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Phystis simois

Phystis simois

(Rober, 1913)
Asoleada
Simois Crescent

Família: Nymphalidae
Ordem: Lepidoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Registros de Camino a Los Gigantes


Descrição


Trata-se de um lepidóptero de pequeno a médio porte pertencente à subfamília Nymphalinae, amplamente conhecido por seu padrão de coloração contrastante e intrincado. Os adultos de Phystis simois apresentam uma envergadura alar que varia entre 32 e 38 milímetros. A superfície dorsal das asas possui um fundo marrom-escuro a preto, densamente decorado com bandas transversais e manchas em tons de laranja, amarelo e creme, formando um padrão que se assemelha a um tabuleiro de xadrez. Em contrapartida, a face ventral é significativamente mais clara e críptica, exibindo um mosaico complexo de tons marrom-claro, cinzento e branco-nacarado, o qual oferece uma excelente camuflagem quando a borboleta pousa com as asas fechadas sobre folhas secas ou ramos. Suas antenas são finas e terminam em uma clava apical bem definida com a ponta clara.

Distribuição geográfica: Esta espécie apresenta uma ampla distribuição geográfica pelas regiões tropicais e temperadas da América do Sul. É registrada de forma abundante no centro e sul do Brasil, habitando ecossistemas associados à Mata Atlântica e ao Cerrado. Suas populações também ocorrem de maneira contínua no norte e centro da Argentina, em todo o território do Paraguai e em diversas regiões do Uruguai, utilizando as bacias hidrográficas locais como rotas de dispersão.

Ambiente: Ocorre predominantemente em áreas de transição e habitats abertos ou semiabertos. É frequentemente encontrada em bordas de matas úmidas, clareiras de florestas secundárias, áreas de capoeira, pastagens, campos cerrados e ambientes antropizados, tais como jardins urbanos, praças e margens de estradas rurais. Demonstra uma notável resiliência ecológica, adaptando-se bem a paisagens fragmentadas, desde que haja abundância de plantas hospedeiras e umidade disponível na área de vida.

Alimentação: Na fase larval, é uma espécie herbívora especialista que se alimenta estritamente das folhas de plantas da família Acanthaceae, demonstrando preferência por espécies dos gêneros Justicia, Ruellia e Dicliptera. Os adultos alimentam-se do néctar de flores de diversas plantas herbáceas, com predileção pelas famílias Asteraceae e Verbenaceae. Os machos também realizam frequentemente o comportamento de mud-puddling, sugando umidade, sais minerais e nutrientes essenciais diretamente da lama úmida e de areia molhada na margem de corpos d´água.

Comportamento: Apresenta hábitos exclusivamente diurnos, sendo observada em atividade principalmente durante os períodos de sol intenso. Possui um voo baixo, lento e irregular, geralmente mantendo-se a menos de um metro de altura do solo ou da vegetação rasteira. Os machos demonstram um forte comportamento territorialista, utilizando folhas ensolaradas como pontos de observação para vigiar sua área de atuação, perseguir potenciais rivais e interceptar fêmeas receptivas. Praticam a termorregulação abrindo as asas para absorver calor solar.

Reprodução: O ciclo de vida tem início com o acasalamento, seguido pela busca das fêmeas por plantas hospedeiras adequadas da família Acanthaceae. A postura consiste no depósito de pequenos grupos de ovos amarelados ou esverdeados na face inferior das folhas novas, protegendo-os das intempéries climáticas e de predadores. Ao eclodirem, as lagartas passam por vários instares; nos estágios iniciais, apresentam comportamento gregário, alimentando-se em grupo sob teias finas de seda, tornando-se solitárias nos instares finais. As lagartas maduras são escuras e apresentam espinhos ramificados ao longo do corpo. A pupação ocorre sob a forma de uma crisálida pendente fixada de ponta-cabeça em ramos ou caules pelo cremáster, mimetizando perfeitamente uma folha seca para evitar a predação de aves e vespas.

Categoria de conservação: Atualmente, esta espécie não foi avaliada globalmente pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), carecendo de uma classificação na Lista Vermelha. Contudo, em avaliações regionais, é classificada como Pouco Preocupante devido à sua ampla distribuição geográfica, estabilidade populacional e capacidade de utilizar habitats degradados. As ameaças locais restringem-se ao uso indiscriminado de defensivos agrícolas e à perda de vegetação nativa por atividades agropecuárias.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 14/09/2026




Distribuição geográfica


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ID de Fotografia: 443478
 
Camino a Los Gigantes
Córdoba
Argentina
28/04/2021
Adrian Braidotti



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139905228/04/2021ArgentinaCórdobaCamino a Los GigantesAdrian Braidotti
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Phystis simois – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 20/09/2026.