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Philohydor lictor

Bentevizinho-do-brejo


Philohydor lictor

(Lichtenstein, MHC, 1823)
Benteveo Pico Fino
Lesser Kiskadee

Família: Tyrannidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Pitangus lictor, L[anius] lictor.

Subespécies:





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Registros de Mato Grosso do Sul

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta uma silhueta elegante e de tamanho médio, medindo entre 15 e 18 centímetros de comprimento total e pesando cerca de 25 gramas. Caracteriza-se pelo seu bico longo, visivelmente estreito e de coloração preto-fosca, o que o diferencia prontamente de outras espécies semelhantes da família Tyrannidae. A cabeça exibe uma coloração preto-acinzentada com uma larga e contrastante sobrancelha branca que se estende da base do bico até a região da nuca. O dorso apresenta uma tonalidade marrom-olivácea, enquanto as asas exibem discretas bordas de tom canela ou avermelhado. A garganta é de um branco puro, contrastando fortemente com o peito e o ventre, que exibem um tom amarelo-brilhante muito vivo. No topo da cabeça, possui um topete oculto de coloração amarelo-ouro, exposto principalmente em momentos de excitação ou disputas territoriais.

Distribuição geográfica: Distribui-se amplamente pelas terras baixas tropicais e subtropicais da América do Sul e porções meridionais da América Central. Sua área de ocorrência engloba o leste do Panamá e se estende pela Colômbia, Venezuela, as Guianas, Equador, Peru e norte da Bolívia. No território brasileiro, ocorre de maneira expressiva em quase toda a bacia Amazônica, na região do Pantanal e em direção ao leste, alcançando estados das regiões Nordeste e Sudeste ao longo de faixas costeiras e ribeirinhas.

Ambiente: Habita de forma estrita e obrigatória zonas úmidas de baixada, situadas geralmente abaixo de 500 metros de altitude. É uma espécie associada de maneira intrínseca à água, frequentando as margens de rios de correnteza lenta, lagos, pântanos, brejos, lagoas ciliares e áreas de manguezais. Raramente afasta-se de corpos d´água, preferindo a vegetação marginal densa, arbustos pendentes e galhos secos que tocam a superfície hídrica.

Alimentação: Possui hábitos alimentares essencialmente insetívoros. Alimenta-se de uma ampla gama de insetos voadores, tais como libélulas, moscas, besouros e pequenas vespas, capturados através de voos curtos e ágeis a partir de poleiros expostos sobre a água. Adicionalmente, realiza voos rasantes para capturar presas na película superficial da água, podendo incluir eventualmente pequenos girinos e peixes minúsculos.

Comportamento: É observado predominantemente de forma solitária ou em casais que defendem de forma vigorosa seus territórios lineares ao longo das margens. Costuma empoleirar-se a baixa altura, geralmente a menos de dois metros de altura da água, utilizando galhos baixos, juncos ou raízes expostas. Sua vocalização é única e serve como importante diagnóstico de campo, consistindo em um chamado nasal, áspero e sussurrado, transcrito como um "d´zee" ou "wreek", totalmente desprovido da sonoridade forte comum a outros tiranídeos simpátricos.

Nidificação: Constrói o seu ninho em bifurcações de galhos baixos de arbustos, vegetação palustre ou troncos secos diretamente projetados sobre a água. O ninho tem o formato de uma tigela aberta, construída com pequenos gravetos, fibras vegetais, raízes finas e folhas secas, apresentando um acabamento rústico. A fêmea deposita de 2 a 3 ovos de coloração branco-creme, salpicados com pequenas manchas marrom-avermelhadas ou violáceas. O período de incubação estende-se por cerca de 14 a 16 dias, sendo realizado sobretudo pela fêmea, enquanto a alimentação e a defesa ativa dos filhotes no ninho são compartilhadas por ambos os parceiros.

Categoria de conservação: Encontra-se classificado na categoria de Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Apesar de sofrer pressões locais decorrentes da perda de matas de galeria, poluição hídrica e drenagem de áreas úmidas, sua vasta distribuição geográfica e capacidade de ocupação de ambientes antrópicos secundários garantem a estabilidade de suas populações globais a longo prazo.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 08/10/2026




Distribuição geográfica


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ID de Fotografia: 692855
  Adulto

Pantanal
Mato Grosso do Sul
Brasil
16/06/2026
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Bentevizinho-do-brejo (Philohydor lictor) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 08/10/2026.