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Phoebetria palpebrata

Piau-de-costas-claras


Phoebetria palpebrata

(Forster, 1785)
Albatros Manto Claro
Light-mantled Albatross

Família: Diomedeidae
Ordem: Procellariiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Diomedea palpebrata.





Filtros


Registros de Océano Atlántico - Aguas argentinas

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Quase Ameaçado


Descrição


Apresenta um porte intermediário e uma silhueta notavelmente esguia dentro do grupo dos procelariídeos, atingindo um comprimento total de 79 a 89 cm, uma envergadura que varia entre 183 e 218 cm e uma massa corporal de 2,5 a 3,7 kg. A plumagem exibe uma distinta combinação cromática, na qual a cabeça, a garganta, as asas e o ventre exibem tons de marrom-fuligem escuro, estabelecendo um nítido contraste com o manto e o dorso de coloração cinza-prateada ou cinza-clara. Ao redor da órbita ocular posterior, sobressai uma fina meia-lua branca incompleta, feição diagnóstica fundamental para a identificação da espécie no mar. O bico é esguio, comprimido lateralmente e predominantemente preto, com um sulco longitudinal na mandíbula inferior marcado por uma linha de coloração azul-elétrica a violeta. Sua cauda longa e cuneiforme concede-lhe uma agilidade de voo superior à da maioria dos albatrozes. As aves imaturas apresentam uma coloração dorsal mais uniforme e escura, alcançando a plumagem de contraste definitivo após mudas sucessivas.

Distribuição geográfica: Possui uma distribuição amplamente circumpolar pelas águas gélidas do Hemisfério Sul. Suas colônias de reprodução estão estabelecidas em diversas ilhas oceânicas subantárticas, destacando-se as Geórgias do Sul, o arquipélago do Príncipe Eduardo, a Ilha Marion, Crozet, Kerguelen, Heard, bem como nas ilhas neozelandesas de Macquarie, Auckland, Campbell e Antípodas. Fora do período reprodutivo, dispersa-se de forma nômade por toda a bacia do Oceano Antártico, deslocando-se desde a borda do gelo marinho até proximidades do paralelo 30°S, adentrando ocasionalmente plataformas continentais do sul da América do Sul, África do Sul e Austrália.

Ambiente: É uma ave marinha estritamente pelágica, habitando massas de água oceânica frias, de baixa salinidade e ricas em nutrientes, geradas pela Convergência Antártica. Demonstra grande preferência por fossas oceânicas profundas, bordas de plataformas continentais remotas e frentes marinhas polares. Em terra firme, sua ocupação restringe-se a penhascos costeiros íngremes, encostas verticais rochosas e terraços inacessíveis dominados por gramíneas do gênero Poa e tufos de musgo, onde as vigorosas correntes de ar ascendentes facilitam a decolagem e a aterrissagem em relevos extremamente acidentados.

Alimentação: Sua dieta compõe-se primordialmente de presas carnívoras capturadas em mar aberto, com especial predileção por lulas mesopelágicas como Psychroteuthis glacialis e Kondakovia longimana, além de peixes das famílias Nototheniidae e Myctophidae. Consome também volumes consideráveis de krill antártico (Euphausia superba) e outros crustáceos planctônicos. Além de capturar itens na superfície da água (surface-seizing), destaca-se pela excepcional capacidade de realizar mergulhos propulsados pelas asas, alcançando profundidades registradas de até 12 metros. Alimenta-se ainda de matéria orgânica flutuante, como carcaças de pinípedes e descartes operacionais de frotas pesqueiras.

Comportamento: Apresenta um padrão de vida majoritariamente solitário enquanto vaga pelos oceanos, congregando-se raramente em bandos fora dos períodos em que há carcaças abundantes disponíveis. Durante a fase reprodutiva, realiza espetaculares voos sincronizados em dupla, planando em perfeita harmonia ao longo das paredes rochosas das colônias em manobras de alta precisão aerodinâmica. Graças à sua elevada razão de aspecto alar, emprega o voo dinâmico para atravessar tempestades oceânicas com baixíssimo consumo energético. No ninho, mantém uma postura reservada, emitindo chamados guturais, assobios roucos e estalos secos de bico durante as saudações territoriais e rituais nupciais.

Nidificação: Segue um regime reprodutivo bienal sempre que a criação do filhote anterior atinge o sucesso. Trata-se de uma espécie rigorosamente monogâmica, mantendo o mesmo par reprodutivo ao longo de muitos anos. Os ninhos são construídos solitariamente ou em colônias esparsas sobre plataformas em penhascos, moldados como pedestais cônicos de lama compactada, turfa e raízes vegetais. A fêmea realiza a postura de um único ovo branco-opaco com pintas avermelhadas entre outubro e novembro. O período de incubação dura de 65 a 72 dias, com os progenitores alternando turnos de choco que duram vários dias. O filhote é aquecido e nutrido com óleo estomacal e presas regurgitadas, realizando o primeiro voo entre 140 e 170 dias após a eclosão. A maturidade sexual é atingida entre os 8 e 12 anos de vida.

Categoria de conservação: Encontra-se catalogada sob a categoria de Quase Ameaçada (NT) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Embora seus hábitos alimentares e sua preferência por latitudes mais meridionais reduzam parcialmente a sobreposição com frotas de espinhel tropical, a captura acidental em pescarias de espinhel pelágico e de fundo que operam no oceano austral continua sendo uma ameaça séria. Ademais, a vulnerabilidade histórica frente a mamíferos introduzidos (como ratos e camundongos predadores de ovos e filhotes) em determinadas ilhas reprodutivas e as alterações nas teias tróficas marinhas derivadas das mudanças climáticas globais representam preocupações constantes para a preservação de sua população total.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 28/10/2026




Distribuição geográfica


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242481119/01/2026ArgentinaOcéano Atlántico - Aguas argentinasPasaje de Drake NorteEdith Polverini
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Piau-de-costas-claras (Phoebetria palpebrata) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 30/10/2026.