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Pionus maximiliani

Maitaca-verde


Pionus maximiliani

(Kuhl, H, 1820)
Loro Maitaca
Scaly-headed Parrot

Família: Psittacidae
Ordem: Psittaciformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Registros de Argentina

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


É uma ave psitaciforme de silhueta robusta e cauda curta que mede entre 27 e 30 centímetros de comprimento total e pesa aproximadamente entre 233 e 293 gramas. Sua plumagem geral é majoritariamente verde-oliva bronzeada, destacando-se pelo característico aspecto escamado na cabeça e no pescoço, proporcionado por penas de cor cinza-azulada com bordas escuras. Apresenta uma faixa transversal de tom azul-violáceo na região do pescoço e do peito superior. Como é típico do seu gênero, exibe as penas crisso e coberteiras inferiores da cauda em um tom vermelho-vivo, o que constitui uma marca de campo conspícua durante o voo. O bico é acinzentado com manchas amareladas nas laterais da maxila superior, o anel periocular nu é de coloração branco-acinzentada e a íris é castanho-escura.

Distribuição geográfica: Distribui-se amplamente pelas regiões central e oriental da América do Sul. Sua área de ocorrência engloba o Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil (estendendo-se do Piauí e Bahia até o Rio Grande do Sul), alcançando o leste da Bolívia, grande parte do Paraguai e o norte da Argentina (em províncias como Salta, Tucumán, Chaco e Misiones). Trata-se de uma espécie residente que realiza migrações sazonais locais associadas à oferta de alimento.

Ambiente: Habita uma expressiva variedade de ecossistemas florestais e de transição. É comumente registrada na Mata Atlântica, matas de galeria, áreas de Cerrado (como cerradões) e da Caatinga, além de florestas úmidas subtropicais e matas chaquenhas. Demonstra alta capacidade de adaptação a ambientes modificados pela ação humana, frequentando pomares comerciais, plantações florestais, parques urbanos e áreas suburbanas arborizadas, desde o nível do mar até cerca de 2000 metros de altitude.

Alimentação: Apresenta dieta fitófaga bastante generalista e oportunista, intimamente ligada à sazonalidade da flora local. Alimenta-se prioritariamente de sementes, frutos, flores, brotos e néctar de diversas árvores nativas. Entre os itens mais consumidos estão os pinhões da palmeira nativa e da conífera Araucaria angustifolia, além de figos silvestres (Ficus spp.) e frutos de palmeiras. Ocasionalmente, invade áreas de monocultura para consumir milho e frutas cítricas, o que pode gerar atritos pontuais com produtores rurais.

Comportamento: Revela hábitos gregários muito marcantes, sendo frequentemente observada em casais ou em bandos coesos de 10 a 30 indivíduos, embora possa formar grandes concentrações de centenas de indivíduos em dormitórios coletivos fora da época de reprodução. Possui um estilo de voo muito característico, com batidas de asas profundas, lentas e ritmadas abaixo da linha horizontal do corpo. Mostra-se extremamente barulhenta enquanto voa, emitindo gritos metálicos e ásperos, mas torna-se silenciosa e camuflada quando pousada no dossel das árvores para se alimentar, reduzindo o risco de predação.

Nidificação: O período reprodutivo ocorre geralmente entre o final da primavera e o verão. Para fins de reprodução, esta espécie utiliza cavidades naturais em troncos de árvores vivas ou secas, ou assume cavidades antigas escavadas por pica-paus de grande porte. A postura consiste tipicamente de 3 a 4 ovos brancos. A incubação é realizada unicamente pela fêmea por um período de 24 a 26 dias, intervalo no qual ela é alimentada pelo macho. Ambos os pais cuidam ativamente dos filhotes altriciais, alimentando-os por regurgitação. Os jovens deixam o ninho por volta de 8 a 9 semanas de idade, embora continuem dependentes dos pais por mais algum tempo.

Categoria de conservação: Está listada na categoria de Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Embora sua população global seja considerada estável e ampla, a espécie enfrenta pressões constantes decorrentes da perda e fragmentação de habitat pelo desmatamento e da captura sistemática voltada ao comércio ilegal de animais silvestres para o mercado de aves de gaiola.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 31/07/2026




Distribuição geográfica


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Fotografias da espécie

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ID de Fotografia: 170309
♂ ♀
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Parque Pereyra Iraola
Buenos Aires
Argentina
10/10/2016
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Comandante Andresito
Misiones
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27/03/2016
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Página 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
250894814/08/202615:02ArgentinaMisionesRuta Nacional 101 - Tierra colorada, Parque Nacional IguazúSilvina Collado
240745023/11/2025ArgentinaMisionesParque Provincial de la Araucaria, San Pedro, Parque Provincial AraucariaSilvina Collado
202695026/04/2024ArgentinaJujuyRuta Provincial 6 (-24,114020, -64,402677)Silvina Collado
202651825/04/2024ArgentinaJujuyRuta Provincial 6 (-23,998130, -64,314615)5Silvina Collado
181254520/08/2023ArgentinaMisionesParque Provincial Cruce CaballeroSilvina Collado
181164019/08/2023ArgentinaMisionesParque Provincial Caá YaríSilvina Collado
179788425/07/2023ArgentinaSaltaYariguarendaSilvina Collado
164801026/09/2022ArgentinaMisionesRuta Nacional 101 - Tierra colorada, Parque Nacional IguazúSilvina Collado
160152021/06/2022ArgentinaMisionesSendero Macuco, Parque Nacional Iguazú11Silvina Collado
160146120/06/2022ArgentinaMisionesSeccional Uruzú, Parque Provincial Urugua-í2Silvina Collado
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Maitaca-verde (Pionus maximiliani) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 11/10/2026.