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Phaethornis eurynome

Rabo-branco-de-garganta-rajada


Phaethornis eurynome

(Lesson, 1832)
Ermitaño Escamado
Scale-throated Hermit

Família: Trochilidae
Ordem: Apodiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Trochilus eurynome.

Subespécies:





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Trata-se de um beija-flor de porte médio a grande dentro de sua família, apresentando um comprimento corporal de 14 a 16 centímetros e uma massa corporal que varia entre 5 e 6 gramas. Conhecido cientificamente como Phaethornis eurynome, possui um bico longo e visivelmente curvado para baixo, medindo entre 33 e 38 milímetros, com a mandíbula superior na cor preta e a mandíbula inferior predominantemente amarela com a extremidade escura. Sua plumagem dorsal exibe coloração verde-oliva com margens pálidas, conferindo-lhe um aspecto escamado. O detalhe mais característico deste táxon está em sua garganta, que apresenta um padrão estriado ou escamoso de cor marrom-escura sobre um fundo esbranquiçado. As partes inferiores são de tonalidade cinza-esbranquiçada ou ocre, e sua cauda graduada destaca-se pelas penas centrais consideravelmente alongadas com pontas brancas.

Distribuição geográfica: É uma espécie nativa do leste e sudeste da América do Sul. Sua distribuição geográfica ocorre de forma contínua no bioma da Mata Atlântica, estendendo-se desde os estados brasileiros da Bahia e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. Além do território brasileiro, a espécie ocorre no extremo nordeste da Argentina, na província de Misiones, e na porção oriental do Paraguai, ocupando áreas florestais contíguas de extrema relevância biológica.

Ambiente: Habita preferencialmente o sub-bosque de florestas úmidas tropicais e subtropicais, ocorrendo tanto em matas de baixada quanto em florestas montanas em altitudes de até 2250 metros acima do nível do mar. Trata-se de uma espécie fortemente associada a florestas primárias densas, embora demonstre plasticidade ao tolerar florestas secundárias maduras, bordas de mata, plantações sombreadas e capoeiras densas, onde a cobertura do dossel florestal reduz a incidência direta de luz solar e mantém elevados níveis de umidade.

Alimentação: É um especialista na coleta de néctar, alimentando-se de uma ampla variedade de plantas com flores tubulares, especialmente das famílias Bromeliaceae, Heliconiaceae, Gesneriaceae e Balsaminaceae. Utiliza a estratégia de forrageamento em rota fixa (em inglês, traplining), na qual percorre rotas diárias regulares e repetitivas para visitar flores amplamente dispersas na mata. Adicionalmente, complementa sua nutrição com proteínas essenciais através do consumo de pequenos artrópodes e aranhas, os quais captura por meio de voo pairado nas folhas ou diretamente no ar.

Comportamento: Apresenta hábitos predominantemente solitários e um voo rápido e ágil, que lhe permite esquivar-se da vegetação arbustiva densa. Durante o período reprodutivo, os machos reúnem-se em áreas específicas do sub-bosque chamadas de leks ou arenas de exibição. Nesses locais, vários machos vocalizam ativamente a partir de poleiros baixos e realizam movimentos rítmicos com a cauda aberta para atrair fêmeas receptivas, enquanto defendem vigorosamente o seu espaço de canto contra outros machos concorrentes.

Nidificação: A construção do ninho e o cuidado com a prole são realizados exclusivamente pela fêmea. O ninho é uma estrutura cônica e pendular, delicadamente tecida com musgos, líquenes, fibras vegetais finas e unida com fios de teia de aranha. Esta estrutura é fixada na face inferior de folhas longas e pendentes, como as de palmeiras ou samambaias, garantindo proteção contra a chuva e predadores terrestres. A postura consiste em dois ovos brancos, incubados por um período de 17 a 19 dias. Os filhotes permanecem sob cuidados maternos por cerca de três semanas antes de estarem prontos para o primeiro voo.

Categoria de conservação: Está classificada como de Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Embora suas populações globais sejam consideradas estáveis, o táxon sofre com a perda contínua e fragmentação da Mata Atlântica, decorrente da conversão de florestas em pastagens e áreas agrícolas. A conservação de grandes reservas florestais e o manejo de corredores ecológicos são fundamentais para manter as populações viáveis a longo prazo.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 22/08/2026




Distribuição geográfica


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Fotografias da espécie

Quantidade: 133

Foto
ID de Fotografia: 711014
  Adulto

Salesópolis
São Paulo
Brasil
20/10/2026
Pablo Alberto Re
Foto
ID de Fotografia: 705898
  Adulto

Reserva Natural Mainumby
Misiones
Argentina
21/09/2026
Diego Oscar
Foto
ID de Fotografia: 700003
  Adulto

Tapiraí
São Paulo
Brasil
14/07/2026
Pablo Eguia
Foto
ID de Fotografia: 700002
  Adulto

Tapiraí
São Paulo
Brasil
14/07/2026
Pablo Eguia
Foto
ID de Fotografia: 700001
  Adulto

Tapiraí
São Paulo
Brasil
14/07/2026
Pablo Eguia
Foto
ID de Fotografia: 700000
  Adulto

Tapiraí
São Paulo
Brasil
14/07/2026
Pablo Eguia
Foto
ID de Fotografia: 699998
  Adulto

Tapiraí
São Paulo
Brasil
14/07/2026
Pablo Eguia
Foto
ID de Fotografia: 699997
  Adulto

Tapiraí
São Paulo
Brasil
14/07/2026
Pablo Eguia
Foto
ID de Fotografia: 699996
  Adulto

Tapiraí
São Paulo
Brasil
14/07/2026
Pablo Eguia
Foto
ID de Fotografia: 699553
  Adulto

Comandante Andresito
Misiones
Argentina
13/08/2026
María Del Carmen Fabeiro
Foto
ID de Fotografia: 686073
  Adulto

Reserva Natural Mainumby
Misiones
Argentina
10/05/2026
Gustavo Marasco
Foto
ID de Fotografia: 681768
  Adulto

El Soberbio
Misiones
Argentina
05/04/2026
Adrian Dario Barboza



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Vocalizações da espécie

Quantidade: 3


IDLeitor de áudioUsuárioDataPaísProvínciaLugarSexoEstágio da vidaFoi observadoDetalhes
ER-2201María Del Carmen Fabeiro30/06/2018ArgentinaMisionesReserva, Bio Reserva Karadya♂AdultoNãoNão
ER-2180Maria Victoria Di Stasio30/06/2018ArgentinaMisionesBio Reserva KaradyaN/AAdultoNãoNão
ER-233 BaixarDora Virginia Montenegro18/10/2010ArgentinaMisionesParque Nacional IguazúIndistinguíveisAdultoNãoNão


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Vídeos da espécie

Quantidade: 3




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Relatórios da espécie



 Detalhe de lugares ordenada pelo número de registros






Registros da espécie

Quantidade: 461



Página 1 de 47
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
271029520/10/2026BrasilSão PauloMacuquinho Lodge, SalesópolisPablo Alberto Re
263005710/10/2026ArgentinaMisionesCorredor Biológico Urugua-í - Foerster, Comandante AndresitoMarcelo Funes
262979609/10/2026ArgentinaMisionesPP Urugua-í--Seccional Uruzú, General Manuel Belgrano1Faustino Hollmann
262969508/10/2026ArgentinaMisionesPP Urugua-í--Seccional Uruzú, General Manuel Belgrano1Faustino Hollmann
253557527/09/202607:34BrasilParanáCamino sin nombrar1Walter Liriel Gómez Umpierrez
253540227/09/202607:34BrasilParanáCamino sin nombrar1Santiago Juan Torres
253929224/09/2026ArgentinaMisionesParque Provincial Cruce Caballero1Luis Cesar Tejo
253951122/09/2026ArgentinaMisionesPN Iguazú (AICA MI01)--Ruta 101, Iguazú1Luis Cesar Tejo
253963721/09/2026ArgentinaMisionesPicada Caballero1Luis Cesar Tejo
253958121/09/2026ArgentinaMisionesReserva Natural Mainumby1Luis Cesar Tejo
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Rabo-branco-de-garganta-rajada (Phaethornis eurynome) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 29/10/2026.