Não quer ver anúncios? Cadastre-se...




Phyllomyias fasciatus

Piolhinho


Phyllomyias fasciatus

(Thunberg, CP, 1822)
Mosqueta Olivácea
Planalto Tyrannulet

Família: Tyrannidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

 Solicitar mudança




Filtros


Registros de (-26,9711,-54,1865) seguimiento 4

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Trata-se de uma pequena ave passeriforme que mede entre 10 e 11,5 cm de comprimento e possui massa corporal que oscila entre 7 e 9 gramas. Apresenta um aspecto corpóreo atarracado, caracterizado por uma coroa ligeiramente achatada e um bico curto, cônico e de coloração enegrecida. A plumagem da porção dorsal é predominantemente verde-oliva, adquirindo nuanças acinzentadas mais visíveis no topo da cabeça e na região da nuca. A face exibe um anel ocular incompleto esbranquiçado e uma faixa superciliar discreta e clara. As asas são escuras, sobressaindo-se pela exibição nítida de duas faixas alares amareladas formadas pelas pontas das coberturas médias e grandes, além de bordas claras nas rêmiges. Na região ventral, a garganta é branco-acinzentada, o peito apresenta um lavado oliváceo suave e o abdômen revela uma coloração amarelo-clara homogênea.

Distribuição geográfica: Encontra-se amplamente espalhado pelo centro-leste e sudeste da América do Sul. No território do Brasil, sua ocorrência abrange desde o estado do Maranhão e Ceará, avançando em direção ao interior por Goiás, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, alcançando longitudinalmente os estados sulinos até o Rio Grande do Sul. Sua extensão geográfica também integra o leste do Paraguai, porções limítrofes do nordeste da Bolívia e o extremo nordeste da Argentina, ocorrendo de modo conspícuo na província florestal de Misiones.

Ambiente: Frequenta predominantemente a copa e as bordas de florestas úmidas subtropicais e tropicais, com ênfase expressiva na Mata Atlântica e nas matas de galeria associadas ao domínio do Cerrado. Demonstra notável plasticidade adaptativa em relação à alteração florestal, estabelecendo-se com sucesso em capoeiras maduras, matas secundárias em regeneração, transições para a Caatinga, parques arborizados e pomares diversificados, estendendo-se altitudinalmente das planícies litorâneas até cerca de 1500 metros de altitude.

Alimentação: Apresenta hábitos alimentares onívoros, pautados no consumo contínuo de pequenos artrópodes associados a uma fração considerável de frutos silvestres. Captura meticulosamente diminutos insetos, tais como pulgões, pequenas lagartas, microcoleópteros e aranhas que habitam as folhas periféricas. Alimenta-se igualmente de pequenos frutos carnosos, bagas de plantas pioneiras e, muito frequentemente, das sementes mucilaginosas de ervas-de-passarinho da família Loranthaceae, desempenhando função ecológica ativa na ornitocoria florestal.

Comportamento: Destaca-se por uma conduta irrequieta e ativa, deslocando-se continuamente pelas extremidades dos galhos e folhagens do dossel. Procura presas por meio de manobras ágeis de respigamento, investidas aéreas curtas e voos pairados breves sobre a vegetação. Vive predominantemente solitário ou em pares que delimitam territórios estritos; contudo, integra corriqueiramente bandos mistos de aves de copa durante as horas de forrageamento. Sua comunicação vocal abrange chamados curtos, finos e metálicos emitidos em cadências regulares enquanto se move pela vegetação.

Nidificação: Elabora um ninho compacto em forma de taça profunda ou pequena esfera aberta, instalado habilmente em forquilhas de ramos finos na parte alta das árvores. Utiliza em sua composição radículas delgadas, fragmentos de folhas secas, musgos e liquens, os quais são solidamente entrelaçados com fios de teia de aranha para conceder sustentação e garantir camuflagem frente aos predadores. A postura padrão é composta por 2 ovos esbranquiçados com diminutas manchas castanhas ou avermelhadas no polo obtuso. O período de incubação dura cerca de 14 a 16 dias, com cuidados parentais compartilhados entre o casal até a independência dos filhotes.

Categoria de conservação: Encontra-se catalogado sob o estatuto de Pouco Preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Embora as florestas de sua distribuição sofram pressões antrópicas decorrentes da expansão urbana e agrícola, a espécie preserva populações amplas e demonstra excelente tolerância a ambientes florestais antropizados e secundários.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 15/10/2026




Distribuição geográfica


Carregando mapa...




Fotografias da espécie

Últimas fotografias publicadas



 Adicionar uma imagem desta espécie






Vocalizações da espécie

Últimas vocalizações publicadas



 Adicionar um áudio desta espécie





Vídeos da espécie

Últimas filmagens publicadas




 Adicionar um filme desta espécie





Relatórios da espécie



 Detalhe de lugares ordenada pelo número de registros








Página 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
257065315/09/2018ArgentinaMisiones(-26,9711,-54,1865) seguimiento 4, Guaraní1Giselle Mangini
257065207/09/2018ArgentinaMisiones(-26,9711,-54,1865) seguimiento 4, Guaraní1Giselle Mangini
Página 1

 Adicionar um registro desta espécie

📖
Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Piolhinho (Phyllomyias fasciatus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 16/10/2026.