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Pluvialis dominica

Batuiruçu


Pluvialis dominica

(Müller, PLS, 1776)
Chorlo Pampa
American Golden Plover

Família: Charadriidae
Ordem: Charadriiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Charadrius dominicius.





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta uma silhueta esbelta e compacta, típica das aves limícolas de médio porte, medindo entre 24 e 28 cm de comprimento, com uma envergadura de asas de 65 a 72 cm e peso corporal que oscila de 122 a 194 g. No período reprodutivo, ostenta uma plumagem nupcial de forte contraste, caracterizada pelas partes inferiores inteiramente pretas, estendendo-se da face e garganta até o ventre, delimitadas por uma faixa branca contínua que desce pelas laterais da cabeça, pescoço e peito. As partes superiores exibem um intrincado padrão carijó de tons pretos, dourados e brancos, proporcionando uma camuflagem eficiente no solo da tundra. Na plumagem não reprodutiva, esse padrão vistoso é substituído por tons mais discretos de cinza e pardo, com o peito estriado e uma marcante sobrancelha esbrançada. O bico é curto, robusto e de coloração preta, enquanto suas pernas longas e finas apresentam um tom cinza-escuro a enegrecido.

Distribuição geográfica: Realiza uma das jornadas migratórias mais longas e impressionantes de todo o reino animal. Nidifica na tundra ártica do Alasca e do norte do Canadá. Durante o outono boreal, inicia uma migração transoceânica massiva sobre o Oceano Atlântico ocidental, partindo do nordeste da América do Norte em direção às suas áreas de invernada no Cone Sul da América do Sul, cobrindo o sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e os pampas da Argentina central. Na migração de retorno na primavera, utiliza uma rota predominantemente continental através do Vale do Mississippi, nos Estados Unidos, completando uma rota elíptica anual de até 40.000 quilômetros.

Ambiente: Durante a fase reprodutiva, habita exclusivamente a tundra seca e aberta, preferindo encostas expostas, cumes rochosos e áreas ricas em líquens, musgos e arbustos anões. Fora da época de cria, durante a migração e invernada, sua ecologia muda radicalmente, passando a ocupar áreas abertas não florestais, como pastagens úmidas, campos agrícolas, savanas sazonais, lodaçais estuarinos e praias arenosas, demonstrando grande capacidade de adaptação a paisagens modificadas pelo homem, como campos arados recentes.

Alimentação: Atua como um predador oportunista de dieta ampla, consumindo principalmente invertebrados terrestres. Sua alimentação é composta por grandes quantidades de besouros, moscas, larvas de insetos, gafanhotos, aranhas e minhocas. Em áreas de parada costeira, enriquece sua dieta com pequenos moluscos e crustáceos. No final do verão ártico, antes de iniciar o grande voo migratório, consome intensamente frutos silvestres (como bagas do gênero Empetrum), acumulando reservas lipídicas cruciais que servirão de combustível para as longas jornadas de voo ininterrupto.

Comportamento: Demonstra alta sociabilidade fora do período reprodutivo, reunindo-se em grandes bandos durante as migrações e nos locais de invernada, muitas vezes associando-se a outros maçaricos e batuíras. Seu método de caça baseia-se no clássico movimento de "correr e parar", localizando visualmente as presas antes de efetuar investidas rápidas. É dotada de uma capacidade de voo extraordinária, sendo capaz de sustentar voos diretos e ininterruptos de milhares de quilômetros sobre o oceano aberto, demonstrando grande resistência aerodinâmica sob ventos fortes.

Nidificação: Trata-se de uma espécie monogâmica, na qual os machos defendem ativamente seus territórios de reprodução por meio de exibições aéreas e vocalizações territoriais marcantes. O ninho consiste em uma depressão rasa no solo, geralmente escavada sobre tapetes de líquens ou musgos, forrada de forma esparsa com folhas secas, gramíneas e pedaços de líquen. A fêmea realiza a postura de geralmente quatro ovos de cor creme a bege, densamente salpicados com manchas marrom-escuras e pretas. Ambos os genitores dividem a incubação por um período de 26 a 27 dias, com o macho assumindo o ninho durante o dia e a fêmea durante a noite. Os filhotes são nidífugos, deixando o ninho poucas horas após a eclosão para buscar o próprio alimento sob supervisão dos pais, adquirindo capacidade total de voo entre os 22 e 24 dias de vida.

Categoria de conservação: Atualmente, está classificada na categoria de Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da IUCN. Apesar de sua vasta distribuição geográfica, suas populações globais enfrentam tendências de declínio decorrentes da perda e degradação de campos nativos por conta da expansão agrícola na América do Sul, do uso intensivo de pesticidas que reduz a disponibilidade de presas, e dos severos impactos causados pelas mudanças climáticas, que alteram a vegetação nativa e o ciclo de insetos em suas áreas de nidificação árticas.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 01/08/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
133844629/12/2020ArgentinaBuenos AiresEa la 37, GorchsRicardo Juliano
133756527/12/2020ArgentinaEntre RíosCosta Urugiuay Sur, GualeguaychúGustavo Puente
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133243513/12/2020ArgentinaCórdobaLaguna de Garino, MatorralesFederico J. Villegas
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Batuiruçu (Pluvialis dominica) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 26/09/2026.