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Phylloscartes sylviolus

Maria-pequena


Phylloscartes sylviolus

(Cabanis, JL; Heine, F, 1860)
Mosqueta Cara Canela
Bay-ringed Tyrannulet

Família: Tyrannidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: L[eptotriccus] sylviolus.





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Registros de Argentina

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Este pequeno e ágil passarinho pertence à vasta família dos tiranídeos e destaca-se por sua adaptação à vida nas copas das florestas úmidas. Apresenta um tamanho reduzido, medindo cerca de 11 a 12 centímetros de comprimento e pesando aproximadamente 8 gramas. O seu caráter morfológico mais marcante e diagnóstico é o conspícuo anel ocular castanho-avermelhado ou ferrugíneo, que se estende até a região auricular, conferindo-lhe uma aparência mascarada muito característica. A coroa é de tom cinza-oliva, enquanto o dorso e as partes superiores são de um verde-oliva brilhante e uniforme. As partes inferiores são predominantemente esbranquiçadas com um leve tom amarelado, especialmente nos flancos e no ventre, apresentando também estrias cinzas muito discretas na área do peito. As asas escuras exibem duas faixas transversais bem visíveis de coloração amarelo-ocre, com as bordas das penas de voo margeadas do mesmo tom. O bico é curto, reto e de cor enegrecida, ideal para a captura de pequenos artrópodes.

Distribuição geográfica: É uma espécie endêmica da ecorregião da Mata Atlântica na América do Sul. Sua área de ocorrência estende-se pelo sudeste e sul do Brasil, desde o estado do Espírito Santo e sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. Além do território brasileiro, sua presença é registrada na região oriental do Paraguai e no extremo nordeste da Argentina, limitando-se quase que exclusivamente à província de Misiones, onde suas populações são consideradas escassas e muito localizadas.

Ambiente: Habita principalmente o dossel e o subdossel de florestas tropicais e subtropicais úmidas de encosta, sendo particularmente comum em florestas montanas e submontanas entre as altitudes de 100 e 1000 metros acima do nível do mar. Tem forte preferência por florestas primárias densas e bem preservadas, ricas em epífitas e lianas, embora possa ocasionalmente frequentar florestas secundárias em estágio avançado de regeneração, evitando áreas abertas ou excessivamente degradadas pela ação humana.

Alimentação: Trata-se de uma espécie estritamente insetívora que consome uma grande variedade de pequenos invertebrados. Sua dieta inclui pequenos besouros, moscas, vespas, percevejos e aranhas. Alimenta-se ativamente nas partes mais altas das árvores, capturando suas presas através de acrobacias aéreas rápidas, destacando-se a técnica de voo pairado (sally-hovering), na qual apanha os insetos diretamente da superfície das folhas e galhos finos sem pousar.

Comportamento: É uma ave extremamente inquieta e veloz, que costuma viver solitária ou em casais. Um comportamento muito característico deste táxon é o hábito de manter a cauda levantada ou empinada enquanto pula ativamente pela folhagem densa. Associa-se com frequência a bandos mistos de aves de dossel, movendo-se em conjunto com saíras, atiradores e outros pequenos insetívoros. Sua vocalização consiste em um trinado fino, agudo e metálico, emitido de forma rápida e discreta a partir do topo das árvores.

Nidificação: O período reprodutivo ocorre principalmente durante os meses de primavera e verão, coincidindo com a época de maior abundância de recursos alimentares. Embora os dados sobre sua biologia reprodutiva sejam limitados, sabe-se que constrói um ninho de formato globular ou de bolsa, suspenso em galhos finos no subdossel. Utiliza para a confecção materiais macios como musgos, liquens, fibras vegetais e teias de aranha para dar liga e fixação à estrutura. A fêmea realiza a postura de dois a três ovos brancos, sendo a principal responsável pela incubação, embora ambos os pais colaborem ativamente na alimentação dos filhotes após a eclosão.

Categoria de conservação: Atualmente, está classificado como Quase Ameaçado (NT) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). A principal ameaça à integridade desta espécie é a contínua perda e fragmentação do bioma da Mata Atlântica devido ao desmatamento para a agricultura, pecuária e expansão urbana, o que reduz drasticamente a área de floresta contínua necessária para a manutenção de suas populações a longo prazo.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 09/10/2026




Distribuição geográfica


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213808401/08/2024ArgentinaMisionesParque Provincial Caá YaríGuillermo Marcaida
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Maria-pequena (Phylloscartes sylviolus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 09/10/2026.