Phobetron hipparchia é um inseto da ordem Lepidoptera; uma mariposa noturna e neotropical da família Limacodidae; classificada em 1777 por Pieter Cramer, com o nome
Phalaena hipparchia, na página 135 da obra
De uitlandsche kapellen, voorkomende in de drie waereld-deelen Asia, Africa en America, volume 2. Ela está citada numa ampla distribuição geográfica que vai do México até a Argentina (também encontrada na Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela), o seu holótipo coletado no Suriname; Cramer afirmando que suas pernas dianteiras são cobertas por pequenos e longos pelos; macho e fêmea demonstrando dimorfismo sexual bem acentuado e se disfarçando de excrementos quando adultos.
Nomenclatura vernácula: No Brasil esta espécie tem recebido, na Internet, as denominações vernáculas
lagarta-aranha ou
lagarta-macaco (este último nome derivado da sua denominação vernácula inglesaː
monkey slug; dada também para a lagarta da espécie norte-americana
Phobetron pithecium), por apresentar em sua fase de lagarta o corpo achatado e longos tentáculos pilosos e não-móveis em suas extremidades, os exibindo em quase todas as cores: preto, cinza, bege, marrom, ruivo e amarelo, se assemelhando às aranhas no aspecto geral e podendo causar reações alérgicas ao toque (erucismo).
Lista de espécies e gêneros de plantas utilizadas por larvas de P. hipparchia: Trata-se de uma lagarta raspadora de folhagem e generalista, considerada uma praga em algumas plantações comerciais, se alimentando das seguintes espécies e gêneros de plantasː
- Allagoptera arenaria (guriri, pissandó, paissandu, pissandu, caxandó e coqueiro-pissandó) — Arecaceae
- Allophylus edulis (fruta-de-pombo ou chal-chal) — Sapindaceae
- Anacardium excelsum — Anacardiaceae
- Anacardium humile (cajuzinho-do-cerrado) — Anacardiaceae
- Anacardium occidentale (cajueiro) — Anacardiaceae
- Areca (palmeira) — Arecaceae
- Byrsonima crassa — Malpighiaceae
- Chamaechrista claussemii — Fabaceae
- Citrus (laranjeira, limoeiro etc.) — Rutaceae
- Coffea (cafeeiro) — Rubiaceae
- Corymbia citriodora (eucalipto-cidró, eucalipto-limão ou eucalipto-cheiroso) — Myrtaceae
- Erythroxylum deciduum (cocão) — Erythroxylaceae
- Erythroxylum ovalifolium — Erythroxylaceae
- Erythroxylum pelleterianum — Erythroxylaceae
- Erythroxylum tortuosum — Erythroxylaceae
- Eugenia brasiliensis (grumixameira) — Myrtaceae
- Gliricidia sepium — Fabaceae
- Ilex paraguariensis (erva-mate) — Aquifoliaceae
- Jasminum angustifolium (jasmim) — Oleaceae
- Jasminum fluminense (jasmim) — Oleaceae
- Kielmeyera coriacea (pau-santo) — Calophyllaceae
- Maclura tinctoria — Moraceae
- Malus pumila — Rosaceae
- Mangifera indica (mangueira) — Anacardiaceae
- Manilkara subsericea — Sapotaceae
- Musa × paradisiaca (banana-da-terra, banana-comprida, pacovã ou chifre de boi) — Musaceae
- Myrsine umbellata (capororoca) — Myrsinaceae
- Populus nigra (álamo, álamo-negro ou choupo negro) — Salicaceae
- Pouteria ramiflora — Sapotaceae
- Psidium guajava (goiabeira) — Myrtaceae
- Pyrus communis (pera europeia ou pera comum) — Rosaceae
- Quercus robur (carvalho-alvarinho, carvalho-roble ou carvalho-vermelho) — Fagaceae
- Ricinus communis (mamona) — Euphorbiaceae
- Rosa (roseira) — Rosaceae
- Rourea induta — Connaraceae
- Spondias mombin (cajazeira) — Anacardiaceae
- Theobroma cacao (cacaueiro) — Malvaceae
- Vernicia fordii (tungue) — Euphorbiaceae