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Polybia occidentalis

Marimbondo Farinha Seca


Polybia occidentalis

Camoatí de Bandas Amarillas
Yellow-banded Camoatí

Família: Vespidae
Ordem: Hymenoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Descrição


Apresenta-se como um inseto himenóptero de hábitos altamente eusociais, caracterizado por um corpo esguio, compacto e de tamanho relativamente pequeno, com adultos medindo entre 8 e 11 milímetros de comprimento total. A morfologia externa desta espécie revela um tegumento predominantemente preto brilhante ou castanho-escuro, ricamente adornado com faixas amarelas vivas nas margens dos tergitos abdominais, no escutelo, metanoto e em partes da face. Possui um par de antenas geniculadas escuras, mandíbulas fortes adaptadas para mastigar fibras vegetais e capturar presas, além de grandes olhos compostos que auxiliam na orientação diurna. Suas asas anteriores e posteriores são membranosas, de aspecto hialino a levemente enfumaçado, acoplando-se perfeitamente durante o voo. O abdômen termina em um aguilhão modificado associado a glândulas de peçonha, usado ativamente tanto na captura de presas quanto na defesa coletiva da colônia.

Distribuição geográfica: Distribui-se amplamente pela região neotropical, cobrindo uma vasta faixa latitudinal. Sua ocorrência está registrada desde o sul do México, passando por toda a América Central em países como Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Na América do Sul, habita grandes extensões da Colômbia, Venezuela, Guianas, Equador, Peru, Bolívia e a quase totalidade do Brasil (com grande densidade no Cerrado e na Mata Atlântica), estendendo seu limite meridional até o norte da Argentina e áreas temperadas do Paraguai.

Ambiente: Demonstra uma excepcional plasticidade ecológica, ocupando desde florestas tropicais úmidas de baixada e florestas estacionais decíduas até formações savânicas como o Cerrado brasileiro. Adapta-se muito bem a ambientes antropizados, sendo extremamente comum em áreas agrícolas, pomares, pastagens, jardins suburbanos e parques urbanos, onde se beneficia da abundância de estruturas artificiais para fixação de seus ninhos e de fontes artificiais de alimento.

Alimentação: Atua como uma predadora generalista e coletora oportunista de substâncias líquidas. Os adultos buscam fontes energéticas de carboidratos, como o néctar das flores, seiva vegetal, suco de frutos maduros expostos e a melaça excretada por hemípteros fitófagos. Para suprir as demandas proteicas das larvas, as operárias caçam ativamente uma gama variada de artrópodes de corpo mole, com predileção por lagartas de lepidópteros e larvas de dípteros, desempenhando papel fundamental no controle biológico natural.

Comportamento: Exibe uma organização social altamente complexa estruturada sob o polietismo temporal, onde a divisão de tarefas é baseada na idade das operárias. Indivíduos jovens assumem atividades internas, como nutrição larval, faxina e ampliação do ninho, enquanto indivíduos mais velhos realizam o forrageamento externo. Constroem ninhos fechados dotados de um envelope protetor, confeccionados com uma mistura de fibras de madeira mastigadas e secreções salivares, resultando em um material semelhante ao papelão cinza. A defesa da colônia é extremamente coordenada; as operárias liberam feromônios de alarme ao menor sinal de perturbação, desencadeando ataques defensivos rápidos contra potenciais predadores.

Reprodução: O sistema reprodutivo desta espécie eusocial baseia-se na poliginia, o que significa que o ninho abriga múltiplas rainhas férteis que coexistem e compartilham a postura de ovos. A fundação de novas colônias ocorre por enxameamento, um processo cooperativo em que um grupo numeroso de operárias acompanha várias rainhas na escolha e construção de um novo sítio. Os ovos são depositados individualmente em células hexagonais de papel. Após a eclosão, as larvas são alimentadas continuamente por alimentação progressiva realizada pelas operárias através de trofalaxia ou porções de presas maceradas. Ao final da fase larval, a célula é selada com seda para a pupação, culminando na emergência de novas operárias, rainhas ou machos.

Categoria de conservação: Encontra-se catalogada como Não Avaliada (NE) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). A espécie não sofre ameaças iminentes à sua sobrevivência global devido à sua abundância extrema, resiliência frente à perda de habitat e papel ecológico benéfico em ambientes agrícolas e urbanos na região neotropical.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 10/08/2026




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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
21951301/01/2015BrasilSão PauloVinhedoMarcos Nurczyk Iorio
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Marimbondo Farinha Seca (Polybia occidentalis) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 26/09/2026.