Não quer ver anúncios? Cadastre-se...




Penelope montagnii

Penelope montagnii

(Bonaparte, CLJL, 1856)
Pava Andina
Andean Guan

Família: Cracidae
Ordem: Galliformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

 Solicitar mudança




Filtros



Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Pertence à família Cracidae e caracteriza-se por ser uma ave de médio porte que mede entre 40 e 58 centímetros de comprimento, com um peso médio que oscila entre 750 e 930 gramas. Sua plumagem é predominantemente de um tom marrom-bronzeado ou oliva-escuro, com bordas de penas esbranquiçadas ou prateadas na cabeça, no pescoço e no peito, o que lhe confere um aspecto nitidamente escamoso. Apresenta uma pequena, mas visível, gola gular de pele nua vermelha na garganta, que pode se retrair ou expandir ligeiramente. Suas pernas e pés são de coloração vermelho-opaco a cor-de-rosa carnoso, enquanto o bico é curto, curvo e de cor cinza-escura a preta. Os olhos possuem íris de cor avermelhada ou castanho-escura. Não apresenta dimorfismo sexual marcante, sendo machos e fêmeas extremamente semelhantes em sua aparência externa, embora os indivíduos juvenis tendam a exibir tons mais opacos e careçam do padrão escamoso bem definido no peito.

Distribuição geográfica: Encontra-se distribuída ao longo da cordilheira dos Andes, abrangendo uma ampla faixa latitudinal que se estende desde o oeste da Venezuela (especialmente nos Andes de Mérida), atravessando as três cordilheiras da Colômbia, os vales interandinos e encostas do Equador, as encostas orientais e ocidentais do Peru, até alcançar as florestas montanas do oeste da Bolívia. Sua presença é contínua em grande parte dessa cadeia montanhosa neotropical, o que torna Penelope montagnii uma das espécies de cracídeos com maior distribuição vertical e longitudinal no continente sul-americano.

Ambiente: Habita principalmente florestas úmidas montanas, florestas de névoa, florestas anãs e áreas de transição ecológica. É registrada com maior frequência em altitudes que variam de 1.500 a 3.900 metros acima do nível do mar, tolerando condições de alta umidade, nebulosidade constante e temperaturas amenas a frias. Prefere o dossel médio e superior da floresta com alta densidade de epífitas, musgos e bromélias, embora também utilize bordas de florestas secundárias e áreas de regeneração natural contíguas a florestas primárias bem preservadas.

Alimentação: Sua dieta é fundamentalmente frugívora, complementada de forma oportuna por folhas jovens, brotos de plantas, flores e, ocasionalmente, pequenos invertebrados terrestres ou insetos capturados entre a folhagem. Consome frutos de uma ampla gama de famílias botânicas, com destaque para as famílias Lauraceae, Melastomataceae e Rubiaceae. Como engole os frutos inteiros e elimina ou regurgita sementes viáveis, atua como um agente essencial de dispersão de sementes, promovendo ativamente a regeneração da flora nativa nos ecossistemas andinos de alta montanha.

Comportamento: É uma espécie de hábitos estritamente arbóreos, exibindo grande agilidade para se deslocar saltando entre os galhos de árvores densamente vegetadas. É observada de forma solitária, em casais monogâmicos ou em pequenos grupos familiares de 3 a 6 indivíduos. Seus picos de atividade ocorrem principalmente nos períodos crepusculares, concentrando-se nas primeiras horas da manhã e ao final da tarde. Durante a época reprodutiva, realiza exibições territoriais acústicas marcantes que incluem vocalizações de alarme roucas e fortes, além de um característico bater mecânico de asas que produz um som vibrante audível a longas distâncias, utilizado para demarcar território contra intrusos.

Nidificação: O processo reprodutivo ocorre em ninhos construídos de forma rústica no formato de uma plataforma côncava, feitos com ramos finos, folhas secas, musgos e fibras vegetais macias, estrategicamente camuflados em meio à vegetação arbórea densa ou sobre samambaiaçus a uma altura de 2 a 5 metros do solo. A fêmea realiza a postura de 2 ovos (raramente três) de cor branca e textura áspera. A incubação é realizada exclusivamente pela fêmea por um período aproximado de 24 a 28 dias, período no qual o macho permanece vigilante nas proximidades para alertar sobre a aproximação de potenciais predadores. Os filhotes são precoces, nascem cobertos por uma penugem críptica e são capazes de deixar o ninho e escalar ramos logo após a eclosão.

Categoria de conservação: Está classificada como uma espécie de Pouco preocupante (LC) de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Apesar de sua ampla distribuição geográfica, suas populações locais sofrem pressão constante decorrente da perda e fragmentação do hábitat causada pela expansão da fronteira agrícola, pelo desmatamento e pela caça de subsistência, o que tem gerado extinções locais em regiões densamente povoadas por humanos.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 07/09/2026




Distribuição geográfica


Carregando mapa...




Fotografias da espécie

Quantidade: 44

Foto
ID de Fotografia: 696864
  Adulto

Manizales
Caldas
Colômbia
10/10/2025
Carmen Lúcia Bays Figueiredo
Foto
ID de Fotografia: 695495
 
Bogotá
Bogotá
Colômbia
12/05/2026
Victor Hugo Michelini
Foto
ID de Fotografia: 695161
  Adulto

Manizales
Caldas
Colômbia
06/10/2025
Carmen Lúcia Bays Figueiredo
Foto
ID de Fotografia: 695160
  Adulto

Manizales
Caldas
Colômbia
06/10/2025
Carmen Lúcia Bays Figueiredo
Foto
ID de Fotografia: 694303
 
Manizales
Caldas
Colômbia
19/05/2026
Victor Hugo Michelini
Foto
ID de Fotografia: 688181
  Adulto

Aguas Calientes
Cuzco
Perú
08/07/2024
Marcelo Zanotti
Foto
ID de Fotografia: 658087
 
Manizales
Caldas
Colômbia
19/07/2025
Nino A. Grangetto
Foto
ID de Fotografia: 650664
  Adulto

Manizales
Caldas
Colômbia
19/07/2025
Pablo Eguia
Foto
ID de Fotografia: 650663
  Adulto

Manizales
Caldas
Colômbia
19/07/2025
Pablo Eguia
Foto
ID de Fotografia: 650662
  Adulto

Manizales
Caldas
Colômbia
19/07/2025
Pablo Eguia



 Ver todas as fotografias das espécies




 Adicionar uma imagem desta espécie






Vocalizações da espécie

Últimas vocalizações publicadas



 Adicionar um áudio desta espécie





Vídeos da espécie

Últimas filmagens publicadas




 Adicionar um filme desta espécie





Relatórios da espécie



 Detalhe de lugares ordenada pelo número de registros






Registros da espécie

Quantidade: 111



Página 1 de 12
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
252307623/07/2026PerúCuzcoCarretera a Manú--rocotal Inferior (1800-2000m)1Diego Oscar
252303323/07/2026PerúCuzcoWayqecha Cloud Forest Birding Lodge10Diego Oscar
251493120/05/2026ColômbiaCaldasHacienda el bosque, Manizales3Victor Hugo Michelini
249250719/05/2026ColômbiaCaldasEl color de mi Revez, Manizales4Victor Hugo Michelini
249581012/05/2026ColômbiaBogotáCerro Monserrate, Bogotá4Victor Hugo Michelini
250335510/10/2025ColômbiaCaldasHacienda el bosque, ManizalesCarmen Lúcia Bays Figueiredo
249469706/10/2025ColômbiaCaldasEl Color de Mis Rêves, ManizalesCarmen Lúcia Bays Figueiredo
240269226/09/2025PerúCuzcoCarretera a Manú--rocotal Superior (2200-2400m)1Silvina Collado
240190226/09/2025PerúCuzcoCarretera a Manú--rocotal Superior (2200-2400m)1Julian Uriel Collado
240249523/09/2025PerúCuzcoWayqecha Cloud Forest Biological Station--picaflor Trail3Silvina Collado
Página 1 de 12

 Adicionar um registro desta espécie

📖
Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Penelope montagnii – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 18/09/2026.